<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873</id><updated>2012-01-15T04:23:46.281-08:00</updated><title type='text'>EPITÁCIO NA MEMÓRIA</title><subtitle type='html'>História do Porto Tibiriçá, Presidente Epitácio e do Oeste Paulista</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>70</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-3858238486569277736</id><published>2011-12-21T17:55:00.000-08:00</published><updated>2011-12-22T06:58:40.148-08:00</updated><title type='text'>Festas boas e Boas Festas!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Essa é pra lembrar de algumas pessoas marcantes e que já se foram para outras bandas: Toco, Tião, Zé Curimba, Bertinho, Vó Maria, Madinha, o vô Maurício e tantos outros. A música de Dom (da dupla Dom e Ravel), gravada pelos Incríveis em 1969, era trilha sonora obrigatória nas festas da família, animadas pelo Mia, Olégas, Felão , Nenê, Gui, Bill e Dadau. O sucesso e a letra coincidiram com o casamento do Zé Curimba com a Creuza (que foram morar no sítio do seu Maurício, na Reta A-1) e o refrão dava a impressão de que era o meu avô dando ordens para organizar a festa.  O Tião Silva (da Papelaria) vibrava levantando um copo de cerveja quando seu nome era citado: “Sela meu burro Zé, vai convidar Tião”. Quem sempre lembrava dessa música era o meu pai (Toco), que achava muito engraçado ver o meu avô (muito pão duro) ter que vender os bois para pagar a festa de casamento. Lembrava e logo pedia pra gente cantar esse rock-forrozinho maravilhoso e inesquecível. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Abraços e muita luz pra todos você aí, do lado de lá! &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-3858238486569277736?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/3858238486569277736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=3858238486569277736&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/3858238486569277736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/3858238486569277736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2011/12/festa-de-casamento.html' title='Festas boas e Boas Festas!'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-1608654781595711815</id><published>2011-12-21T17:37:00.000-08:00</published><updated>2011-12-21T17:37:08.715-08:00</updated><title type='text'>VENDI OS BOIS - OS INCRIVEIS</title><content type='html'>&lt;iframe width="459" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/iT1qYrmsjzE?fs=1" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-1608654781595711815?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/1608654781595711815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=1608654781595711815&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/1608654781595711815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/1608654781595711815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2011/12/vendi-os-bois-os-incriveis.html' title='VENDI OS BOIS - OS INCRIVEIS'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/iT1qYrmsjzE/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-2414288843156980481</id><published>2011-07-25T15:29:00.000-07:00</published><updated>2011-08-11T13:41:51.872-07:00</updated><title type='text'>Folias Epitacianas nos Anos 70</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-N4b458sg7cA/TkQ90g8g9rI/AAAAAAAADq4/vrsNlTZ-BcY/s1600/Rei%2BMomo.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 237px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5639700605780948658" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-N4b458sg7cA/TkQ90g8g9rI/AAAAAAAADq4/vrsNlTZ-BcY/s400/Rei%2BMomo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;Joãozinho Português, como Rei Momo, e sua bela Côrte no carnaval de rua&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-TxAI1FLyzfc/Ti3wgoBAuBI/AAAAAAAADp0/CHiy8IIFs1Y/s1600/Carnaval%2Bepitaciana%2B1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 249px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633423152198498322" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-TxAI1FLyzfc/Ti3wgoBAuBI/AAAAAAAADp0/CHiy8IIFs1Y/s400/Carnaval%2Bepitaciana%2B1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;Foliões no salão da Associação Atlética Epitaciana&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Somos da época em que carnaval de clube era coisa sagrada, quero dizer: quase sagrada...&lt;br /&gt;Era diversão certa tanto para as crianças como para os adultos. Para os jovens solteiros, então, tudo isso que falamos pode ser triplicado por mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As matinês eram muito curtas e rápidas, como se fosse de propósito, para inocular em nossas mentes pequenas o desejo de nos tornar futuros foliões. Com dez ou onze anos a gente já começava a mostrar as manguinhas e ensaiar algumas horas nos bailes noturnos, acompanhados dos pais, até que surgisse um comissário de menores para sugerir a nossa retirada do salão. Isso acontecia geralmente na A. A. Epitaciana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não cheguei a freqüentar o carnaval em Tibiriçá, a não ser uma ou duas matinês, entre 1965 e 67. Dizem que era muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Epitácio a chegada do carnaval era sempre uma época especial. Depois de garantidos os ingressos e combinar o encontro com os colegas, era hora de comprar roupas leves da moda no Magazine Celes ou nas Casas Karazawa, um tênis ou sandalhinha na sapataria da Cida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, sim, partíamos para o clube e aguardávamos com muita ansiedade o toque de abertura – "Pará, pará, pará, pará, parararararará!!!!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo rolava da Filarmônica. A frequência nos clubes eram mais uma era questão de gosto ou amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As bandinhas de animação eram formadas por componentes de Epitácio ou então de alguma cidade próxima. Os músicos que me lembro mais eram: Miruca, Irineu, maestro Francisco de Assis, Brás, Zé Fininho, João, Chinha, Castilho, Matateo e o Hélio Baterista. As marchinhas eram as mesmas de sempre, com destaque para “Mamãe eu quero mamar”, “Jardineira”, Coração corintiano” e “Cabeleira do Zezé”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confete e serpentina aos quilos no salão, cerveja e refrigerante de garrafa (sodinha, guaraná antártica normal ou caçulinha) , tudo conservado em tambor de zinco, pedras de gelo e pó-de-serra. Fichas no Bar. Não tinha copo de plástico. Outras bebidas e acessórios , só para quem tinha mesas reservadas: whisky com gelo de água de coco, cuba libre, amendoim; sanduíches de patê ou presunto nos intervalos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lança-perfume já estava proibido. Era carnaval, mas o regime no País era ditadura militar. Algumas brigas, a turma do deixa pra lá, rivalidades políticas: “Disseram que a água lava tudo, a água só não lava as mágoas do meu coração”, cantava o Hermes Martins, lembrando uma certa disputa eleitoral que dividiu a cidade em 1972.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto era tudo uma maravilha: amigos reunidos em blocos uniformizados, cantando e pulando para tudo se acabar na quarta-feira. E tudo ia acabar mesmo numa grande canja de galinha no Finambar do seu Russo, depois Bar do Toco e Espanhol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4Eyh2oDnS1A/Ti3wUHigX0I/AAAAAAAADps/R-oeLlK8fXc/s1600/Carnaval%2Bepitaciana%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 247px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633422937322184514" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-4Eyh2oDnS1A/Ti3wUHigX0I/AAAAAAAADps/R-oeLlK8fXc/s400/Carnaval%2Bepitaciana%2B2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;Bloco de jovens na Epitaciana&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4uMqub0ydtk/Ti3wL1rJ2OI/AAAAAAAADpk/qDKUnJ-BX9w/s1600/Carnaval%2Bepitaciana%2B3.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 247px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633422795087665378" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-4uMqub0ydtk/Ti3wL1rJ2OI/AAAAAAAADpk/qDKUnJ-BX9w/s400/Carnaval%2Bepitaciana%2B3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;Bloco descansando durante o intervalo na Epitaciana&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-fvb1fNoelns/Ti3v-3TY7eI/AAAAAAAADpc/enkg5CWYoyU/s1600/Carnaval%2BFilarm%25C3%25B4nica%2B1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 249px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633422572186562018" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-fvb1fNoelns/Ti3v-3TY7eI/AAAAAAAADpc/enkg5CWYoyU/s400/Carnaval%2BFilarm%25C3%25B4nica%2B1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; O mesmo bloco se apresentando na Sociedade Filarmônica 27 de Março&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;Fotos: Seminha e João Português&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-2414288843156980481?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/2414288843156980481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=2414288843156980481&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/2414288843156980481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/2414288843156980481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2011/07/folias-epitacianas-nos-anos-70.html' title='Folias Epitacianas nos Anos 70'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-N4b458sg7cA/TkQ90g8g9rI/AAAAAAAADq4/vrsNlTZ-BcY/s72-c/Rei%2BMomo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-5351092336174257982</id><published>2011-07-25T15:10:00.000-07:00</published><updated>2011-07-25T15:27:52.957-07:00</updated><title type='text'>Concurso de Marchinhas e Fantasias no Cinema</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-B-N5iXMr1_g/Ti3tU8XLqmI/AAAAAAAADpU/x62QqMxdTa8/s1600/D1-K.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 321px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633419652966885986" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-B-N5iXMr1_g/Ti3tU8XLqmI/AAAAAAAADpU/x62QqMxdTa8/s400/D1-K.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-9-HIr5COCFs/Ti3tJZjcEUI/AAAAAAAADpM/eR74CStB0xw/s1600/C%25C3%25B3pia%2B%25285%2529%2Bde%2BEpit%25C3%25A1cio%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 291px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633419454644490562" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-9-HIr5COCFs/Ti3tJZjcEUI/AAAAAAAADpM/eR74CStB0xw/s400/C%25C3%25B3pia%2B%25285%2529%2Bde%2BEpit%25C3%25A1cio%2B2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-lq1waNmbN0U/Ti3s90EeyBI/AAAAAAAADpE/ewT4i8ANEwc/s1600/C%25C3%25B3pia%2B%25282%2529%2Bde%2BEpit%25C3%25A1cio.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 290px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633419255603972114" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-lq1waNmbN0U/Ti3s90EeyBI/AAAAAAAADpE/ewT4i8ANEwc/s400/C%25C3%25B3pia%2B%25282%2529%2Bde%2BEpit%25C3%25A1cio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotos: Joãozinho Português&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-5351092336174257982?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/5351092336174257982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=5351092336174257982&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/5351092336174257982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/5351092336174257982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2011/07/blog-post.html' title='Concurso de Marchinhas e Fantasias no Cinema'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-B-N5iXMr1_g/Ti3tU8XLqmI/AAAAAAAADpU/x62QqMxdTa8/s72-c/D1-K.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-8552439882698302447</id><published>2011-07-23T19:18:00.000-07:00</published><updated>2011-07-23T19:23:27.660-07:00</updated><title type='text'>Agente era feliz e não sabia (Acho que sabia , sim!)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-IjqEwDMcSDE/TiuBRnYJHgI/AAAAAAAADn0/2AI-tPLL8XY/s1600/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BPovo%2Bsimples.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 291px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5632737898584940034" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-IjqEwDMcSDE/TiuBRnYJHgI/AAAAAAAADn0/2AI-tPLL8XY/s400/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BPovo%2Bsimples.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Recebemos essa fotografia e não tivemos condições de identificar todas as pessoas. Esse esforço foi feito pela Mia com ajuda da minha mãe, dona Jaci. Segundo eles, os habitantes são de Tibiriçá, saboreando uma tubaína num típico dia de calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa maravilha da simplicidade deu a essas pessoas uma infância que não é mais possível entre os seus descendentes e que seriam criados no “conforto” e na “higiene” ou frescuras das décadas seguintes. Tudo isso destruiu completamente essa inocência e felicidade que marcou as gerações até os anos 70. Depois disso o mundo nunca mais foi o mesmo, ou seja, normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos ao povo do Porto Tibiriçá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tia Duduca (Almerinda Dunke) e tia Ester (Esmeralda), filhas do Sr. Carlos dos Santos, com o copo na mão na varanda à direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Justina, esposa do tio Chiquinho (Francisco Xavier, irmão de Genésio e Maurício Xavier) com o Cido Canela no colo, à esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No centro, em baixo, a “bugrinha” Dagmar Dunke com o seu irmão Gordo (Celmar), de chupeta e o Celso Dunke (Colô ou Colorido) no ombro esquerdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais à direita da Dagmar, a Juraci filha do Tio Chiquinho e ainda tem o Mitain (futuro craque do futebol epitaciano e boliviano), atrás do bebê de colo do cara loiro (?); e abaixo à direita, depois do primeiro moleque , está o Carlinhos Gotardi, irmão do Mitaim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vai por aí...rs"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-8552439882698302447?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/8552439882698302447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=8552439882698302447&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/8552439882698302447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/8552439882698302447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2011/07/agente-era-feliz-e-nao-sabia-acho-que.html' title='Agente era feliz e não sabia (Acho que sabia , sim!)'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-IjqEwDMcSDE/TiuBRnYJHgI/AAAAAAAADn0/2AI-tPLL8XY/s72-c/C%25C3%25B3pia%2Bde%2BPovo%2Bsimples.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-1383789930059806618</id><published>2010-12-31T13:04:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T13:38:27.219-08:00</updated><title type='text'>A Turma de Olaria em Epitácio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TR5GeqUJfSI/AAAAAAAADl0/eSuWZ4XZocA/s1600/Turma%2Bde%2BOlaria%2B-%2Brio%2BParan%25C3%25A1-SP-1970.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 294px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TR5GeqUJfSI/AAAAAAAADl0/eSuWZ4XZocA/s400/Turma%2Bde%2BOlaria%2B-%2Brio%2BParan%25C3%25A1-SP-1970.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556956482790587682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;Foto 1 -A turma de Olaria posa em Presidente Epitácio/SP, à margem do Rio Paraná, divisa com o atual Mato Grosso do Sul, ao embarcar na balsa com destino a Guaira/PR, local onde existiam as "Sete Quedas ", depois encobertas pelo lago da hidrelétrica de Itaipu.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como  rota de passagem  obrigatória para quem buscava  o norte e sul do então único estado de  Mato Grosso, Presidente Epitácio sempre recebia viajantes de todos os tipos e destinos. A década de 1970 foi o longo período dos mochileiros, jovens vindos de todos os lugares, inclusive do exterior , tentando chegar ao Paraguai ou na Bolívia. Essas  regiões eram nessa época muito cobiçadas pelos turistas por causa do livre comércio de produtos importados, verdadeiros ícones  de consumo: calças e jaquetas Lee, whiskies, cigarros e artigos de couro.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa turma, que veio de Olaria, Rio de janeiro, era composta de universitários ligados à Igreja Católica e entre eles aparecem  alguns moradores epitacianos encarregados pelo Padre Olívio Reato de recepcioná-los antes que partissem para Foz do Iguaçu. A foto foi feita sobre uma chata em julho de 1969, período de forte repressão do regime militar. Nesse momento em Epitácio estava acontecendo o conflito entre posseiros e fazendeiros na região do Campinal (ver as postagens sobre o assunto), o que  gerou  a suspeita e boatos de que eles tivessem algum tipo de ligação com os grupos de luta armada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim como as legendas das fotos , esses comentários extraídos do blog Turma de Olaria ( do fotógrafo Guina Ramos) talvez esclareça um pouco dessa história.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TR5GU3RYASI/AAAAAAAADls/_NI5lcAHzZI/s1600/cabe%25C3%25A7alho%2Bdo%2Bjornal-ok.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 168px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TR5GU3RYASI/AAAAAAAADls/_NI5lcAHzZI/s400/cabe%25C3%25A7alho%2Bdo%2Bjornal-ok.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556956314469925154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TR5GMKQKUbI/AAAAAAAADlk/Hq7d5V54Ccs/s1600/not%25C3%25ADcia%2Bdo%2Bjornal.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TR5GMKQKUbI/AAAAAAAADlk/Hq7d5V54Ccs/s400/not%25C3%25ADcia%2Bdo%2Bjornal.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556956164946284978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adorei a idéia do blog, mas creio que não sou eu nesta foto. Como nos dividimos em grupos, fiquei eu, o Paulo Anás e Gracinha (aposto que ninguém se lembra dela) desgarrados dos demais. Conseguimos uma carona direta e não paramos em Presidente Prudente. Daí fomos os primeiros a chegar em Presidente Epitácio(PE). O padre não nos recebeu pessoalmente, mas mandou uma pessoa nos entregar a chave de sua casa. Ficamos nós sozinhos em PE sem saber o que havia ocorrido com vcs e um tanto assustados (na época não havia celulares). Os tempos eram sombrios e nossa presença na cidade era vista com desconfiança. Havia problemas contra os camponeses e o padre apoiava o usocapião de terras por eles. Pois bem: correu boato que o padre "comunista" estava recebendo gente que iria se reunir aos camponeses em defesa de suas terras (seríamos nós, envolvidos em luta armada?). Eu, Paulo Anás e Gracinha sentimos um clima hostil e que éramos vigiados a cada instante. Decidimos então fingir que Gracinha namorava a mim e ao Paulo, os dois ao mesmo tempo e sem ciúmes e pertencíamos a uma "contracultura hyppie". Bem, a brincadeira foi útil e diminuiu a tensão, os olhares e vigias. Mas de outra feita eu e Paulo nos encantamos pela Gracinha e seu carinho conosco seus "namorados"de ocasião. Ao chegarmos de volta ao Rio foi grande a decepção quando conhecemos seu verdadeiro namorado. Que pena! Ele, ciumento, levou Gracinha embora do grupo... