Famílias húngaras da Colônia Árparde Falva, por Tibor Jablonsky e Stivan Faludi
Entre o final da década de 40 e início da década de 50 do século passado, o IBGE contratou os primeiros fotógrafos profissionais, três húngaros recém chegados ao Brasil – Tibor Jablonszky, Tomas Somlo e Istivan Faludi –, que passaram a integrar os grupos de pesquisa.
No cenário Pós-Segunda Guerra Mundial a migração internacional readquirira importância para a Europa. “Essa migração, porém, era de um tipo novo, agora de trabalhadores qualificados e profissionais”. Nesse período, grupos de profissionais liberais e técnicos especializados migraram para o Brasil, procedentes das principais cidades da Hungria. Essa leva de húngaros deixou o seu país supostamente por motivos ideológicos, muitos devido à estatização. Portanto, um bom número deles pertencia à camada mais abastada da sociedade húngara.
Entre tantos fotógrafos contratados pelo IBGE, a escolha de Tibor Jablonszky deveu-se ao fato de sua produção fotográfica reunir imagens da realidade física e social do país em sua amplitude espacial, incluindo o cotidiano da vida rural e urbana. Natural de Sarospatak, Hungria, chegou ao Brasil procedente de Copenhague, desembarcando no Porto do Rio de Janeiro, como turista, em 27 de maio de 1948.
Técnico de cinema, instrução secundária, ocupava-se em seu país de origem como Diretor de Filmes da Cia. Cinema da Hungria. Contratado como técnico de cinema pelo Conselho Nacional de Geografia, órgão do IBGE desde 01 de março de 1949, produziu cerca de 7 000 registros imagéticos, num total de 20 000 que constituem o Arquivo Fotográfico Ilustrativo dos Trabalhos Geográficos de Campo, conjunto cuja relevância, por si, justificaria estudos voltados para a temática da Memória Social, considerando-se que todo esse acervo ainda não foi objeto de trabalhos acadêmicos.
Afora sua considerável produção, Jablonszky exerceu importante papel, não apenas na construção da memória institucional, mas principalmente, por ter oferecido subsídios para aprofundar os estudos sobre o trabalho retratado sob as suas lentes. As imagens produzidas retratam diferentes temas representados, ainda, nas respectivas legendas. Estas nem sempre refletem a temática do trabalho, o que não significa que o fotógrafo tenha realizado tais imagens ignorando as expressões do trabalho e dos trabalhadores. Vale ressaltar, por oportuno, que as legendas eram feitas em outro momento, por geógrafos que dirigiam as excursões. Especificamente o período registrado por ele corresponde à chamada era do desenvolvimentismo brasileiro, com o surgimento de novas modalidades de trabalho e desaparecimento de outras.
No cenário Pós-Segunda Guerra Mundial a migração internacional readquirira importância para a Europa. “Essa migração, porém, era de um tipo novo, agora de trabalhadores qualificados e profissionais”. Nesse período, grupos de profissionais liberais e técnicos especializados migraram para o Brasil, procedentes das principais cidades da Hungria. Essa leva de húngaros deixou o seu país supostamente por motivos ideológicos, muitos devido à estatização. Portanto, um bom número deles pertencia à camada mais abastada da sociedade húngara.
Entre tantos fotógrafos contratados pelo IBGE, a escolha de Tibor Jablonszky deveu-se ao fato de sua produção fotográfica reunir imagens da realidade física e social do país em sua amplitude espacial, incluindo o cotidiano da vida rural e urbana. Natural de Sarospatak, Hungria, chegou ao Brasil procedente de Copenhague, desembarcando no Porto do Rio de Janeiro, como turista, em 27 de maio de 1948.
Técnico de cinema, instrução secundária, ocupava-se em seu país de origem como Diretor de Filmes da Cia. Cinema da Hungria. Contratado como técnico de cinema pelo Conselho Nacional de Geografia, órgão do IBGE desde 01 de março de 1949, produziu cerca de 7 000 registros imagéticos, num total de 20 000 que constituem o Arquivo Fotográfico Ilustrativo dos Trabalhos Geográficos de Campo, conjunto cuja relevância, por si, justificaria estudos voltados para a temática da Memória Social, considerando-se que todo esse acervo ainda não foi objeto de trabalhos acadêmicos.
Afora sua considerável produção, Jablonszky exerceu importante papel, não apenas na construção da memória institucional, mas principalmente, por ter oferecido subsídios para aprofundar os estudos sobre o trabalho retratado sob as suas lentes. As imagens produzidas retratam diferentes temas representados, ainda, nas respectivas legendas. Estas nem sempre refletem a temática do trabalho, o que não significa que o fotógrafo tenha realizado tais imagens ignorando as expressões do trabalho e dos trabalhadores. Vale ressaltar, por oportuno, que as legendas eram feitas em outro momento, por geógrafos que dirigiam as excursões. Especificamente o período registrado por ele corresponde à chamada era do desenvolvimentismo brasileiro, com o surgimento de novas modalidades de trabalho e desaparecimento de outras.
A fotografia como fonte de informação e a memória do trabalho na Região Norte (1949-1968) - Vera Lucia Cortes Abrantes -Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro/Programa de Pós-Graduação em Memória Social.
1 comentários:
A segunda foto desta postagem, foi um achado maravilhoso pra mim, pois trata-se de minha família. Nessa época eram raras as pessoas que possuiam as chamadas máquinas de fotografia. Portanto, não possuimos muitas imagens desta época. Sou da família Solyon, e aí estão: Minhas irmãs Adélia, a Lívia, minha mãe Elizabeth Oze Solyon com a bebê Darlene no colo, minha irmã Elizabeth, e eu, Hilda, nessa época com uns 09 anos. Essa casa ainda existe: ela foi construída no modelo que lembrava as casas da Hungria. Obrigada por me ter proporcionada ter mais uma foto de minha família que tanto amo. Um grande abraço.
Hilda
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