E foi assim... a cidade se movimentando com a chegada dos garotos e das garotas que amavam o Beatles e os Rolling Stones. E também amavam o rei Roberto Carlos e a turma da jovem guarda, e o samba discreto de Antônio Carlos e Jocafi, a tropicália de Gil e Caetano, as músicas do Chico, e se apaixonavam dançando tudo isso e mais uma incansável lista presenteada por orquestras como a de Ray Connif, das canções do Sinatra e tantos outros conjuntos da região como Os Sedas e Os Sombras, assim como não poderia esquecer os cantores e tocadores da terra, como Tonico Vanalli, Mia e irmãos, Zé Martins, Felão, Bá, Romualdo, dentre outros.
E tanto quiseram que fizeram, e deu no espetáculo de amor e de saudades que se viu acontecer, nos dias em que a cidade esteve mais iluminada com as figuras de homens e mulheres que, se lhes faltavam o corpinho da juventude e a mini saia já não fazia parte do seu cotidiano, havia o glamour e a vontade de querer, mais uma vez, fazer explodir os corações de tanta gente que se dispôs a ir a Epitácio, rumo a um roteiro único, o Mega II. E as pessoas, com os corações cheios de emoção, com uma finalidade prioritária de juntar duas ou mais décadas, para celebrar e valorizar uma amizade que não se perdera com o tempo.
Vale aqui ressaltar que o evento não possui nenhum fim lucrativo e não conta com incentivos político e financeiro, pois nasceu da vontade de rever amigos, e através de seus membros, encabeçado pelas meninas (Mirinha, Mariza e Dagmar), as quais não pouparam esforços para que a festa se repetisse em grande estilo ao som de muita música de qualidade, comida de primeira e pessoas de primeiríssima grandeza.
Enfim, a festa aconteceu com uma turma muito animada, que dança, que brinca, que sonha, que realiza, relembrando as dores e os amores da juventude que se passara entre as brincadeiras dançantes, matinês no Cine Azenha, bailes na Epitaciana e Filarmônica, encontros no Figueiral, e tantas outras coisas boas de um tempo que até nem parece mais tão distante. Afinal, fizemos acontecer de novo.
Sentimos a falta de muitas pessoas que, por motivos particulares não puderam participar, mas esperamos que venha aí um Mega III, com muito mais gente, pois a festa só acontece e se faz bonita pelo valor que se é dado às pessoas.
Assim, acreditando que essa idéia perdure, esperamos que as gerações futuras se espelhem nesse bom modelo, que reacenda a chama desses valores, tão perdidos na modernidade silenciosa de um quase isolamento virtual, e que essas pequeninas emoções revividas por seus pais e avós, tenham um peso maior pelo fato singular de ser bom estar entre pessoas queridas. Simplesmente poder estar na terra em que se viveu o melhor de uma juventude que o tempo não apagou, por que guardou em si a preciosidade do bem querer. E isso é TUDO.
Rosária Maria Martins (Tata Baraúna)
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