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Osvaldo&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TR5GARfP-GI/AAAAAAAADlc/sbhCTKmafg0/s1600/Turma%2Bde%2BOlaria%252C%2Brio%2BParan%25C3%25A1-SP-1970-nomes.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 294px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TR5GARfP-GI/AAAAAAAADlc/sbhCTKmafg0/s400/Turma%2Bde%2BOlaria%252C%2Brio%2BParan%25C3%25A1-SP-1970-nomes.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556955960730187874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;Foto 2 - Todos reconhecidos na foto, não restam dúvidas sobre a chata (mas, de qualquer modo, deixo lá as duas interrogações). Os demais, certamente, são "da terra" ou, no caso, "do r&lt;/i&gt;io"...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aduzo mais uma pérola para a lenda que estamos a sacar do fundo do baú da história.  Passada toda a aventura da barcaça + Foz + frio, fui a PRESIDENTE VENCESLAU com os padres da catedral de Presidente Prudente e... quem encontro? OLÍVIO! Residindo lá por diretiva do bispo.  Perguntei a 1 dos padres da minha cidade se seria porque alguns populares de Epitácio estavam resmungando devido à pinguinha do Olívio ou se seria para protegê-lo da repressão- uma vez que ele levava comida aos camponeses que resistiam nas suas terras. O sacerdote não deu 1 resposta clara e, até hoje, não sei bem todos os detalhes do caso. Mas os lavradores resistiram até muito depois. Os militares não os atacaram. Porém, falta de amparo em seu labor (empréstimos, p. ex.) houve alguns que abandonaram seus terrenos. Não sei se ainda restam alguns lá... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Guina: um grande beijo no coração. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; LONG LIVE PADRE OLÍVIO! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bonilha &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://turmadeolaria.blogspot.com/"&gt;http://turmadeolaria.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TR5Fr5eP-eI/AAAAAAAADlU/eWbxidtqJC4/s1600/CIMG7219.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TR5Fr5eP-eI/AAAAAAAADlU/eWbxidtqJC4/s400/CIMG7219.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5556955610686159330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;i&gt;Encontro da Turma de Olaria em 2010&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Postagens afins neste blog: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;a href="http://portotibirica.blogspot.com/2007/11/morte-nas-barrancas-do-paran.html"&gt;http://portotibirica.blogspot.com/2007/11/morte-nas-barrancas-do-paran.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;a href="http://portotibirica.blogspot.com/2007/11/pontal-cho-terra-e-destino.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;http://portotibirica.blogspot.com/2007/11/pontal-cho-terra-e-destino.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;a href="http://portotibirica.blogspot.com/2007/11/frei-serafim-em-tibiri.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;http://portotibirica.blogspot.com/2007/11/frei-serafim-em-tibiri.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; display: inline !important; "&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://portotibirica.blogspot.com/2007/11/frei-serafim-em-tibiri.html"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-1383789930059806618?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/1383789930059806618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=1383789930059806618&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/1383789930059806618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/1383789930059806618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2010/12/turma-de-olaria-em-epitacio.html' title='A Turma de Olaria em Epitácio'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TR5GeqUJfSI/AAAAAAAADl0/eSuWZ4XZocA/s72-c/Turma%2Bde%2BOlaria%2B-%2Brio%2BParan%25C3%25A1-SP-1970.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-2568972348566503087</id><published>2010-11-04T03:11:00.000-07:00</published><updated>2011-11-15T04:54:44.264-08:00</updated><title type='text'>Tibor Jablonsky e Stivan Faludi</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNNpWKSn34I/AAAAAAAADjA/efRRpMnRa7w/s1600/Col%C3%B4nia+%C3%81parde.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535884196408975234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 254px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNNpWKSn34I/AAAAAAAADjA/efRRpMnRa7w/s400/Col%C3%B4nia+%C3%81parde.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Famílias húngaras da Colônia Árparde Falva, por Tibor Jablonsky e Stivan Faludi&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNKHFeXgx5I/AAAAAAAADhw/a4wrD3Cylzs/s1600/H%C3%BAngaros+Caiu%C3%A1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNKarjcv92I/AAAAAAAADi4/_ewd4PdHh6k/s1600/H%C3%BAngaros+Caiu%C3%A1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535656965032638306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 389px; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNKarjcv92I/AAAAAAAADi4/_ewd4PdHh6k/s400/H%C3%BAngaros+Caiu%C3%A1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size:14;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Entre o final da década de 40 e início da década de 50 do século passado, o IBGE contratou os primeiros fotógrafos profissionais, três húngaros recém chegados ao Brasil – Tibor Jablonszky, Tomas Somlo e Istivan Faludi –, que passaram a integrar os grupos de pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No cenário Pós-Segunda Guerra Mundial a migração internacional readquirira importância para a Europa. “Essa migração, porém, era de um tipo novo, agora de trabalhadores qualificados e profissionais”. Nesse período, grupos de profissionais liberais e técnicos especializados migraram para o Brasil, procedentes das principais cidades da Hungria. Essa leva de húngaros deixou o seu país supostamente por motivos ideológicos, muitos devido à estatização. Portanto, um bom número deles pertencia à camada mais abastada da sociedade húngara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre tantos fotógrafos contratados pelo IBGE, a escolha de Tibor Jablonszky deveu-se ao fato de sua produção fotográfica reunir imagens da realidade física e social do país em sua amplitude espacial, incluindo o cotidiano da vida rural e urbana. Natural de Sarospatak, Hungria, chegou ao Brasil procedente de Copenhague, desembarcando no Porto do Rio de Janeiro, como turista, em 27 de maio de 1948.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Técnico de cinema, instrução secundária, ocupava-se em seu país de origem como Diretor de Filmes da Cia. Cinema da Hungria. Contratado como técnico de cinema pelo Conselho Nacional de Geografia, órgão do IBGE desde 01 de março de 1949, produziu cerca de 7 000 registros imagéticos, num total de 20 000 que constituem o Arquivo Fotográfico Ilustrativo dos Trabalhos Geográficos de Campo, conjunto cuja relevância, por si, justificaria estudos voltados para a temática da Memória Social, considerando-se que todo esse acervo ainda não foi objeto de trabalhos acadêmicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afora sua considerável produção, Jablonszky exerceu importante papel, não apenas na construção da memória institucional, mas principalmente, por ter oferecido subsídios para aprofundar os estudos sobre o trabalho retratado sob as suas lentes. As imagens produzidas retratam diferentes temas representados, ainda, nas respectivas legendas. Estas nem sempre refletem a temática do trabalho, o que não significa que o fotógrafo tenha realizado tais imagens ignorando as expressões do trabalho e dos trabalhadores. Vale ressaltar, por oportuno, que as legendas eram feitas em outro momento, por geógrafos que dirigiam as excursões. Especificamente o período registrado por ele corresponde à chamada era do desenvolvimentismo brasileiro, com o surgimento de novas modalidades de trabalho e desaparecimento de outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;A fotografia como fonte de informação e a memória do trabalho na Região Norte (1949-1968) - Vera Lucia Cortes Abrantes -Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro/Programa de Pós-Graduação em Memória Social.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-2568972348566503087?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/2568972348566503087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=2568972348566503087&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/2568972348566503087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/2568972348566503087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2010/11/familia-hungara-da-colonia-arpade-falva.html' title='Tibor Jablonsky e Stivan Faludi'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNNpWKSn34I/AAAAAAAADjA/efRRpMnRa7w/s72-c/Col%C3%B4nia+%C3%81parde.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-6584119075943683033</id><published>2010-11-02T10:32:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T19:33:31.460-07:00</updated><title type='text'>Jablonsky e os arquivos do IBGE</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://biblioteca.ibge.gov.br/"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535093603404107810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 262px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNCaTl1wUCI/AAAAAAAADgA/PbrcylN3-EU/s400/IBGE+cards.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Biblioteca  do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (clique na imagem) está disponibilizando na internet o seu Arquivo Fotográfico Ilustrativo dos Trabalhos Geográficos de Campo.  O arquivo, totalmente digitalizado, é composto por 8o mil imagens, a maioria feita pelo fotógrafo Tibor Jablonsky entre as décadas de 1950 e 1960. O acervo foi organizado por Antonio Teixeira Guerra e conta também com centenas mapas , livros e documentação territorial do Brasil , relatando a história dos eventos científicos do instituto. Entre as imagens encontramos fotografias das regiões da Alta Sorocabana e Alta Paulista, principalmente as que registram as transformações promovidas pelas atividades econômicas dauqela época:  agricultura familiar, pecuária e o transporte fluvial de gado e madeira. Em Epitácio, como sempre, o que mais chamava a atenção dos fotógrafos, era a força e a expressividade da natureza, principalmente das matas e do rio Paraná, ambos fornecedores das riquezas da região. As cenas das cidades vizinhas não são diferentes e revelam o esforço humano para dominar a terra e a paisagem e deles extrair a sobrevivência. Na década de 1950 Presidente Prudente já era o centro urbano regional, destinado a atrair fornecedores e consumidores mais diversificados. Já as cidadaes menores eram as grandes promessas de desenvolvimento e prosperidade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-6584119075943683033?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/6584119075943683033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=6584119075943683033&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/6584119075943683033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/6584119075943683033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2010/11/regiao-nos-arquivos-do-ibge.html' title='Jablonsky e os arquivos do IBGE'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNCaTl1wUCI/AAAAAAAADgA/PbrcylN3-EU/s72-c/IBGE+cards.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-5383720410617584388</id><published>2010-11-02T10:25:00.000-07:00</published><updated>2010-11-03T10:48:40.800-07:00</updated><title type='text'>Cenas de Tibiriçá e Epitácio</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNGfdgxDGhI/AAAAAAAADhg/HKWXO-MXtnU/s1600/SP19384.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535380746375731730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 327px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNGfdgxDGhI/AAAAAAAADhg/HKWXO-MXtnU/s400/SP19384.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Instalação da Petrobrás para pesquisa petrolífera em Presidente Epitácio&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNGfSAgMeeI/AAAAAAAADhY/Lo_-QTBQBcU/s1600/Sonda+Petrobr%C3%A1s+PE+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535380548736547298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNGfSAgMeeI/AAAAAAAADhY/Lo_-QTBQBcU/s400/Sonda+Petrobr%C3%A1s+PE+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBJ_pZfjyI/AAAAAAAADfY/nhs6krShbeI/s1600/Tibiri%C3%A7%C3%A1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535005299831705378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 291px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBJ_pZfjyI/AAAAAAAADfY/nhs6krShbeI/s400/Tibiri%C3%A7%C3%A1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Ponto de travessia no antigo Porto Tibiriçá, do SNBP- Serviço de Navegação da Bacia do Prata&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBJ02ZUeDI/AAAAAAAADfQ/7JH3l6SsCSo/s1600/Porto+XV.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535005114342078514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 392px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBJ02ZUeDI/AAAAAAAADfQ/7JH3l6SsCSo/s400/Porto+XV.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Porto Tibiriçá e Porto XV de Novembro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBJrTU9nmI/AAAAAAAADfI/PSFJ044Se3s/s1600/SP19352.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535004950309740130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 349px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBJrTU9nmI/AAAAAAAADfI/PSFJ044Se3s/s400/SP19352.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Barranca do antigo Porto de Presidente Epitácio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-5383720410617584388?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/5383720410617584388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=5383720410617584388&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/5383720410617584388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/5383720410617584388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2010/11/ponto-de-travessia-no-antigo-porto.html' title='Cenas de Tibiriçá e Epitácio'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNGfdgxDGhI/AAAAAAAADhg/HKWXO-MXtnU/s72-c/SP19384.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-7231443465863265136</id><published>2010-11-02T10:23:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T03:50:16.255-07:00</updated><title type='text'>Casas da Colônia Arpade Falva</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNGX5CL5eKI/AAAAAAAADgY/3CRIagdz9gY/s1600/Col%C3%B4nia+%C3%81parde.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNGXvkQZT8I/AAAAAAAADgQ/3QDAoMu2Ogo/s1600/Casa+H%C3%BAngara+Caiu%C3%A1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535372260457140162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 394px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNGXvkQZT8I/AAAAAAAADgQ/3QDAoMu2Ogo/s400/Casa+H%C3%BAngara+Caiu%C3%A1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBJSVd--BI/AAAAAAAADfA/MZYUbfP-354/s1600/H%C3%BAngaros+Caiu%C3%A1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBJLVQVpfI/AAAAAAAADe4/brAPI2jRtLk/s1600/Col%C3%B4nia+Arpade.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535004401071400434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 393px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBJLVQVpfI/AAAAAAAADe4/brAPI2jRtLk/s400/Col%C3%B4nia+Arpade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-7231443465863265136?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/7231443465863265136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=7231443465863265136&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/7231443465863265136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/7231443465863265136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2010/11/hungaros-da-colonia-arpade-falva.html' title='Casas da Colônia Arpade Falva'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNGXvkQZT8I/AAAAAAAADgQ/3QDAoMu2Ogo/s72-c/Casa+H%C3%BAngara+Caiu%C3%A1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-1186888643262520440</id><published>2010-11-02T10:10:00.000-07:00</published><updated>2010-11-03T10:41:54.213-07:00</updated><title type='text'>Entre sítios e cidades</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNGehOFHtVI/AAAAAAAADhQ/yEecF5YbcoY/s1600/A.+Machado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535379710567494994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 271px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNGehOFHtVI/AAAAAAAADhQ/yEecF5YbcoY/s400/A.+Machado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Colheita de amendoim em Álvares Machado &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNGcvIoYQsI/AAAAAAAADhI/H2ysyC4TYGE/s1600/EFS+Bernardes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535377750599680706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 262px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNGcvIoYQsI/AAAAAAAADhI/H2ysyC4TYGE/s400/EFS+Bernardes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Comboio de trem das EFS em Presidente Bernardes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNGcXZJqmUI/AAAAAAAADhA/4tNF6pvFhxI/s1600/P+Bernardes+amendoim.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535377342717401410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 260px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNGcXZJqmUI/AAAAAAAADhA/4tNF6pvFhxI/s400/P+Bernardes+amendoim.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Lavrador em Presidente Bernardes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNGcOwAOOCI/AAAAAAAADg4/FOg_dGnDueE/s1600/SP22149.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535377194232985634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 314px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNGcOwAOOCI/AAAAAAAADg4/FOg_dGnDueE/s400/SP22149.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNGbuDK3hXI/AAAAAAAADgw/X4j84WNPQMA/s1600/Ag%C3%AAncia+Estat%C3%ADstica+PP.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535376632442226034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 271px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNGbuDK3hXI/AAAAAAAADgw/X4j84WNPQMA/s400/Ag%C3%AAncia+Estat%C3%ADstica+PP.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Agência Estatística em Presidente Prudente&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNGZ-1OKztI/AAAAAAAADgo/zfFw9MaWcdQ/s1600/Nicolau+Maffei+PP.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535374721732497106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 293px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNGZ-1OKztI/AAAAAAAADgo/zfFw9MaWcdQ/s400/Nicolau+Maffei+PP.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Casas de comércio do centro da cidade (Rua Nicolau Maffei) Presidente Prudente&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBIF76u2PI/AAAAAAAADew/crlTdHg4ucA/s1600/SP20011.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535003208858917106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 392px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBIF76u2PI/AAAAAAAADew/crlTdHg4ucA/s400/SP20011.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aspecto da rua Barão do Rio Branco em Presidente Prudente (SP)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBH9ud7rKI/AAAAAAAADeo/_bOm_mDUH4U/s1600/SP20013.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535003067809508514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 310px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBH9ud7rKI/AAAAAAAADeo/_bOm_mDUH4U/s400/SP20013.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aspecto da Avenida Brasil em Presidente Prudente &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBHspYu2zI/AAAAAAAADeg/T_YfDld5TEQ/s1600/SP20010.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535002774387743538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 397px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBHspYu2zI/AAAAAAAADeg/T_YfDld5TEQ/s400/SP20010.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Aspecto do comércio da rua Tenente Nicolau Maffei em Presidente Prudente (SP)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBHhqVlk5I/AAAAAAAADeY/sKeYXYgpFMk/s1600/SP19376.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535002585664426898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 396px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBHhqVlk5I/AAAAAAAADeY/sKeYXYgpFMk/s400/SP19376.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBHXenv9bI/AAAAAAAADeQ/NLiP5chQnRY/s1600/SP19389.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535002410720687538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 376px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBHXenv9bI/AAAAAAAADeQ/NLiP5chQnRY/s400/SP19389.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Armazém de cereais em Presidente Prudente (SP)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBG_2fJ0yI/AAAAAAAADeI/EprS55ckp7o/s1600/Bernardes+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535002004810224418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 393px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBG_2fJ0yI/AAAAAAAADeI/EprS55ckp7o/s400/Bernardes+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Visão panorâmica da cidade de Presidente Bernardes&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBGqGA2zNI/AAAAAAAADeA/kjsoyV7eMCE/s1600/Caf%C3%A9+Venceslau.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535001631020993746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 396px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBGqGA2zNI/AAAAAAAADeA/kjsoyV7eMCE/s400/Caf%C3%A9+Venceslau.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt; Fazenda de café em Presidente Venceslau&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBGfNCXTgI/AAAAAAAADd4/1F3SpuaDDZo/s1600/A.+Machado.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBGLQb-m_I/AAAAAAAADdo/RESM9f_2Cwo/s1600/SP15326.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535001101243161586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 397px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBGLQb-m_I/AAAAAAAADdo/RESM9f_2Cwo/s400/SP15326.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sitiantes japoneses em Presidente Prudente&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-1186888643262520440?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/1186888643262520440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=1186888643262520440&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/1186888643262520440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/1186888643262520440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2010/11/entre-os-sitios-e-cidades.html' title='Entre sítios e cidades'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNGehOFHtVI/AAAAAAAADhQ/yEecF5YbcoY/s72-c/A.+Machado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-8927190120610376602</id><published>2010-11-02T09:47:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T03:17:18.565-07:00</updated><title type='text'>Madeira, navegação e ferrovia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNKIDbdrqBI/AAAAAAAADh4/cY_1T7dd76M/s1600/Epit%C3%A1cio+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535636484484999186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 389px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNKIDbdrqBI/AAAAAAAADh4/cY_1T7dd76M/s400/Epit%C3%A1cio+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBEXDsm6ZI/AAAAAAAADdg/vLu4RNUaeGo/s1600/Epit%C3%A1cio+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534999104958425490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 387px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBEXDsm6ZI/AAAAAAAADdg/vLu4RNUaeGo/s400/Epit%C3%A1cio+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBDJ0LKrCI/AAAAAAAADdY/oj3MBkp-iZA/s1600/Epit%C3%A1cio+1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBDBYy72RI/AAAAAAAADdQ/2yNzhexjiaQ/s1600/Epit%C3%A1cio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534997633153358098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 370px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBDBYy72RI/AAAAAAAADdQ/2yNzhexjiaQ/s400/Epit%C3%A1cio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Cais do porto: antes de ser distribuída nos grandes centros ourbanos, a madeira bruta ou semi-beneficiada era conduzida para as serrarias de Epitácio ou de cidades próximas .&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBC4zlqf1I/AAAAAAAADdI/grCQPE3PtT8/s1600/Epit%C3%A1cio+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534997485726629714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 386px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBC4zlqf1I/AAAAAAAADdI/grCQPE3PtT8/s400/Epit%C3%A1cio+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBCxYH8AII/AAAAAAAADdA/Gtou-umZFiA/s1600/Epit%C3%A1cio+5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534997358095106178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 398px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBCxYH8AII/AAAAAAAADdA/Gtou-umZFiA/s400/Epit%C3%A1cio+5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBCqG7oT-I/AAAAAAAADc4/6Rt4bxl9M7k/s1600/SP19385.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534997233220997090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 399px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBCqG7oT-I/AAAAAAAADc4/6Rt4bxl9M7k/s400/SP19385.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBCLyKYqfI/AAAAAAAADcw/rcaMvCQoMF0/s1600/Madeira+Epit%C3%A1cio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534996712249666034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 385px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBCLyKYqfI/AAAAAAAADcw/rcaMvCQoMF0/s400/Madeira+Epit%C3%A1cio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBCCMNer8I/AAAAAAAADco/Uhb6UNUVW1k/s1600/Trem+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534996547443273666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 311px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBCCMNer8I/AAAAAAAADco/Uhb6UNUVW1k/s400/Trem+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;Carregamento de madeira da Estrada de Ferro Sorocabana, terminal de Presidente Epitácio&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBBxNmmfQI/AAAAAAAADcg/XThg-0Ht8r8/s1600/Trem+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534996255759301890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 298px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBBxNmmfQI/AAAAAAAADcg/XThg-0Ht8r8/s400/Trem+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBBcMacm_I/AAAAAAAADcY/L2DKK2a8Q68/s1600/Trem+4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534995894662634482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 378px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBBcMacm_I/AAAAAAAADcY/L2DKK2a8Q68/s400/Trem+4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBBMbqgBII/AAAAAAAADcQ/mXbfTV0ZTMM/s1600/Trem+Epit%C3%A1cio+EFS.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534995623878591618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 321px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNBBMbqgBII/AAAAAAAADcQ/mXbfTV0ZTMM/s400/Trem+Epit%C3%A1cio+EFS.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-8927190120610376602?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/8927190120610376602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=8927190120610376602&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/8927190120610376602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/8927190120610376602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2010/11/madeira-navegacao-e-ferrovia.html' title='Madeira, navegação e ferrovia'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TNKIDbdrqBI/AAAAAAAADh4/cY_1T7dd76M/s72-c/Epit%C3%A1cio+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-8240362932506694150</id><published>2010-04-14T18:56:00.000-07:00</published><updated>2010-08-27T12:00:19.312-07:00</updated><title type='text'>A Antiga Rodoviária de Sampa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/S9OGfl3YcjI/AAAAAAAADVo/3SP_d_1_rK0/s1600/luz.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 275px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/S9OGfl3YcjI/AAAAAAAADVo/3SP_d_1_rK0/s400/luz.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463858650229010994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;"&gt;Terminal rodoviário da Luz  nos anos 1970. A plataforma da Andorinha é a terceira escada de acesso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A antiga Rodoviária de São  Paulo sempre foi um lugar especial para quem deixou o interior para  fazer a vida na Capital. Lugar de encontros e desencontros, alegrias&lt;span style=""&gt; e  &lt;/span&gt;tristezas, surpresas e decepções.  Era lugar de  passagem para inúmeros lugares do Brasil e  também de  milhares  passagens emitidas nos guichês nos quais as pessoas se inclinavam com  muita expectativa para fazer aquelas perguntas comuns, porém carregadas  de emoção:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem passagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A que hora chega o  ônibus ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fins-de-semana,  feriados, férias, período de festas de final de ano. Rodoviária cheia e  milhares de pessoas estranhas num vai e vem&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;de  malas e bagagens de compras.  Quem passava por ali sempre se perguntava:  de onde vem e para onde vai tanta gente? Quem são todas essas pessoas  cujos rostos desconhecidos não dizem nada sobre os meus &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;amigos  , vizinhos ou companheiros de trabalho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na plataforma de  embarque da Andorinha ou da Motta &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;essa sensação  podia ser desfeita para os viajantes  interioranos. Na medida que se  aproximavam os horários de saída &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;ou chegada dos  ônibus apareciam também alguns rostos que não eram mais estranhos. Eram  os que vinham &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;trazer alguém que ia embarcar ou  então esperar por alguém que estava chegando. Nesses instantes as  fisionomias sérias mudavam com pequenos sorrisos, daqueles que surgem no  rosto de quem  &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;reconhece alguém que não via há  muito tempo. Troca de  sorrisos, depois um aceno e, dependendo do grau  de intimidade, uma conversa bem gostosa sobre&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;tantas  coisas. Tinha conversas que terminavam  logo na porta do ônibus. Outras  eram tão compridas que duravam toda a viagem de oito horas, entre São  Paulo e o Porto Epitácio, a última cidade da rodovia Raposo Tavares. Era  uma forma de matar o tempo e a saudade, de saber das últimas notícias e  principalmente das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem nunca passou pela antiga  Rodoviária de Sampa, pelo Terminal do Tietê ou da Barra Funda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem nunca encontrou alí  um velho amigo  ou um conhecido do interior ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer sentar no  corredor ou na janela?&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/S9OFPsSCUUI/AAAAAAAADVg/c5A3nSp_aT0/s1600/normal_rod_o326_andorinha_01.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 280px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/S9OFPsSCUUI/AAAAAAAADVg/c5A3nSp_aT0/s400/normal_rod_o326_andorinha_01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463857277561884994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/S9OFAK23dhI/AAAAAAAADVY/JVBkRyquONs/s1600/rod_diplomata_motta_02.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 269px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/S9OFAK23dhI/AAAAAAAADVY/JVBkRyquONs/s400/rod_diplomata_motta_02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463857010891519506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px; font-size: medium;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-8240362932506694150?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/8240362932506694150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=8240362932506694150&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/8240362932506694150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/8240362932506694150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2010/04/rodoviaria-de-sampa.html' title='A Antiga Rodoviária de Sampa'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/S9OGfl3YcjI/AAAAAAAADVo/3SP_d_1_rK0/s72-c/luz.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-9162841699126373994</id><published>2010-01-13T11:11:00.000-08:00</published><updated>2010-08-04T19:20:46.469-07:00</updated><title type='text'>Um pedaço da Hungria em Epitácio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/S1X4y28WrEI/AAAAAAAADKY/_IbumNFl2jA/s1600-h/Szucs+na+Hungria.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 293px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/S1X4y28WrEI/AAAAAAAADKY/_IbumNFl2jA/s400/Szucs+na+Hungria.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428518478490807362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Família de Carlos Szucs, ainda na Europa, por volta de 1915.  Os dois meninos que estão à esquerda se alistaram no Exército Austro-Húngaro e morreram na I Guerra Mundial.   As outras crianças vieram com os pais para o Brasil por volta de 1920. Verônica Szucs é a menor das duas meninas à direita.  Foto:  arquivo familiar de  Déa Santos Souza. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CDalmo%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:officedocumentsettings&gt;   &lt;o:relyonvml/&gt;   &lt;o:allowpng/&gt;  &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CDalmo%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CDalmo%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Historicamente a maioria dos brasileiros possuem os pés ficados em três raízes: uma na própria Pindorama, lugar de sonho e de graças&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;dos povos indígenas, os legítimos donos da terra ; uma segunda&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;na África, de onde vieram os negros que, na condição escravos, construíram literalmente as bases econômicas da futura nação; e uma terceira na Europa, de onde vieram não somente os ideólogos da colonização, mas também as multidões de excluídos ora pelo sistema aristocrático mercantilista , ora pelos expurgos da nova sociedade industrial. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;São os imigrantes de todas as épocas, todos em busca da utopia da felicidade. E em Epitácio, como a maioria das cidades do interior paulista, temos todas as manifestações culturais dessa busca, acrescentando ainda aquelas que foram produto da grande desigualdade interna, cujas fileiras &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;foram e ainda são engrossadas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;pelos retirantes nordestinos. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em 1920 o Império Austro-Húngaro já estava desmantelado pela nova ordem mundial imposta no Congresso de Versalhes. Dos povos eslavos que estavam sob a sua tutela, a Hungria talvez era o que mais gozava de liberdade e reconhecimento dos seus valores de nação. Mas não havia húngaros somente na Hungria. Muitos estavam espalhados pelos territórios do Império e, com a reorganização do mapa europeu após a Grande Guerra (Tratado de Trianon), muitos deles ficaram sem pátria. Muitos outros, pelas próprias conseqüências da guerra, cansados da instabilidade e corroídos pela incerteza do futuro, decidiram buscar na América a tão sonhada utopia. A maioria dos imigrantes desse período eram camponeses, gente de hábitos simples e  que vivia da exploração da agricultura e da pecuária. Mais tarde,  antes e após a Segunda Guerra , os húngaros que vieram para o Brasil eram mais urbanos ( comerciantes, artistas e burocratas) fugindo  do nazismo e depois dos soviéticos. Para conhecer um pouco melhor a cultura e a paisagem húngaras sempre revejo o filme "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sunshine, o despertar de um século&lt;/span&gt;", do cineasta Stván Szabó, narrando com maestria e  beleza  imcomparável a trajetória de três gerações de uma família judia naquele país misterioso e encantador.  Mas, genericamente, o povo húngaro é conhecido pela  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sua astúcia - herdada da mistura racial com os hunos, daí os olhos ligeiramente puxados lembrando a raça mongol - e pela afinidade com o conhecimento e   as artes. Em nossa família, músicos,  artistas plásticos e educadores têm marca reconhecida. O primeiro epitaciano a obter o título de doutorado acadêmico foi o engenheiro Carlos Szucs, neto do patriarca, pela Universidade Federal de Santa Catarina, onde exerce a docência desde os primeiros anos da sua formação. Aliás, a univesidade é um espaço onde os descendentes de húngaros se adaptam muito bem. Tive três professores  de sangue húngaro e com esse perfil intelectual : Antonio Rago, filósoso e músico, na PUC de São Paulo;  a socióloga Caterina Koltai, também na PUC; e finalmente a minha orientadora no mestrado, Anna Maria Balogh, da Escola de Comunicação e Artes da USP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Colônia Arpad Falva, como muitas outras que se instalaram na região, foram estabelecidas com essa intenção primordial de ter um chão e reinventar no Brasil as experiências das suas origens e costumes. Isso porque o Brasil possuia um diferencial que as demais áreas escolhidas pela imigração não tinham com tanta significação: o fator acolhimento. Aqui os imigrantes jamais foram vistos como intrusos ou uma ameaça ao nosso modo de vida. As exceções dessa regra espontânea quase sempre se perderam nos seus objetivos e por isso mesmo caíram no esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez conversamos em São Paulo com um Cônsul da Hungria e ele nos disse que a marca principal dos húngaros que viviam fora do país era exatamente a grande capacidade de adaptação e integração com as culturas locais. Antes desse comentário ele nos perguntara se éramos descendentes de colonos e não teve nenhum estranhamento ao perceber que a nossa pele tinha um ingrediente africano e também outros da nossa intensa miscigenação racial. Embora não tendo no sobrenome a identificação húngara, somos netos de Verônica Szucs, imigrante húngara da Colônia Arpade e que, na mesma década de 1920 se casou com Carlos dos Santos, autêntico exemplar afro-brasileiro, descendentes de escravos da região do Vale do Paraíba. Essa ousadia miscigenatória seria repetida numa segunda geração da família quando no início dos anos 1970 a nossa prima Sônia Szucs se atreveu casar-se com o então jovem operário Deusdete Leal.  Soninha e Negão, assim como dona Vera e Carlos dos Santos nos anos 20, viveram nos anos 70 um dos mais conhecidos poemas de amor e quebra de preconceito da história social epitaciana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos bisavós eram Carlos Szucs (músico e dono de alambique) e sua esposa Santa Szucs. Esta não falava uma única palavra em português , mas conversava intensamente com os netos através de gestos e palavras estranhas que sempre associávamos com alguma coisa que estava acontecendo naqueles instantes. Nunca conseguimos aprender o idioma e isso talvez tenha sido uma das causas do desaparecimento da colônia. Ao contrário de nós, a maioria dos húngaros aprenderam português e por isso se misturaram com os brasileiros. Ainda assim nos restaram algumas lembranças, principalmente os hábitos práticos como a culinária, o pendor para as artes e o gosto pelas coisas do intelecto. Cada uma dessas famílias de descendentes, como nós, possuem suas memórias e também muitos documentos comprovando a autenticidade de suas raízes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente os húngaros que vieram para o Brasil e para a Colônia Arpad nunca mais voltaram a ser aqueles que um dia deixaram o território europeu. E os brasileiros que eles aqui encontraram e que, de alguma forma com eles se envolveram, também nunca mais foram os mesmos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/S05ZhsPK5mI/AAAAAAAADIs/qCcXiwCjHP8/s1600-h/Soninha+na+varanda.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 312px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/S05ZhsPK5mI/AAAAAAAADIs/qCcXiwCjHP8/s400/Soninha+na+varanda.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426373036373370466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;"&gt;O jovem Sônia Szucs, hoje Sra. Leal, assim como a tia Verônica Szucs, foi protagonista de uma das belas história de amor e ousadia na integração entre brasileiros e húngaros em Presidente Epitácio.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.panoramio.com/photo/3770434"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CDalmo%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CDalmo%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CDalmo%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt; 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display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 242px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SzK_b369V3I/AAAAAAAADDs/t1TmVUiWt_8/s400/ABVC.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418603787268740978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;Uma das primeiras versões do festival, realizada no final dos anos 60 no salão da Sociedade Filarmônica 27 de Março, sob o olhar atento do eterno presidente Osvaldo Miguel. Os talentos que aparecem na foto é o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mia Duque&lt;/span&gt; ( com o uniforme de Os Tigres), acompanhado pelo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Joaquim Vicente&lt;/span&gt;, herdeiro musical do pai, Paulo Lopes. Nessa época a voz e o instrumento estavam muito além da tecnologia eletrônica. A foto pertence a Marisa Zinezi.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CDalmo%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CDalmo%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CDalmo%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt; 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As revelações antigas como os rapazes &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Neno e Yrupê , integrantes do The Jordans e do RC 7 (conjunto do Roberto Carlos) , bem como as novas, que se destacam na grande mídia, confirmam essa tendência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sempre fomos um povo alegre e, por isso mesmo, muito musical. A cidade é um celeiro natural de músicos e compositores e os valores de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;fora também sempre foram muito bem recebidos e valorizados nos seus talentos, de todas as idades, todos os estilos, em qualquer época . Lembram-se do Epifânio - paraguaio nato e epitaciano de opção - com as suas guarânias e boleros inesquecíveis? &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aquele conceito de que “Baiano não nasce, estréia” também se aplica perfeitamente em Epitácio, mesmo porque a cidade é forrada de baianos e descendentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nenhum talento se manifesta se não houver uma boa oportunidade, ou melhor, um bom evento para descobrir os novos valores que vão acontecer no mundo da artes. Muitos deles não trilham os caminhos da fama e do sucesso, preferindo a vida discreta, porém nunca deixaram de ser talentosos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e muito admirados por seus colegas que fizeram o trajeto oposto. Mas todos eles, sobretudo os jovens dos anos 60 e 70, tiveram um lugar para canalizar esse talento e manifestar suas vocações musicais: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Mais Bela Voz Colegial. &lt;/span&gt;Esse evento foi criado e recriado em diversos períodos por pessoas iluminadas e que perceberam que a música tem o poder infinito de alegrar e despertar virtudes na alma humana. Sempre que se anunciava uma nova versão dessa festa musical, surgia nos olhos das meninas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e meninos cantores um brilho de esperança e reconhecimento, a chance de mostrar o que sabiam e de brilhar &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;diante daquela platéia sempre cheia de expectativa e entusiasmo. Os primeiros concursos foram realizados nos clubes  e depois passaram a ser feitos no Cine Azenha, devido ao crescente aumento de público. O palco do cinema era especial e muito respeitado porque era o espaço de apresentação de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;artistas famosos que vinham fazer shows na cidade &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;como Os Incríveis, os Beatles Argentinos, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Noite Ilustrada e principalmente Altemar Dutra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mais incrível em A Mais Bela Voz Colegial eram a surpresas: garotos e garotas que, ao contrário dos mais afoitos e já convencidos dos seus talentos, entravam na disputa somente depois de muita insistência dos amigos e professores que percebiam algo diferente neles. Esse foi o caso , por exemplo do meu irmão Gui (Guilherme Duque dos Santos) que teve uma única e estrondosa participação no evento de 1973 e nunca mais deu as caras. Naquela noite ele surpreendeu o júri e a platéia cantando “ O meu amor chorou”, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;um sucesso de Luiz Marçal Neto e que ficou conhecido na voz do baiano Paulo Diniz. O Gui arrebentou e virou a celebridade da semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por onde anda o Paulo Diniz?  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-2711509743881891419?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/2711509743881891419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=2711509743881891419&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/2711509743881891419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/2711509743881891419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2009/12/mais-bela-voz-colegial.html' title='A Mais Bela Voz Colegial'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SzK_b369V3I/AAAAAAAADDs/t1TmVUiWt_8/s72-c/ABVC.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-6065544483086531572</id><published>2009-12-12T16:12:00.000-08:00</published><updated>2009-12-12T16:21:23.403-08:00</updated><title type='text'>Mega II 2009</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SyQza99rZlI/AAAAAAAADA0/dPCT-LQ5QUQ/s1600-h/OgAAAPn3S8ct_DqV3K72AjtZCCDsJzLQiWPtHzrjnRolFuNzXC6y_cT27ogaLPTnXI1EaAQ4OOaDm3qaL0xh5Y19A84Am1T1UB-gS5l5JJif6XZRBtYP45qfdw2h.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SyQza99rZlI/AAAAAAAADA0/dPCT-LQ5QUQ/s400/OgAAAPn3S8ct_DqV3K72AjtZCCDsJzLQiWPtHzrjnRolFuNzXC6y_cT27ogaLPTnXI1EaAQ4OOaDm3qaL0xh5Y19A84Am1T1UB-gS5l5JJif6XZRBtYP45qfdw2h.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414509190409053778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Miriam Romeiro e Rosário (Tata) registraram o reencontro da mega turma epitaciana dos anos 70, cuja novidade foi o aparecimento de algumas pessoas que não puderam estar no evento de 2008. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SyQyG387u2I/AAAAAAAADAs/HBx97K15FpE/s1600-h/OgAAALQrbjmzsgHCWbGy80VMbZLtdTCYU0UksL1NsWA9Mw1AmYqdtFuKACJYJGn-kYWjhaXjgbrtujDhZWCJC3Nbeh0Am1T1UBd2L4uuEt9oEPDkhRu362j5NZEN.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SyQyG387u2I/AAAAAAAADAs/HBx97K15FpE/s400/OgAAALQrbjmzsgHCWbGy80VMbZLtdTCYU0UksL1NsWA9Mw1AmYqdtFuKACJYJGn-kYWjhaXjgbrtujDhZWCJC3Nbeh0Am1T1UBd2L4uuEt9oEPDkhRu362j5NZEN.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414507745686305634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SyQxwDRXBoI/AAAAAAAADAk/vOmSPOULmIs/s1600-h/M%C3%ADriam+e+Marisa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 273px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SyQxwDRXBoI/AAAAAAAADAk/vOmSPOULmIs/s400/M%C3%ADriam+e+Marisa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414507353587779202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SyQxjF5A_UI/AAAAAAAADAc/yKe8uyC9SrU/s1600-h/OgAAAAaa4ALKc9zMSMEnedmsiejGOYj1GFr3kIwU8blIdobnokhc1GO31XTsZusA-Odwc4PEXptmi8c6kruKoOD2QmoAm1T1UIp6BtoR3rycxx0T6j0s0CGJtUjL.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SyQxjF5A_UI/AAAAAAAADAc/yKe8uyC9SrU/s400/OgAAAAaa4ALKc9zMSMEnedmsiejGOYj1GFr3kIwU8blIdobnokhc1GO31XTsZusA-Odwc4PEXptmi8c6kruKoOD2QmoAm1T1UIp6BtoR3rycxx0T6j0s0CGJtUjL.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414507130952678722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-6065544483086531572?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/6065544483086531572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=6065544483086531572&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/6065544483086531572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/6065544483086531572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2009/12/mega-ii-2009.html' title='Mega II 2009'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SyQza99rZlI/AAAAAAAADA0/dPCT-LQ5QUQ/s72-c/OgAAAPn3S8ct_DqV3K72AjtZCCDsJzLQiWPtHzrjnRolFuNzXC6y_cT27ogaLPTnXI1EaAQ4OOaDm3qaL0xh5Y19A84Am1T1UB-gS5l5JJif6XZRBtYP45qfdw2h.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-2113094910577508752</id><published>2009-11-19T09:42:00.000-08:00</published><updated>2009-12-12T16:54:13.456-08:00</updated><title type='text'>Mais do que uma história de amor e de saudades</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SwWEMCa3HlI/AAAAAAAAC7E/-ZXTv_1_BiY/s1600/MEGA+II+668.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px; display: block; height: 300px; cursor: pointer;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405872270070980178" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SwWEMCa3HlI/AAAAAAAAC7E/-ZXTv_1_BiY/s400/MEGA+II+668.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;meta content="text/html; charset=utf-8" equiv="Content-Type"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CDalmo%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CDalmo%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CDalmo%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"Cambria Math"; 	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; 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E também amavam o rei Roberto Carlos e a turma da jovem guarda, e o samba discreto de Antônio Carlos e Jocafi,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a tropicália de Gil e Caetano,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;as músicas do Chico, e se apaixonavam dançando tudo isso e mais uma incansável lista presenteada por orquestras como a de Ray Connif, das canções do Sinatra e tantos outros conjuntos da região como Os Sedas e Os Sombras, assim como não poderia esquecer os cantores e tocadores da terra, como Tonico Vanalli, Mia e irmãos, Zé Martins, Felão, Bá, Romualdo, dentre outros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E tanto quiseram que fizeram, e deu no espetáculo de amor e de saudades que se viu acontecer, nos dias em que a cidade esteve mais iluminada com as figuras de homens e mulheres que, se lhes faltavam o corpinho&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;da juventude e a mini saia já não fazia parte do seu cotidiano, havia o glamour e a vontade de querer, mais uma vez, fazer explodir os corações de tanta gente que se dispôs a ir a Epitácio, rumo a um roteiro único, o Mega II. E as pessoas,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;com os corações cheios de emoção, com uma finalidade prioritária de juntar duas ou mais décadas, para celebrar e valorizar uma amizade que não se perdera com o tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vale aqui ressaltar que o evento não possui nenhum fim lucrativo e não conta com&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;incentivos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;político e financeiro, pois nasceu da vontade de rever amigos, e através de seus membros, encabeçado pelas meninas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Mirinha, Mariza e Dagmar), as quais não pouparam esforços para que a festa se repetisse em grande estilo ao som de muita música de qualidade, comida de primeira e pessoas de primeiríssima grandeza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Enfim, a festa aconteceu com uma turma muito animada, que dança, que brinca, que sonha,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;que realiza, relembrando as dores e os amores da juventude que se passara entre as brincadeiras dançantes, matinês no Cine Azenha, bailes na Epitaciana e Filarmônica, encontros no Figueiral, e tantas outras&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;coisas boas de um tempo que até nem parece mais tão distante. Afinal, fizemos acontecer de novo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sentimos a falta de muitas pessoas que, por motivos particulares não puderam participar, mas esperamos que venha aí um Mega III, com muito mais gente, pois a festa só acontece e se faz bonita pelo valor que se é dado às pessoas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Assim, acreditando que essa idéia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;perdure, esperamos que as gerações futuras se espelhem nesse bom modelo, que reacenda a chama desses valores, tão perdidos na modernidade silenciosa de um quase isolamento virtual, e que essas pequeninas emoções revividas por seus pais e avós, tenham um peso maior pelo fato singular de ser bom estar entre pessoas queridas. Simplesmente poder estar na terra em que se viveu o melhor de uma juventude que o tempo não apagou, por que guardou em si a preciosidade do bem querer. E isso é&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;TUDO. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rosária Maria Martins (Tata Baraúna)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta content="text/html; 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Quando fomos morar na Baixada Santista os colegas estranhavam o nosso sotaque caipira, com o erre dobrado (tarrde!). Perguntavam de onde tínhamos vindo e a gente respondia que éramos da divisa com o Mato Grosso. Sentíamos orgulho de dizer isso porque nos fazia  ser diferentes, com uma identidade mais forte e definida. Ninguém conhecia Epitácio, muito menos Tibiriçá. Então falávamos “Mato Grosso”, de boca cheia e sem essa divisão territorial ocorrida em 1976. Não estávamos errados.  O Sol em Epitácio se põe no Mato Grosso há milhões de anos e as nossas Luas sempre vinham de lá, surgindo misteriosa de tráz do varjão  iluminando o rio e as praias.  A primeira vez que vi um fogo-fátuo se movimentando pela noite escura foi na parte baixa das terras do seu Azenha, que fazia cerca com o sítio do meu avô,   seis quilômetros  Reta A-1 adentro, em direção ao Córrego da Anta. Vivíamos em contato permanente com o Mato Grosso, indo e vindo dos sítios , fazendas,  acampamentos, procissões e cidades próximas. Epitácio recebia mato-grossenses de todos os lados, incluindo os índios e os paraguaios. A maioria dos nossos boiadeiros (condutores), administradores de fazenda, peões, tinham um pé no outro lado da divisa. Para nós, a idéia de sertão, de lugar distante, fim de mundo, sempre foi o Mato Grosso. Todos nós crescemos e convivemos com essas duas  culturas misturadas: a paulista aventureira e a mato-grossense, nômade e quase selvagem, ambas através dos nossos amigos, vizinhos e parentes. Quem em Epitácio nunca atravessou com a  balsa e a ponte para fazer alguma coisa no Porto XV ou em Bataguassu? Com quem aprendemos a comer carne com mandioca? Quem nos ensinou a fazer reviro paraguaio e ouvir guarânias?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Quando Helena Meirelles apareceu em Epitácio não entendemos muito bem o que ela veio fazer na cidade. Só depois de algum tempo entendemos que ela era da nossa região mesmo, lugar que desde a infância sempre fez parte de suas indas e vindas,  do lado de lá e do lado de cá do Paranazão. Artista, mulher de boiadeiro, violeira de zona, mãe de onze filhos (nunca quis fazer aborto), dona do seu próprio nariz,  Helena nunca esqueceu Epitácio, nem quando morava no Pantanal. Seu sonho de terminar a vida sossegada, numa casinha simples com o marido e os filhos se passava em Epitácio, lugar que para ela sempre foi sinônimo de alegria, de paz, de felicidade. Morreu aos 81 anos internada na Santa Casa de Campo Grande, mas seu pensamento e seu coração estavam voltados para essa grande extensão de terras e águas cortadas pelos rios Pardo e Paraná. Nos seu ouvidos ainda ecoavam o som distante dos instrumentos e o barulho  dos bailes e noites verdadeiramente sertanejas. No documentário feito por Dainara Toffoli as imagens enfocam o Porto Epitácio como o principal ponto de referência para mostrar as raízes e as muitas andanças da violeira mais famosa do mundo. É isso mesmo, do mundo. Quando sua fotografia saiu publicada na revista americana Guittar Player, era um reconhecimento da sua  raridade feminina e artística. O som rústico e modesto do seu instrumento fascinou tanto um jornalista americano especializado em música que ele não teve dúvida ao fazer essa comparação assustadora: “Quando eu morrer e ouvir o som da viola de Helena Meirelles  e os solos de Jimmy Hendrix, terei a certeza de que estarei entrando no céu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/Sm-2D5l7NoI/AAAAAAAACzM/vdYb_Ky41So/s1600-h/11-alzira-helena_meirelles-tete.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 260px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/Sm-2D5l7NoI/AAAAAAAACzM/vdYb_Ky41So/s400/11-alzira-helena_meirelles-tete.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363705859337303682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;Helena Meirelles com as cantoras sul-mato-grossenses Alzira e Tetê Espíndola.  Fotos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;: Niels Andreas - Folha de São paulo; site de Alzira Espíndola; e Heraldo Peres &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CSR9412%7E1.DAL%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CSR9412%7E1.DAL%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CSR9412%7E1.DAL%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt; 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Maria Angélica foi  vereadora eleita pelo MDB em 1972, na chapa da Minhoca, que tinha como candidatos Roberto Schneidwind e Élio Gomes. Os derrotados foram  Velozo e Vivaldo, da ARENA, chamada na época de “A Panela”. O regime militar, cujo partido era a ARENA,  nem sempre vencia os pleitos municipais.   &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"Cambria Math"; 	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; 	mso-font-charset:1; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-format:other; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;} @font-face 	{font-family:Calibri; 	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-unhide:no; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	margin-top:0cm; 	margin-right:0cm; 	margin-bottom:10.0pt; 	margin-left:0cm; 	line-height:115%; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif"; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:Calibri; 	mso-fareast-theme-font:minor-latin; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi; 	mso-fareast-language:EN-US;} .MsoChpDefault 	{mso-style-type:export-only; 	mso-default-props:yes; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:Calibri; 	mso-fareast-theme-font:minor-latin; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi; 	mso-fareast-language:EN-US;} .MsoPapDefault 	{mso-style-type:export-only; 	margin-bottom:10.0pt; 	line-height:115%;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;O início da década de 1970 foi talvez uma das mais curiosas da nossa história recente. A América Latina vivia a febre dos regimes militares, implantados para combater a ameaça comunista iniciada pela Revolução Cubana. Chê Guevara havia tombado na Bolívia, mas por todos lados surgiam grupos armados desafiando os antigos e poderosos interesses  políticos. Nos próximos anos as ditaduras se tornariam cada vez mais ferozes: no Chile, no Uruguai, na Argentina...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil estávamos sob o comando do General Emílio Garrastazu Médici, o terceiro e mais “linha dura” dos governos militares. Era o tempo da Seleção Canarinho, tricampeã no México, e das vitórias de Emerson Fittipaldi na Fórmula 1. Os brasileiros analfabetos estudavam no Mobral e os jovens mais humildes admiravam as canções ufanistas de Dom e Ravel. Mesmo assim, Médici conduzia o país com a rédea curta. A censura era de um rigor implacável em todos os setores e os informantes se alastravam como pragas em todos os cantos do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em  Epitácio havia um antigo foco de conflitos de terras entre posseiros e camponeses que atraiu a atenção tanto das chamadas forças de segurança quanto dos grupos guerrilheiros que se opunham ao regime. O famoso caso dos Kuraki no Campinal em 1967 (ver o texto na postagem Anos de Chumbo em Epitácio) , atraiu a grande imprensa  e a Folha de São Paulo mandou como enviado especial o já experiente repórter José Aparecido para cobrir os acontecimentos. A matéria teve grande repercussão e se tornou peça histórica ainda hoje exibida nos arquivos do jornal. José Aparecido ficava mais famoso e também mais epitaciano do que nunca. Só sossegou o facho quando – alguns  anos depois da aposentaria em São Paulo -  se mudou definitivamente para as barrancas do rio Paraná. Ainda assim, continuou inquieto , até  que assumisse já no final dos anos 1990 a direção do jornal A Fronteira e depois fundasse com outros inquietos o pequeno e  então atrevido Correio do Porto.  O caso Kurac teria outros desdobramentos de violência, quando o guerrilheiro  Gaúcho (Edmur Péricles Camargo) veio ao Campinal para "acertar as contas" com o fazendeiro Zé Dico, na época apontado como principal inimigo dos agricultores assassinados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do medo e da incerteza, a vida corria simples e conformada nas famílias epitacianas. O cotidiano, os desfiles cívicos, a vida política e as eleições municipais, tudo tinha um clima de apreensão e dúvida sobre o que era certo ou errado. Na dúvida, o melhor era ficar em silêncio. Como dizia o Tião, da Papelaria Silva, a  escolha certa nessa horas não era nem o lado esquerdo, nem o direito. O melhor era o escolher o “lado de dentro”.  E o finado Zelão complementava: “Passarinho que come pedra...”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-4544589350228580748?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/4544589350228580748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=4544589350228580748&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/4544589350228580748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/4544589350228580748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2009/06/anos-de-chumbo-e-de-ufanismo.html' title='Anos de  ufanismos e temores'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/Skgl_tJg2CI/AAAAAAAACjI/YxzB_TA3Kes/s72-c/Ang%C3%A9lica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-4432756741440509945</id><published>2009-04-17T05:48:00.000-07:00</published><updated>2009-04-19T16:20:02.747-07:00</updated><title type='text'>Memória das minhas horas divertidas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SeusP9cbqvI/AAAAAAAACeM/O6-NTCIC8lQ/s1600-h/pucinterior16vt.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326540374487575282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SeusP9cbqvI/AAAAAAAACeM/O6-NTCIC8lQ/s400/pucinterior16vt.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt; O pátio da Cruz, no prédio velho da PUC, local ótimo para leitura de textos e um lanchinho antes das aulas.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/Seh7WyBGWZI/AAAAAAAACds/Bf8pU-l7Kb4/s1600-h/cubatao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325642190679333266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 256px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/Seh7WyBGWZI/AAAAAAAACds/Bf8pU-l7Kb4/s400/cubatao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;O crepúsculo em Cubatão, por Bob Wolfenson.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Acabei de ler “&lt;em&gt;Memória de minhas putas tristes&lt;/em&gt;”, de Gabriel Garcia Marquez. Sei que já está fora de moda, mas ainda é um pequeno e tremendo livro. Li em apenas duas noites, logo após o jantar. O texto realmente é coisa de gênio e também sei que os narradores medíocres jamais conseguirão chegar próximo. É uma história perturbadora e impressionante. A trajetória do velho jornalista de 90 anos mexeu com as minhas lembranças e, aos 48 anos, também resolvi falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho cinco irmãos e somos filhos de uma família de classe média baixa. Meus pais eram funcionários públicos federais, com salários modestos e muitas dificuldades para cobrir nossas despesas, como a maioria das famílias brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa mãe sempre se preocupou em nos educar para o trabalho. Dizia que, desde cedo, temos que acostumar o corpo para essa tarefa que iria nos acompanhar pelo resto de nossas vidas. Cinco meninos, quase rapazes, era uma situação muito preocupante e o principal obstáculo era a ociosidade. Quando morávamos no interior ela sonhava em nos levar para São Paulo. Na juventude ela tinha visitado parentes que viviam Capital e guardava boas lembranças das viagens e daquela grande cidade, sempre recordando com admiração o ritmo de vida que a s pessoas levavam numa metrópole. “Lá todo mundo trabalha, todo mundo levanta cedo!”, dizia ela, nos ensinando a afugentar a preguiça e o desânimo. Quando viemos para o litoral a luta dela continuou, pois os riscos de desvio aumentaram. Já éramos todos adolescentes e as tentações e necessidades começaram bater na porta. Não fomos morar em São Paulo, como queria minha mãe, porque meu pai não gostava da idéia e achava perigoso. Então, por um acordo entre eles, viemos para São Vicente. Ela se batia para nos ver fazendo alguma coisa de útil e continuava repetindo suas máximas sobre as virtudes do trabalho. De tanto ouvir aquilo ficava sempre olho em alguma oportunidade para produzir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu primeiro emprego, aos 12 anos, foi numa quitanda, na rua Amador Bueno da Ribeira, no Gonzaguinha. Fui demitido. Não tinha nada para fazer e ficava comendo as bananas que não vendiam. Dali, por indicação de um irmão, fui trabalhar como entregador de remédios numa farmácia na Vila Valença chamada Tutankhamon. O dono era um prático muito bom e valorizava muito a minha educação. Ensinava como as coisas deveriam ser feitas, como tratar as pessoas e prezava muito a obediência. Também era muito alegre e tirador de sarro. Ficava indignado com as “madames” que vinham comprar fiado. Dizia ele: “Minha senhora, se fosse remédio... Mas, cosmético? Não!!!” Nesse ramo sempre tinha uma atividade curiosa: quando um cliente trazia alguma receita médica cuja letra do médico era incompreensível, era necessário percorrer as outras farmácias para decifrar a mensagem e também receber o desconto para revender o remédio. Nessas andanças a gente conhecia a cidade e muitas pessoas interessantes. Tinha um balconista da Drogaria Calunga, na rua Frei Gaspar, que conseguia decifrar as receitas pelo nome do médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empregos não são eternos e já não eram naquela época. Por falta de experiência e muitas vagas disponíveis a gente mudava de emprego com muita facilidade. Cheguei a trabalhar também na informalidade: entregava folhetos de um curso de inglês em Santos, na porta dos clubes. Também fiz parte de uma equipe de jovens pintores de parede. Uma vez fomos pintar a casa de um delegado de polícia que tinha problemas com um filho ocioso. Ele descobriu que meu irmão era músico e dizia para o filho: “Tá vendo, o rapaz é pianista e tá aqui dando duro... E você aí ao nessa moleza...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim fui trabalhando num empreguinho aqui, noutro ali. Em 1982 consegui entrar num emprego mais sério. Era um cargo de auxiliar de escritório numa concessionária da Volkswagem. Quem conseguiu esse emprego foi o João Batista, amigo e vizinho quando morávamos em Epitácio, e que era encarregado do departamento pessoal. Eu fazia o mapa de serviços da oficina e outros pequenos serviços burocráticos. A firma era infestada de funcionários administrativos, coisa que hoje seria impossível. Naquela época não havia computadores e tudo era feito manualmente. Um fiscal da fábrica de São Bernardo vinha inspecionar mensalmente a revenda e checava todos os mapas. Era uma folha enorme contendo todos os dados de rotina da oficina. Cada serviço era padronizado por um código e um tempo de execução, marcado num relógio de ponto. Era um sistema alemão interessante, em série, que parecia um pronto-socorro: o carro entrava na loja, era atendido por um mecânico recepcionista que usava um jaleco branco até os joelhos. Com uma prancheta ele fazia a consulta e dava o diagnóstico. Se o cliente concordasse, ele preenchia uma ordem de serviço (OS) e chamava o chefe da oficina para providenciar a internação do veículo. Este escolhia um mecânico disponível ou mais adequado ao serviço, entregava a OS, que era levada até o guichê do nosso escritório para ser codificada. O mecânico tinha um tempo certo para fazer o serviço, incluindo também a solicitação de peças, na sessão ao lado. O sistema era curioso, porém era rígido e recusava quebra de paradigma. A idéia era trocar peças e aumentar a fatura. Conserto era outra coisa e não dava o lucro esperado. Tinha um mecânico japonês, bem baixinho, chamado Kimura que de vez em quando tentava quebrar o esquema e ajudar o cliente. Parecia o Charles Chaplin naquele filme Tempos Modernos. Ele tirava tudo do lugar e causava uma enorme confusão na ordem das coisas. O Kimura, que o Gabriel, chefe da sessão de peças, chamava de “Menininho”, não durou muito tempo. Para o alívio dos recepcionistas e do chefe da oficina, ele foi transferido para o DU, departamento de usados, que funcionava em outro endereço. Lá ele se deu bem porque tinha tempo de ficar mexendo no motor e fazendo outros reparos. Uma vez fomos assaltados. Era uma quadrilha profissional, com escopetas de cano curto enfiados naqueles antigos sacos de supermercado. Eles gritavam em castelhano: “Pagamento, Pagamento!!!”. Achavam que o dinheiro estava com a gente porque o escritório tinha caixa e guichê de vidro. Meu chefe tinha saído para comprar pão, coisa que nunca tinha feito. A menina do seguro, ficou pálida e quase desmaiou. Eu, muito nervoso, tinha vontade de rir e, pra disfarçar ficava mostrando as mãos vazias para os bandidos. Seu Jimy, um senhor falante que trabalhava no caixa, querendo agradar os meliantes tomou uma cutucada de espingarda na barriga e quase teve um infarto: “Pagamento, pagamento!!”, insistiam os assaltantes. Depois de muita luta eles perceberam que a coisa não estava rendendo nada e foram embora sem dar um tiro. Quando entraram no carro para a fuga, o pessoal da oficina começou a atirar pedra neles, mas não adiantou nada. Meu chefe chegou com o saco de pães e quis saber de tudo. O rapaz que trabalhava no relógio, muito irônico, disse: “Não aconteceu nada... Como diz o Dalmo, todo mundo ficou nervoso, mas isso é psicológico...”. O gerente da revenda, o seu Adonias, que era um alagoano, sujeitinho pequeno , eficiente e simpático ficou muito impressionado com a minha atitude e falava pra todo mundo ouvir: “Só tem um cara mais calmo do que eu nesse firma, só um. É o Dalmo!”. E então os colegas passaram a me chamar de “Dalmo, o calmo”. Este foi um dos melhores empregos que tive. Durou apenas um ano, ganhava pouco e a gente se divertia muito. Depois desse assalto, o Gabriel, que era chefe da sessão de peças, bonachão e palhaço que imitava todo mundo, entrava de surpresa em nosso escritório, com um saco de papel na cabeça, gritando: “La grana, la grana, la grana de La Desorganizacion!!!”. Nesse mesmo ano apareceu lá um gerente financeiro formado na FGV que tentou reestruturar toda a empresa. Era um financista paranóico e metido chamado Paulo. Tinha atitudes arrogantes e uma frase de efeito seguida de um gesto típico que logo caiu na boca dos humoristas: “Me traga o nome do funcionário relapso e este vai ser punido!!!”, batendo as costas de uma das mãos na palma da outra. Quando, então, aparecia alguém acidentado, com curativos e faixas, os sarristas diziam que o cara tinha sido devidamente "punido".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois fui trabalhar em Cubatão, numa empreiteira que atuava na área da Liquid Química, uma pequena, mas muito rica fábrica multinacional de derivados de petróleo: ácido benzóico conservante, plastificante, aldeído de perfumaria, etc. Esse trampo era barra pesada. Chegava em casa quase morto. A fábrica não era muito grande e funciona em três turnos semanais de oito horas: das 8:00 , das 16:00 e das 24:00. Entre esses turnos tínhamos folgas pequenas de 24 e uma grande de 72 horas. Minha função era de servente de operação. Cada turno tinha apenas quatro funcionários: o operador, o auxiliar de operação e dois serventes. Essa equipe era responsável por toda a produção, realizada por quatro reatores ( que são torres gigantescas, semelhantes a enormes panelas de pressão viradas de cabeça para baixo), três caldeiras, três grandes tanques de mistura, um sublimador (muito parecido com aquela máquina de fazer algodão doce), dois flakers, que são cilindros de resfriamento para fazer flocos de ácido. Tínhamos que cuidar também dos filtros, estoques de produtos de manipulação (permaganato, barrilha, filtros de papel), os equipamentos como bombas de água, compressores de ar, trocadores e separadores de líquidos, piscina de resfriamento, tanques de matéria-prima ( soda cáustica, tolueno, óleo diesel). Toda a produção era embalada em sacos de papel de 60 quilos, tambores de papelão de 20 quilos, tambores grandes de combustível e galões de PVC. Dependendo do turno, a jornada podia ser intensa, mediana ou eventualmente de faxina. Podíamos gastar água à vontade, que vinha de uma piscina reciclável. Quando o ralo da piscina entupia com algas, alguém tinha que tirar a roupa e mergulhar... Outro problema era o turno das 24, conhecido como “Cinderela”. Esse nos tirava o cinema, das festas, enfim, do melhor que a gente estava fazendo. Nessa época eu estava no primeiro ano da faculdade e perdia uma semana de aulas no mês. Correndo o risco de ser reprovado e sabendo que aquela carreira não tinha nada a ver comigo, decidi abandonar o emprego e mudar para São Paulo. Porém, três coisas marcantes aconteceram nesses dois anos em Cubatão: o incêndio da Vila Socó, em 1984, tragédia que tirou a vida de dezenas de favelados que moravam sobre canos de combustível da Refinaria da Petrobrás; o nosso encontro com uma névoa tóxica de amônia, vazada de uma daquelas fábricas de fertilizantes. Ficamos parados na rodovia Piaçaguera e não conseguimos render o turno que sairia à meia-noite. Voltamos para casa para entrar somente no outro dia, às 16 horas. O interessante é que houve uma grande movimentação da defesa cilvil para retirar a população dos bairros industriais com mais de 200 ônibus que transportavam funcionários da Cosipa. Nada foi noticiado nos jornais. E finalmente o risco de desabamento da encosta da serra. Era uma época de terror: tinha acontecido também aquele acidente na Índia (Bohpal), numa fábrica que também tinha uma filial idêntica em Cubatão. A Cetesb estava começando a fiscalizar com mais rigor as indústrias que cometiam abusos ambientais, num tempo em que não se dava nenhuma importância para ecologia. Crianças nasciam sem cérebro na Vila Parisi e operários da coqueria na Cosipa eram contaminados com gás benzeno, altamente cancerígeno. Tudo isso aumentava o nosso medo em trabalhar em Cubatão, apesar dos bons salários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui para São Paulo acompanhar minha família. Minha mãe finalmente tinha conseguido realizar o sonho dela: morar e trabalhar em São Paulo. Mesmo aposentada, ela se realizava ao sair de casa todos os dias para enfrentar a modernidade paulistana, que ela adora até hoje . Trabalhou como recepcionista no Shopping Iguatemy, na Faria Lima e dpois como gerente de um consócio odontológico, na avenida Brasil. Naquela época tinha emprego pra escolher. Um dia fui visitar os irmãos que trabalhavam numa loja de instrumentos musicais na Avenida Rebouças e lá fui aliciado para a temporada de festas. Também fiquei fascinado pela cidade, que visitava com frequência. Era dezembro de 1985 e logo estaríamos entrando no Plano Cruzado do governo José Sarney. Foram dez meses de inquietação e ansiedade de prosperar. E ficou só nisso. Depois viram outros planos e o fatídico confisco da poupança no governo Collor. Mas o povo continuava firme. Em São Paulo as coisas eram bem diferentes. Sempre foram. Realmente era uma cidade de muitas oportunidades. Fui estudar na PUC e lá entrei definitivamente na educação. Como estudante, dava aulas no Colégio e no Curso Objetivo. Também lecionava, como estagiário, num supletivo de funcionários da manutenção do prédio da Secretaria da Fazenda, na Avenida Rangel Pestana, através da FUNDAP. Estava mais fascinado ainda pelo ritmo da cidade e por tudo que estava acontecendo naquele época. Eram muitas mudanças importantes: o surgimento da informática, a redemocratização no Brasil, a queda do Muro de Berlim, o fim da Guerra Fria, as guerras na Iugoslávia e no Golfo, enfim, mil coisas aos mesmo tempo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em 1986 a Polícia Federal invadiu a PUC quando assistíamos ao filme "&lt;em&gt;Je Vous salue, Marie"&lt;/em&gt;, proibido pelo governo Sarney. A PUC tinha uma história de invasões e violências na época do Regime Militar. Os alunos fizeram eles de bobos jogando a fita de video do prédio velho para o prédio novo. Lá tinha uma molecada que adorava provocar e apanhar da polícia. Todos os anos eles levavam "bombas" de chocolate de presente para o Coronel Erasmo Dias (deputado), na Assembléia Legislativa. Erasmo havia invadido o campus em 1977, quando era secretário de segurança. Ele recebia cordialmente os alunos , mas sempre um deles falava um desaforo e ele, muito nervoso, começava a xingar e logo chamava a segurança. Permaneci no Objetivo por seis anos. Gostava de dar aulas e ganhava razoavelmente bem. Até que decidi virar empresário da educação privada. Resolvi montar uma escola. Um colega já tinha passado por essa experiência e depois de falir voltou a dar aulas. Eu consegui ficar mais seis anos como pequeno empresário, com muitas dificuldades. Acabei desistindo porque não tinha como avançar e ousar. Era necessário investir alto, correr riscos. Tinha juntado um patrimônio pequeno , mas acabei desistindo. Voltei a dar aulas. Fiquei um ano em Campo Grande. Depois fiz concurso e fui ser professor do Estado. Estudei, fiz outra graduação e depois pós-graduação, com título e tese de mestrado. Hoje, com a ajuda de Deus, continuo dando aulas, com dois empregos, sempre procurando um terceiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-4432756741440509945?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/4432756741440509945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=4432756741440509945&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/4432756741440509945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/4432756741440509945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2009/04/memoria-das-minhas-horas-divertidas.html' title='Memória das minhas horas divertidas'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SeusP9cbqvI/AAAAAAAACeM/O6-NTCIC8lQ/s72-c/pucinterior16vt.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-7856275822173237273</id><published>2009-03-28T07:44:00.000-07:00</published><updated>2009-07-10T06:44:11.029-07:00</updated><title type='text'>35 anos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/Sc5jpWXPZWI/AAAAAAAACdU/bZZ99af0F8I/s1600-h/baixadadoalto3pz.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/Sc46KOqiwaI/AAAAAAAACdE/WPcg-myfDcU/s1600-h/Igreja+de+Epit%C3%83%C2%A1cio+.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318252157380772258" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 273px; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/Sc46KOqiwaI/AAAAAAAACdE/WPcg-myfDcU/s400/Igreja%2Bde%2BEpit%25C3%25A1cio%2B.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Jardim da Matriz: local de encontros e despedidas em 1974. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hoje faz 35 anos que saímos de Epitácio para morar na Baixada Santista. Achamos que iríamos morar em Santos, mas na verdade fomos para São Vicente, cidade vizinha, tão vizinha que o turista comum não percebe quando passa pelas duas divisas entre elas (na praia do José Menino e no monumento dos tambores , na zona noroeste. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fomos morar num sobradinho na rua Uberaba e depois mudamos para uma casa maior, na rua Rio de Janeiro, onde ficaríamos nos próximos dez anos, entre 1974 e 1984. Seria uma década revolucionária em nossa família, marcada por experiências incríveis e cheias de transformações. Nossa mãe teve essa intuição bem antes e não perdeu a chance quando surgiu a oportunidade. A vida em Epitácio havia atingido o limite para uma família grande e de poucos recursos: cinco filhos jovens com muitos sonhos, mas sem muitas perspectivas. A idéia inicial era irmos para São Paulo, como acontece com a maioria das famílias que passam pela mesma crise, mas optamos por uma cidade que não fosse tão grande como a Capital e não tão pequena como Epitácio. Santos, São Vicente, Guarujá, Cubatão e Praia Grande formam uma grande região composta por cidades medianas. Era a escolha certa e o lugar perfeito. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Saímos na madrugada e chegamos no litoral perto do meio dia. Parte da nossa mudança foi levada numa camionete do Jorge Okada. No dia anterior, no feriado municipal de 27 de março de 1974, ficamos no jardim até quase meia noite nos despedindo dos amigos. Estávamos todos eufóricos e apreensivos. Esse sentimento permaneceu durante toda aquela semana de novidades. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bem diferente do que é hoje, São Vicente era muito pequena e funcionava como cidade dormitório. Trabalhar, estudar, fazer compras, tudo era feito em Santos – no Gonzaga ou no centro velho, próximo à zona portuária. Andar nos coletivos era um excelente programa porque todos circulavam a grande Ilha de São Vicente, que inclui Santos e São Vicente. O circular 7 ia pelas praias em direção ao ferry-boate e o circular 8 fazia o sentido inverso. Alguns deles percorriam os canais principais (1 e 2) em direção à Vila Belmiro e ao túnel. Tudo era muito fascinante. Sempre escolhíamos o percurso mais longo, para aproveitar a paisagem. O cheiro de mar e da vegetação litorânea eram muito fortes e completamente diferente de tudo que o nosso olfato conhecia. Além dos pontos turísticos, nossa diversão preferida era ver a entrada dos navios na barra da Ponta da Praia. Navios enormes, de todas as nacionalidades. Também gostávamos muito das visitas aos vasos de guerra e submarinos, nacionais e estrangeiros. Num deles fomos visitar o jovem marujo epitaciano Salvador Miazaki. Tudo isso ia se acumulando no baú das nossas emoções e não víamos a hora de retornar para Epitácio e contarmos tudo em detalhes para os colegas. Isso aconteceu pela primeira vez no mês de julho – que na época estava bem frio. Uns parentes baianos da minha avó tinham sofrido a perda do filho mais velho ( que morava no Morro do São Bento, juntamente com dois irmãos) e fizeram essa viagem de volta com a gente. Levei na bagagem um vidro com água do mar, para mostrar para o Gilmar Saraiva. Em pouco tempo já havíamos adotado um sotaque santista (o abusivo e incorreto uso do “Tu” antes das frases –Tu vai, Tu foi, etc) , logo motivo de muito sarro e indignação dos colegas. Quando chegamos fomos logo procurar a turma no campinho de futebol, num terreno na rua Cuiabá, em frete a Serraria do Lopes.  A  manhã estava deliciosa, fria e ensolarada, e a maioria da garotada usava aquelas japonas de nylon “dupla face”. A irmã da minha avó Maria, mãe do rapaz morto em Santos, veio para morar em Epitácio. Elas não se viam há mais de 40 anos. Foram morar na chácara do meu avô, na Estrada Boiadeira Norte, próximo da rodovia marginal. Terminadas as férias, voltamos para o litoral, agora com outros olhares e outros projetos. Tudo o que aconteceu certamente daria um livro de memórias com muitos capítulos. Novas experiências, novos vizinhos, novos amigos. Momentos difíceis e coisas maravilhosas, inesquecíveis. De todas elas, a que marcou mais foi a ajuda espiritual – numa reunião de Evangelho - que recebemos de uma entidade feminina desencarnada em Epitácio. Velha amiga da família, ela nos deus conselhos e consolos preciosos nas horas incertas. Estávamos nos preparando para uma segunda etapa de mudanças. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na década seguinte – entre 1984 e 1990, fomos todos para São Paulo para complementar essa primeira fase de transformações. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/Sc45_nCZmCI/AAAAAAAACc8/UP5ZWSXuqhg/s1600-h/ILha+de+SV.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318251974944725026" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 262px; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/Sc45_nCZmCI/AAAAAAAACc8/UP5ZWSXuqhg/s400/ILha+de+SV.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Embaixo, na área continental, o polo petrotroquímico de Cubatão e à esquerda, Vicente Carvalho (Guarujá). Em cima a Ilha de São Vicente, dividida por uma cadeia de morros: o canal do Porto de Santos, as praias e o centro da cidade. Em cima São Vicente e Praia Grande rumo ao litoral sul e Serra do Mar&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/Sc45437odPI/AAAAAAAACc0/xmYSVpptoZs/s1600-h/Ilha-Porchat-#-3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5318251859220657394" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 267px; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/Sc45437odPI/AAAAAAAACc0/xmYSVpptoZs/s400/Ilha-Porchat-%2523-3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A baia de São Vicente vista da Ilha Porchat.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-7856275822173237273?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/7856275822173237273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=7856275822173237273&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/7856275822173237273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/7856275822173237273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2009/03/jardim-da-matriz-local-de-encontros-e.html' title='35 anos'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/Sc46KOqiwaI/AAAAAAAACdE/WPcg-myfDcU/s72-c/Igreja%2Bde%2BEpit%25C3%25A1cio%2B.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-2988058465257176867</id><published>2009-02-28T13:02:00.000-08:00</published><updated>2009-02-28T13:51:28.829-08:00</updated><title type='text'>Jorge Amado e o Porto Joaquim Távora (Tibiriçá)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SamnUl8P2lI/AAAAAAAACZc/FqMuWr8RFDE/s1600-h/Revoltosos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307957608056871506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 259px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SamnUl8P2lI/AAAAAAAACZc/FqMuWr8RFDE/s400/Revoltosos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Reunião do alto-comando da Coluna de Isidoro dias Lopes ( 0 sexto da esquerda para direita) quando é tomada a decisão de prosseguir a marcha e invadir Mato Grosso, 1925. Foto: CPDOC- Fundação Getúlio Vargas.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na biografia de Luiz Carlos Prestes escrita por Jorge Amado, o célebre escritor baiano faz um relato interessante da passagem das tropas de Isidoro Dias Lopes em Presidente Epitácio. Embora o livro tenha sido escrito já na década de 1940, o romancista ignora a nomenclatura geográfica oficial e tenta refazer ideologicamente o batismo do porto epitaciano, feito na época da revolta para homenagear Joaquim Távora , morto em combate. Mesmo assim, é uma bela descrição dos fatos ocorridos e um precioso documento literário da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“No segundo aniversário da revolta de 1922 o general Isidoro Dias Lopes se colocou à frente da tropa, em São Paulo. Acompanhava-o um grupo de oficiais do exército e da polícia militar daquele estado e de Mato Grosso, entre eles Miguel Costa, os dois irmãos Távora, Joaquim e Juarez, Padilha, Mesquita, Mendes Teixeira, Eduardo Gomes, um dos sobreviventes do Forte de Copacabana, Cabanas, velhos caudilhos como João Francisco. Dominaram a cidade do 5 a 27 de julho. Joaquim Távora fora a alma do movimento, querido dos soldados, bravo e combatente.  A sua morte, resultante de um ferimento recebido no ataque que as forças revoltosas fizeram contra o quinto batalhão da polícia, foi o começo da queda do movimento em São Paulo (...) Na noite de 27 para 28 de julho as forças que se haviam levantado deixam São Paulo e, pela Estrada de Ferro Paulista, atingem a cidade de Bauru &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;(...) De Bauru Isidoro parte com sua tropa para o &lt;strong&gt;Porto Joaquim Távora&lt;/strong&gt; (Porto Tibiriçá), na margem esquerda do rio Paraná. Utiliza a Estrada de Ferro Sorocabana. A retirada não se faz, no entanto, calmamente. Os soldados sob o comando de Juarez Távora, que formavam o flanco-guarda das forças revolucionárias, sustentam uma série de combates em Vitória, Araquá e Botucatu, enquanto que a retaguarda, chefiada pelo general Miguel Costa, luta em Salto Grande, Paraguaçu, Água Clara, Indiana, Santo Anastácio, Coatá (Quatá) e Cauiá. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Ao chegarem os revolucionários em Joaquim Távora são obrigados a enfrentar as forças governistas do Coronel Germano Fachnes, aquarterladas na margem direita do Paraná, chamado Foz do Pardo (Porto XV), no Estado de Mato Grosso. Isidoro desaloja essas tropas e intenta  apoderar-se de Mato Grosso, atacando a cidade de Três Lagoas, de onde partia a Estrada (de Ferro) Noroeste do Brasil. Mas a resistência encontrada faz com que o general reinicie a sua marcha para o Iguaçu. Desce* o rio Paraná e vai estabelecer os seus quartéis na margem esquerda, na região que vai de Guaíra a Foz do Iguaçu.”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Jorge Amado&lt;/strong&gt; - &lt;strong&gt;O Cavaleiro da Esperança&lt;/strong&gt;, Capítulo 12 – Círculo do Livro&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nota do blog *&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Essa descida pelo rio Paraná aconteceu num vapor da Companhia Viação São Paulo-Mato Grosso, sob o comando de &lt;strong&gt;Guilherme Borges&lt;/strong&gt;, antigo morador de Tibiriçá e um dos fundadores de Presidente Epitácio. Borges dizia que ele e a tripulação foram obrigados a fazer a viagem sob ameaça de fuzilamento. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Veja também as postagens "&lt;em&gt;A Coluna Paulista em Tibiriçá&lt;/em&gt;" e &lt;em&gt;" Adolpho Lutz em Tibiriçá".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/Samm0_kJEiI/AAAAAAAACZU/Py-5OaZXI6s/s1600-h/20080308JAmado02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307957065179271714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 292px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/Samm0_kJEiI/AAAAAAAACZU/Py-5OaZXI6s/s400/20080308JAmado02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; A literatura engajada de Jorge Amado: Porto Joaquim Távora ou Tibiriçá?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-2988058465257176867?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/2988058465257176867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=2988058465257176867&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/2988058465257176867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/2988058465257176867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2009/02/jorge-amado-e-porto-tibirica.html' title='Jorge Amado e o Porto Joaquim Távora (Tibiriçá)'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SamnUl8P2lI/AAAAAAAACZc/FqMuWr8RFDE/s72-c/Revoltosos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-8559115450645051333</id><published>2009-02-10T08:53:00.000-08:00</published><updated>2009-02-24T03:47:28.350-08:00</updated><title type='text'>A geografia poética de Josinaldo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SaPd1owzs0I/AAAAAAAACWM/k964dnW4PcQ/s1600-h/115_6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306328699517514562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 309px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SaPd1owzs0I/AAAAAAAACWM/k964dnW4PcQ/s400/115_6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SaPbRDpVQsI/AAAAAAAACWE/dPPUc_qYkSA/s1600-h/115_6.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Rio Paraná ou São Francisco?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SaPbLyygfKI/AAAAAAAACV8/ZvXIQEL1bKM/s1600-h/josinaldo_atividade_cotidiana_ribeirinha_50x70.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306325781631237282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 381px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SaPbLyygfKI/AAAAAAAACV8/ZvXIQEL1bKM/s400/josinaldo_atividade_cotidiana_ribeirinha_50x70.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Epitácio ou Remanso?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SaPajBGS-4I/AAAAAAAACVs/am4RE3NRekY/s1600-h/Pintura.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306325081097698178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 220px; CURSOR: hand; HEIGHT: 176px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SaPajBGS-4I/AAAAAAAACVs/am4RE3NRekY/s400/Pintura.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Tibiriçá, por Josinaldo, inspiração no samba da Vila Maria&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Muitas pessoas perguntam de quem é o quadro que aparece ao fundo da imagem utilizada no “Meu Perfil” do blog Epitácio da Memória. Uns acham que fui eu mesmo , pois em nossa família há uma legião de artistas, tanto entre os Santos, Duque , como entre os Szucs. Amigos da minha esposa , que é arte-educadora, também querem saber se foi ela a autora da tela. Nenhum de nós. O quadro é de autoria do Josinaldo e, apesar da persistência do estilo e da temática ribeirinha, a tela possui um quê de particularidades que as demais obras do autor não têm. Foi feita sob encomenda e com receituário proposto pelo cliente. Antes da encomenda e preocupado com a nossa postura de atrevimento e até arrogância para com o artista, procurei o seu Afonso Passos, então proprietário do Itaverá. Costumávamos ficar até altas horas conversando na varanda da casa dele, que ficava em frente ao hotel. Falávamos de tudo um pouco, principalmente sobre arte. Ele tomando o seu Natu Nobilis puro e eu uma cerveja especial, sempre servida na bandeja por garçom que atravessava a rua para fazer essa gentileza. Seu Afonso me disse que, de maneira alguma era heresia fazer tal encomenda ao Josinaldo. Pelo, contrário, o pedido e o receituário serviria de inspiração para quebrar aquele ciclo de criação há muito iniciado pelo pintor. Quem sabe haveria uma ruptura. Ele ficou curiosíssimo pelo resultado e sempre me ligava para saber como estava a “raridade”. A receita era simples: a letra do samba-enredo “Tibiriçá”, feita alguns anos antes para a Escola de Samba Vila Maria (ver a letra na postagem Recanto Encantador) . Aliás esse samba foi o que menos causou rivalidade entre as duas escolas porque havia muitos tibiriçaenses nas duas agremiações. O pessoal da Unidos terminou o seu belo desfile e depois veio ver de perto e cantar o samba que falava das suas origens. Uns diziam protestando alegremente: “Vocês fizeram o samba certo na escola errada”. A Vila não ganhou, mas samba permaneceu na memória do povo por longos anos. Josinaldo leu tudo aquilo, enxergou e refletiu o colorido misterioso do Porto Tibiriçá nas margens do seu querido rio São Francisco. Não é o Tibiriçá que olhamos com os olhos do corpo físico, pois é um território metafísico que a gente só entra quando dorme e sonha profundamente, tão profundo que dá vontade de não acordar. É o mesmo Tibiriçá do samba, onde eu nasci. Depois , olhando bem a tela, dizia pra mim mesmo: “Tudo bem, Tibiriçá e Epitácio tem muito sangue baiano e muito da nossa cultura ribeirinha veio de lá”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SaPZMFJtfcI/AAAAAAAACVc/vq--xdcdBdg/s1600-h/DSC00198.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306323587537141186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 163px; CURSOR: hand; HEIGHT: 174px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SaPZMFJtfcI/AAAAAAAACVc/vq--xdcdBdg/s400/DSC00198.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Na geografia artistica de Josinaldo os rios Paraná e São Francisco é uma maravilha só.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-8559115450645051333?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/8559115450645051333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=8559115450645051333&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/8559115450645051333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/8559115450645051333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2009/02/josinaldo.html' title='A geografia poética de Josinaldo'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SaPd1owzs0I/AAAAAAAACWM/k964dnW4PcQ/s72-c/115_6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-5705812990775359556</id><published>2009-02-05T04:57:00.001-08:00</published><updated>2009-02-24T15:24:48.377-08:00</updated><title type='text'>Não dizemos adeus mas até breve Prefeito!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SYwAb1EjlDI/AAAAAAAACTc/mz00Hx5EnJI/s1600-h/Ultima+hora.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299611339610887218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 281px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SYwAb1EjlDI/AAAAAAAACTc/mz00Hx5EnJI/s400/Ultima+hora.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Antonio Quirino da Costa pouco antes do vôo fatídico. Imagem: Olívia Avalone Pires&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O forte deste blog não é a notícia, mas muitos dos nossos leitores devem ter sentido, como nós, a ausência de informações sobre a morte de Antonio Quirino e sua esposa Doraci. Soubemos da notícia pelo Mia , que por sua vez havia recebido da Olivia Pires, com algumas fotos do acidente. Mas foi na internet que encontramos a notícia com os detalhes do ocorrido. Não há como não tocar no assunto, mas a história pessoal dos políticos e jovens epitacianos promissores vem sendo marcada por tragédias comoventes e que revela um certo aspecto cármico na vida dessas pessoas. Não nos referimos à nenhum tipo de impressão supersticiosa, mas a algo superior e que foge à vontade humana. Antonio Marinho de Carvalho Filho faleceu em curcuntâncias semelhantes em 1951, juntamente com o comerciante Plínio Dias Junqueira e o dentista Sebastião Lopes. O terceiro ocupante do avião - Antonio Maia - salvou-se "milagrosamente" caindo por "coincidência" no quintal da própria casa onde morava. Na década de 1970 dois neo epitacianos, profundamente ligados aos destinos políticos do município, morreram em diferentes acidentes de automóvel: Amândio Pires e Ernesto Coser. Na década de 1990 seria a vez do jovem Juliano Ferraz Lima, cuja curta experiência e carreira política já revelava uma significativa relação de interesse e compromisso com o futuro da cidade. Um ano antes do acidente automobilístico no qual desencarnou, Juliano sofreu um choque anafilático quase antecipando sua morte durante uma cerimônia no Estádio Pirangueiro. Não podemos esquecer do jovem Roberto, filho do prefeito Bergamo que, não fosse sua morte "precoce", provavelmente teria forte envolvimento com os caminhos da sua comunidade. Pela Lei de Causa e Efeito, certamente todos voltaram ou um dia voltarão para assumir responsabilidades definidas antes de suas existências carnais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Prefeito de Presidente Epitácio na transição das décadas de 1980-1990, Antonio Quirino da Costa marcou sua administração pelo esforço de continuidade e expectativa de grandes transformações pelas quais passava o município naquele contexto. Tal esforço foi feito com muita coragem e grande entusiasmo. Depois de uma fase bastante difícil, de decadência do ciclo da madeira, Epitácio vislumbrava o progresso através das mudanças que seriam geradas pelas obras da Hidrelética de Porto Primavera. Primeiro veio o Bordon (sucessor do União), depois o grupo Thermas, bem como um grande contingente de funcionários da CESP e das empreiteiras. Na sua época, foi construído o Centro de Lazer do Sesi, um importante investimento que poderia ter alavancado o turismo epitaciano e hoje – depois de muitos anos sem funcionamento – continua aguardando a sorte em sucessivos leilões realizados na Capital. É desse período a implantação de vários empreendimentos, alguns dos quais não tiveram sucesso, porém lançaram conceitos sociais importantes e novos hábitos culturais foram adquiridos como efeito dessas iniciativas e oportunidades criadas pelo então prefeito. Antonio Quirino também teve êxito em muitas das suas empreitadas, incluindo o Conservatório Musical, sempre com centenas de alunos e suas memoráveis apresentações. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foi também nessa época que a família sofreu a terrível provação do acidente que matou o jovem filho Ronaldo. Quem podia imaginar aquilo que o destino havia reservado para o casal, ambos com mais de sete décadas de vida? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-5705812990775359556?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/5705812990775359556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=5705812990775359556&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/5705812990775359556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/5705812990775359556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2009/02/antonio-quirino-da-costa-pouco-antes-do.html' title='Não dizemos adeus mas até breve Prefeito!'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SYwAb1EjlDI/AAAAAAAACTc/mz00Hx5EnJI/s72-c/Ultima+hora.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-171696846685001960</id><published>2009-01-29T15:23:00.000-08:00</published><updated>2010-07-26T16:56:43.890-07:00</updated><title type='text'>Escoteiros: sempre alerta e melhor possível</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SYI7vD5sVrI/AAAAAAAACSM/E3CTNj7fm00/s1600-h/Valderi+e+Carlinhos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296861791428302514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 277px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SYI7vD5sVrI/AAAAAAAACSM/E3CTNj7fm00/s400/Valderi+e+Carlinhos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Desfile cívico na avenida Presidente Vargas na década de 1970. Ao fundo a Relojoaria Cima e o Bar e Sorveteria Haiti. Imagem: Joãozinho Português.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;7 de setembro ou 27 de março, não importava: a partipação do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Grupo Escoteiro Armênio Ribeiro&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; era presença certa e marcante nos desfiles cívicos. O grupo também marcava presença nas Festas da Praia no antigo Figueiral, auxiliando no patrulhamento das barrancas do perigoso rio Paraná. Eram Lobimhos, Bandeirantes, Júniors e Sêniors, todos com uniforme azul (mesclado ou marinho) e branco. Eram Escoteiros do Mar (do rio, com o patrocínio da Marinha do Brasil). Em 15 de agosto, na Festa de Nossa Senhora dos Navegantes, eles estavam lá nas balsas, "sempre alertas". Também na semana que antecedia o 13 de dezembro - Dia do Marinheiro - os escoteiros organizavam em frente a Delegacia da Capitania dos Portos, próximo da atual Praça Almirante Tamandaré, um grande acampamento de demonstração da cultura escoteira ou "pioneira", na qual tudo era feito com bambu e cordas de cizal. Em ocasiões especiais como essas , recebíamos a visita do Tio Orelino, grande chefe escoteiro de Presidente Prudente e cantávamos a velha canção &lt;em&gt;"Como vai, visita, como vai?&lt;/em&gt;" E o velho Tio Aurelino respondia com a voz rouca e cansada: &lt;em&gt;"Graaato, graaato, grato, gratíssimo!!!&lt;/em&gt; Era difícil conter as gargalhadas, mas ficávamos firmes, esperando o velhinho concluir o canto de retribuição da nossa hospitalidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Grande parte das crianças e dos jovens epitacianos das gerações de 50, 60 e 70 passaram pela gostosa experiência do escotismo. Muitos descobriram suas vocações profissionais e tornaram-se educadores, executivos, cozinheiros, policiais, bombeiros e também seguiram carreira militar nas Forças Armadas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quem foi escoteiro, aprendeu a dormir longe de casa, a se virar sozinho na vida, cantou e brincou ao redor de uma fogueira e ainda tem uma boa história para contar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, sans-serif; font-size: 13px; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 18px; "&gt;&lt;div class="widget Image" id="Image28" style="position: relative; min-height: 0px; margin-top: 30px; margin-right: 0px; margin-bottom: 30px; margin-left: 0px; line-height: 1.4; "&gt;&lt;h2 style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0.5em; margin-left: 0px; position: relative; font: normal normal normal 20px/normal Georgia, Utopia, 'Palatino Linotype', Palatino, serif; color: rgb(0, 0, 0); "&gt;Notícias do Ortiz&lt;/h2&gt;&lt;div class="widget-content" style="text-align: center;"&gt;&lt;img alt="Notícias do Ortiz" height="238" id="Image28_img" src="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SaNuLytNFkI/AAAAAAAACU0/udTE6bzqoog/S240/C%C3%B3pia+de+Bitmap+em+Figura1.jpg" width="232" style="padding-top: 5px; padding-right: 5px; padding-bottom: 5px; padding-left: 5px; background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: rgb(255, 255, 255); -webkit-box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.496094) 1px 1px 5px; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; " /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="clear" style="clear: both; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="widget-item-control" style="float: right; height: 20px; margin-top: -20px; position: relative; z-index: 10; "&gt;&lt;span class="item-control blog-admin" style="display: inline; "&gt;&lt;a class="quickedit" href="http://www.blogger.com/rearrange?blogID=2633060345878935873&amp;amp;widgetType=Image&amp;amp;widgetId=Image28&amp;amp;action=editWidget" target="configImage28" title="Editar" style="cursor: pointer; text-decoration: none; opacity: 0.5; color: rgb(204, 51, 0); "&gt;&lt;img alt="" height="18" src="http://img1.blogblog.com/img/icon18_wrench_allbkg.png" width="18" style="border-top-style: none; border-right-style: none; border-bottom-style: none; border-left-style: none; border-width: initial; border-color: initial; position: relative; padding-top: 5px; padding-right: 5px; padding-bottom: 5px; padding-left: 5px; background-image: none; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: initial; -webkit-box-shadow: none; border-width: initial; border-color: initial; background-position: initial initial; background-repeat: initial initial; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="clear" style="clear: both; "&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="widget Text" id="Text11" style="position: relative; min-height: 0px; margin-top: 30px; margin-right: 0px; margin-bottom: 30px; margin-left: 0px; line-height: 1.4; "&gt;&lt;div class="widget-content"&gt;&lt;em&gt;O amigo Ortiz, jovem influente e muito carismático que viveu em Epitácio até meados dos anos 70, nos enviou um e-mail gratificante falando das suas lembranças sobre os escoteiros e os conjuntos musicais da cidade. Acrescentou algumas informações importantes e também corrigiu algumas falhas da nossa memória. Quem viveu, viu e sentiu realmente pode lembrar com mais precisão e detalhes as coisas que o tempo não consegue apagar. José Francisco Barbosa Ortiz, ex-escoteiro e band leader, hoje é engenheiro e perito judicial em Cuiabá-MT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a palavra, Ortiz:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;RETROSPECTIVA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" Hoje tenho 55 anos, e posso contribuir um pouco com a sua história. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O nome do grupo de escoteiros era : Grupo de Escoteiros do Mar Armênio Ribeiro - GEMAR. Começou inicialmente no Tibiriçá, com o Senhor Wilson Cruz, depois foi tranferida a sede para o Galpão de Cereais em Epitácio, cedido gratuitamente pela Senhora Júlia Dionisío Barbosa Ortiz "in memorian" e o meu pai Mestre Fluvial Francisco Ortiz Puertas - que foi comandante de barcos de carga e aposentou-se no Navio Epitácio Pessoa - Está vivo em mora em Florianópolis.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu era o Monitor da Patrulha Garça, do Grupo de Escoteiros do Mar e os compontentes eram : Ortiz, Padeirinho, Pery Martins, Chocolate, Lourenço ( filho do Seu Evódio), Ricardo José Lourenço ( filho do seu Valdemar - jornalista e dono do Curso Tamandaré - Admissão para o Ginásio. Estive presente em todas aquelas demonstrações que você citou e esta pick up Jeep era do Nildo Encanador (Macedo), que emprestamos dele para o desfile.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quanto a musicalidade: Como banda mesmo, o primeiro conjunto a se organizar como tal foi os Mickeys e eu era o dono desse conjunto. Nele tocavam: nas guitarras-base : José Ortiz (eu) e Eduardo Avalone; na guitarra-solo: Cacho ( que buscamos em Caiuá) , o cantor era o Vanderley, o vocalista de uma única música era o Nilson Louzada Olivato, o tecladista era o Joaquim Vicente, o baterista era o Tonico e no contra-baixo era o Carlos Gotardi (Carlinhos). Minha mãe comprou o equipamento do Zé Brilhante, que tocava aos domingos no programa do Zé Bolinha. &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Também participei no início dos Tigres : Eu, o Mia, o Hércules e outros que não me lembro mais. &lt;/em&gt;&lt;em&gt;Os Mickeys tocaram em diversos bailes na Filarmonica, na Epitaciana, em Vesceslau, em Anaurilância e Bataguaçu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;Amigo, ainda tem mais.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Grande abraço no Mia e no Nenê, ele também era escoteiro. Vou lembrar rapidamente alguns nomes de pessoas que participavam ativamente do Grupo de Escoteiros. O grupo era formado pelos Lobinhos, Escoteiros, Escoteiros Sênior. Era subdividido em patrulhas. Só me lembro da Patrulha Garça que era a nossa: Ortiz, Pery Martins, Ricardo Lourenço, Daniel, Rogério, Chocolate, Nenê, Lourenço (filho do Evódio), Natalício, Daniel Gil, e me parece que o Padeirinho era da Patrulha Jacaré. Dos escoteiros sêriores lembro da Patrulha Marajoara , que era composta pelo: Paulo Vanti (in memorian), Toyotão, Noboyuke , Carlinhos (nosso contrabaixista nos Mickeys). Minha mãe, Dona Júlia Ortiz, passou noites e noites fazendo caxangás para desfile do dia 7 de setembro para diversos integrantes do Grupo de Escoteiro. O Lavico e o Tostão, irmão do Domingos (Mingo Pacas) eram chefe e sube-chefe respectivamente. O Chefe Geral da Tropa era o Sr. Wilson Cruz, pai do Agnaldo, que entrou na tropa como Lobinho.&lt;br /&gt;Quem muito auxiliou na época e também foi chefe de tropa foi o Marcão, policial rodoviário federal naquela época, e nos assistia muitos em nossos acampamentos com seu jipe DKV. Fomos para Anaurilândia e Nova Andradina levando a cultura da Tropa de Escoteiros do Mar, e nossa lema era : " UMA VEZ ESCOTEIRO, SEMPRE ESCOTEIRO” . E “SEMPRE ALERTA” para toda a tropa. O fundador do Escotismo no mundo foi Banden Powell e ele realmente parecia com o Tio Aurelino, Chefe Geral da Tropa de Escoteiro da Terra de Presidente Prudente e Chefe Regional dos Escoteiros. A Sede Geral dos Escoteiros do Mar funcionava na época no Rio de Janeiro. Bem, quero te dizer que esse movimento escoteiro funcionou mesmo no barracão – Depósito de grãos- Milho e Arroz do meu pai, que havia desativado o negócio. Mas antes funcionou a Sede da nossa banda " Os Mickeys " , a primeira com formato de conjunto musical de Presidente Epitácio. Nessa mesma época em Presidente Prudente o Pelézinho começava também com o "Conjunto Sombras", muito bem estruturado. Gravaram inclusive compacto de vinil. Depois veio os "Defuntos", do Néder , Seda ( com remanescentes dos Mickeys) , Embalo Jovem ( Com o famoso André no Pistão). O Felão às vezes dava uma palhinha e tocava nos Mickeys, era muito bom percusionista.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Vamos dividir em tempos a minha época:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Estudante do Grupo Escolar Rural( "18 de Junho" ). Como o próprio nome já informa a Escola era rural, e me ensinou a plantar e cultivar, hortaliças e árvores. Com este aprendizado montei uma horta com 18 canteiros e naquela época eu já ganhava algum dinheiro vendendo alface, couve, tomate, almeirão, cebolinha , beterraba, cenoura. Quem conheceu a minha horta pode comprovar. Acho que não tenho foto da minha unidade produtiva.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Nas horas vagas : Coroinha, participava todos os domingos de jogo de ping pong na residência da Irmã Kirma, irmã do Celso (pai do Pery Martins) e do ex Governador de Mato Grosso do Sul, Wilson Martins.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Também frequentei muito a Piscina do Dr. Natal, na Ponte. Nós íamos de bicicleta. A nossa turminha de natação: Paulo Vanti, Carlos Vanti, Joaquim Vicente, Renato, Nilson Louzada Olivato ( aquele vocalista e colaborador dos Mickeys) e outros que não consigo lembrar. Sei também que as filhas do Dr. Natal: Débora, Cyntia e a outra que não lembro também eram nossas parceiras na natação.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Gostei da foto do pessoal de Epitácio com os Beatles, acho que não os conheci.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Lembrei : A Iracema Noronha, filha da minha Professora de Ciências Janete Noronha, era uma das que muito frequentavam o Barracão - Sede dos Mickeys onde nós ensaiávamos, ele pode ajudar a esclarecer mais algumas coisas.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Sei que nós tocamos um baile de debutantes na Epitaciana e também no mesmo Palco estava a nova banda do Neder " Os Defuntos". Ele recém havia chegado de USA e trazia uma nova aparelharem e muitas novidades musicais. Foi uma loucura, as meninas rasgaram a camisa de cetim amarelo do CACHO e arrancaram a gravatinha batmasterson . Eu o encontrei chorando na escadinha do palco ( naquele tempo ele era um pouquinho caipira). Nós trouxemos ele de Caiuá, ele tocava sanfona em baile de ponta de rua, quem deu a dica desse músico para o Eduardo Avalone e Tonico e eu - que havíamos ido de trem até Caiuá atrás de um guitarrista solista - quem deu a dica foi o Pé de Pano, amigo do Tonico, e tinha um conjuntinho em Caiuá.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Saudações"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E respondemos:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Caro Ortiz, na época de adolescência de vocês eu tinha entre 7 e 8 anos de idade apenas, mas guardo em minha memória duas imagens bem nítidas de você: uma quando você partiu para uma viagem, se não me engano para Mato Grosso, trajado de escoteiro e embarcando num ônibus noturno da Viação Mota. A outra era a sua boutique com moda hippie, incluindo as grandes bolsas e chapéus de couro. Não me lembrava dessa suas iniciativas e atuações nos conjuntos. Quando você começou a descrever os fatos, algumas cenas foram reaparecendo de forma muito viva. Vou reenviar seu e-mail para o Mia e certamente ele vai ficar muito contente com o seu contato. Estamos aguardando ansiosos as suas anotações e fotos daquela década inesquecível, talvez a mais marcante do século XX.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Abraços&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dadau&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'Trebuchet MS', Trebuchet, sans-serif;color:#333333;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-171696846685001960?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/171696846685001960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=171696846685001960&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/171696846685001960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/171696846685001960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2009/01/escoteiros-sempre-alerta-e-melhor.html' title='Escoteiros: sempre alerta e melhor possível'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SYI7vD5sVrI/AAAAAAAACSM/E3CTNj7fm00/s72-c/Valderi+e+Carlinhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-4608370632891669954</id><published>2008-12-31T14:36:00.000-08:00</published><updated>2009-01-13T06:57:04.937-08:00</updated><title type='text'>Jovens nos Anos 2000</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SWyrfgp8XVI/AAAAAAAACQs/p8sGzrcK9GQ/s1600-h/Turmas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290792220083641682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 208px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SWyrfgp8XVI/AAAAAAAACQs/p8sGzrcK9GQ/s400/Turmas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SWDQdqTR4-I/AAAAAAAACPE/QzIGNe1mf_k/s1600-h/ATYAAACx8PgD9KvWloWUK71mWqTsDpp5Q_OXUA-T45GKytQOOdxK5Vf4LiUwUZbm2NGnTM-NO2i_e_ovja-fwvFOesIPAJtU9VDbD6JfOO46pIms_ZETSx8jcsE_ew.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287455170522899426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 234px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SWDQdqTR4-I/AAAAAAAACPE/QzIGNe1mf_k/s400/ATYAAACx8PgD9KvWloWUK71mWqTsDpp5Q_OXUA-T45GKytQOOdxK5Vf4LiUwUZbm2NGnTM-NO2i_e_ovja-fwvFOesIPAJtU9VDbD6JfOO46pIms_ZETSx8jcsE_ew.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aquela famosa turma dos anos 70, imortalizada nas fotos em preto e branco, reuniu-se no último dia 27 de dezembro para rever os amigos e matar as saudades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos deles - talvez os mais entusiasmados - vivem longe de Epitácio e guardam da cidade as mais ternas lembranças da juventude: o colégio, os bailes, as músicas inesquecíveis, as excursões, as paixões, os sonhos, as dificuldades das primeiras buscas, os momentos engraçados, os momentos tristes, os amigos que se foram, enfim, mil lembranças e mil alegrias na troca de beijos e abraços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles estiveram no Jardim, na escadaria da Matriz e também em frente ao Cinema, lugares onde certamente viveram os melhores momentos de suas vidas. Voltaram ao ponto de encontro na avenida Presidente Vargas e depois foram rever o rio Paraná no Portal do Lago, próximo onde se localizava o antigo Figueiral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos aqueles que não puderam estar lá, com certeza, estiveram presentes através das conversas, das gargalhadas e das muitas perguntas do tipo "E o fulano, por onde anda?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando bem essas imagens, quem ainda está longe vai poder sentir muito desse Mega Encontro de Emoções, criado e realizado por pessoas que sabem do grande valor da memória e principalmente da bela história de amizade que existe entre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fotos: Mírim P. Romeiro e amigos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color:#0000ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color:#0000ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SWDP40qveCI/AAAAAAAACO8/R1JpZQz3DOk/s1600-h/ATgAAABpIWXNGMXLJikp4PD3w0v7Xee0MTkZz0oOyT2J1ITukED-lP8VSXWN2G2SFBVk6lwDLRsFfUsHb6iiMeLz3r2JAJtU9VDPbzznVWMlVAfWHFg81Am8PDRgpw.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SV6DhGzYy4I/AAAAAAAACII/qVUEy0De3mA/s1600-h/ATgAAACRpvNnGFUo0GbBLGX8sr2bpuLelcqiMc74mdt5GSp6RAY2j8BIcLAZGmXL_p7LfUo1UwYt35jPrpoP3gQA34PYAJtU9VBdYvtcqZsQk2ulEjWuVHs3YK4-jg.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5286807617364609922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SV6DhGzYy4I/AAAAAAAACII/qVUEy0De3mA/s400/ATgAAACRpvNnGFUo0GbBLGX8sr2bpuLelcqiMc74mdt5GSp6RAY2j8BIcLAZGmXL_p7LfUo1UwYt35jPrpoP3gQA34PYAJtU9VBdYvtcqZsQk2ulEjWuVHs3YK4-jg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SVv0QWfdGnI/AAAAAAAACGQ/EvCtUE9HzQE/s1600-h/ATgAAADganQqeFwCRaxbktqlMGd-66MwA6sQks-PL3m9RKnpRkX7tSklQh7CeyucguEsGlks4X5XKW4RMPsw5j7QbSXNAJtU9VCyklxeDi9UzvohpYsXWgyVdsR5cA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5286087149402004082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 246px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SVv0QWfdGnI/AAAAAAAACGQ/EvCtUE9HzQE/s400/ATgAAADganQqeFwCRaxbktqlMGd-66MwA6sQks-PL3m9RKnpRkX7tSklQh7CeyucguEsGlks4X5XKW4RMPsw5j7QbSXNAJtU9VCyklxeDi9UzvohpYsXWgyVdsR5cA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SVv0LAluFTI/AAAAAAAACGI/pIlPVzXNJys/s1600-h/ATgAAAB9omVoQ-dUZJqW2xZYyMCpyjuTSSUhK0_7nwdIkJzJuYs3QRVSqJnXRGbKA_XffoQM5l5fM8pOvZuZXA1PPTzNAJtU9VDhazOQiqpEnN5WamhxLpDl0P-ceA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5286087057623356722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SVv0LAluFTI/AAAAAAAACGI/pIlPVzXNJys/s400/ATgAAAB9omVoQ-dUZJqW2xZYyMCpyjuTSSUhK0_7nwdIkJzJuYs3QRVSqJnXRGbKA_XffoQM5l5fM8pOvZuZXA1PPTzNAJtU9VDhazOQiqpEnN5WamhxLpDl0P-ceA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-4608370632891669954?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/4608370632891669954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=4608370632891669954&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/4608370632891669954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/4608370632891669954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2008/12/jovens-nos-anos-2000.html' title='Jovens nos Anos 2000'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SWyrfgp8XVI/AAAAAAAACQs/p8sGzrcK9GQ/s72-c/Turmas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-6357979470308482211</id><published>2008-12-20T16:03:00.000-08:00</published><updated>2009-01-13T07:33:27.779-08:00</updated><title type='text'>Adão Cruz resolveu falar</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SWy0Kd_jAtI/AAAAAAAACQ0/yiHlS0jOLy4/s1600-h/Os+BOrges.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290801754196345554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 185px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SWy0Kd_jAtI/AAAAAAAACQ0/yiHlS0jOLy4/s400/Os+BOrges.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Os personagens de Adãozinho Cruz: gente simples do povo epitaciano e suas histórias curiosas e divertidas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Finalmente Adão Virgolino da Cruz resolveu falar e abriu o baú das suas memórias. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quando escrevemos o texto sobre ele neste blog não sabíamos da existência desse livro, nem mesmo da intenção do autor em publicá-lo. Fizemos por coincidência, acaso, sorte ou intuição e eis que chega em nossas mãos um exemplar com dedicatória e uma sucessão de surpresas na sequência de páginas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Reminiscências, uma viagem no tempo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;” , coletânea de 25 crônicas sobre o cotidiano de Presidente Epitácio a partir da década de 1940, quando o autor sai da infância e ingressa no pequeno mundo social da municipalidade que ele viu nascer e florescer nas décadas seguintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As histórias não são da minha época, mas são as mesmas que ouvi da boca dos mais velhos na varanda de casa ou no quintal do sítio do meu avô Maurício, na Reta A-1. Por isso digo que elas são histórias realmente verdadeiras, “fatos”, como bem frisou o próprio Adão. Elas falam de pessoas importantes, mas também de pessoas comuns, gente simples, que são os verdadeiros agentes e construtores da história social dos povos. São figuras inesquecíveis, mas que precisam ser lembradas de forma objetiva e material para não correr o risco de serem apagadas da memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relato que mais chamou minha atenção foi &lt;em&gt;“Tragédia e mortes&lt;/em&gt;”, história fascinante que ouvi em muitas versões , porém sem os detalhes de quem testemunhou e foi ator-atuante do fato histórico. Na memória dele, além das cenas marcantes do avião circulando perigosamente sobre o povoado, com passageiros tão importantes, deve também ter permanecido o cheiro da gasolina, da fumaça e dos corpos carbonizados. Adão deve lembrar disso todas as manhãs de 27 de março.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Essa é a vivacidade da memória, que enriquece e dá brilho literário às boas narrativas. Na historiografia acadêmica chamamos isto de "mentalidades", palavra descendente do sânscrito "manas", que é a própria vivência humana em sua plenitude (tempo, pensamento, ação, sentimento e memória).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Certamente Adão não é um historiador profissional, nem acadêmico, mas é com certeza um dos nossos melhores memorialistas, que sabe captar e narrar a mentalidade de uma época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui em São Vicente está chovendo aquela chuva fininha e fria de fim de ano, que sempre nos convida ao recolhimento e à leitura de coisas gostosas e emocionantes. A chuva continua e já estou chegando ao fim dessa leitura com a mesma ansiedade do começo. E já estou pensando se vai haver um segundo ou terceiro volume dessas reminiscências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fala mais, Adão, fala!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-6357979470308482211?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/6357979470308482211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=6357979470308482211&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/6357979470308482211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/6357979470308482211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2008/12/memria-viva.html' title='Adão Cruz resolveu falar'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SWy0Kd_jAtI/AAAAAAAACQ0/yiHlS0jOLy4/s72-c/Os+BOrges.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-2916069104609669694</id><published>2008-11-28T16:00:00.000-08:00</published><updated>2009-02-23T20:16:45.631-08:00</updated><title type='text'>O legendário Grupo Seda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/STCGcbnzcbI/AAAAAAAACDI/xqYb9NCUH54/s1600-h/Seda+Cantina.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273862986660016562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 273px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/STCGcbnzcbI/AAAAAAAACDI/xqYb9NCUH54/s400/Seda+Cantina.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;O Grupo Seda animando uma brincadeira dançante na Cantina do Tio Orlando no início dos anos 70. Da esquerda para direita: Cacho, Felão, Teté , Mia , André, Tonico e Bá.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Entre o final dos anos 60 e início dos 70 em Epitácio a onda de conjuntos de ie-ie-iê teve uma primeira fase, na qual só havia performance vocal e uniformes “Pra frentex” : “Os Tigres” , “ Os Mickeys” e “ Os Terríveis”. Gil Saraiva, Mandioca (Valtinho), João Gil, Silvinho, Tita Portus, Felão, Mia, Zé Martins, Neder, Tonico Vanalli, Hércules Valim, Ortiz, Wandeley, Joaquim Vicente, Carlinhos Gotardi , Eduardo Avalone, Cacho, Nilson Olivato, Paulo Carioca e Odilon Villas Boas eram alguns dos artistas desse tempo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E depois veio a segunda fase, com instrumentos musicais e os uniformes foram substituídos por roupas extravagantes, certamente um efeito dos hippies de Woodstock. Apareceram então o “Embalo Jovem” e “Os Defuntos”. A entrada dos verdadeiros músicos em cena afastou os curiosos e “bicões” e fez com que as bandas evoluíssem em todos os sentidos. Economicamente só se tornaram viáveis quando passaram animar bailes e brincadeiras dançantes. Meu segundo irmão tornou-se músico nessa transição. Primeiro, em 1972, tocando numa banda que animava a Cantina do Orlando, instalada num galpão de uma antiga serraria na rua Maceió. A banda chamava-se Felcaxbatunimia (abreviação estilizada de Felão, Cacho, Bá ,Tonico e Mia). Depois no Grupo Seda, de Presidente Venceslau. Nessa formação de 1973, mais experientes, tocaram Tonico Vanalli (baterista radicado nos EUA), André e Bico (sopros), os guitarristas Bá, Teté e Lalo Califórnia (músico chileno que depois casou-se com a cantora Wanderléa), Mia (vocal ), Cacho (teclados), Zildo e Felão (percussionistas). &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em cidades maiores já existiam bandas profissionalizadas e famosas: em Presidente Prudente tinha “Os Sombras” e “Os Temperamentais”; em Assis despontou o “Mac Ribel”; em Marília, “Os Yarassus”; “Os Solphas”, de Oswaldo Cruz, e “Os Vibrantes”, de Adamantina. Essas bandas passaram por Epitácio, tocando nos clubes da Epitaciana, da Filarmônica, e na “Festa da Praia”, no Parque Figueiral. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/STCGMlRhhuI/AAAAAAAACDA/i9mQTBV8mT8/s1600-h/Miriam.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273862714373015266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 306px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/STCGMlRhhuI/AAAAAAAACDA/i9mQTBV8mT8/s400/Miriam.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Desfile do concurso Rainha da Praia no antigo Parque Figueiral nos anos 70. Foto: Míriam P. Romeiro.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-2916069104609669694?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/2916069104609669694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=2916069104609669694&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/2916069104609669694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/2916069104609669694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2008/11/o-grupo-seda-antiga-formao-do.html' title='O legendário Grupo Seda'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/STCGcbnzcbI/AAAAAAAACDI/xqYb9NCUH54/s72-c/Seda+Cantina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-7503579027257301874</id><published>2008-11-20T15:30:00.000-08:00</published><updated>2009-02-06T01:23:43.008-08:00</updated><title type='text'>Noites Epitacianas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SSYBQCDD11I/AAAAAAAACCY/ATQZ7Qn69vU/s1600-h/Fonte.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270901788822984530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 243px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SSYBQCDD11I/AAAAAAAACCY/ATQZ7Qn69vU/s400/Fonte.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Fonte luminosa nos anos 1960 tendo ao fundo as esquinas do Postinho e as Casas Pernambucanas. Imagem: Joãozinho Português.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O jardim da Igreja Matriz foi durante as décadas de 1960 e 1970 o principal ponto de passeio e encontro de Presidente Epitácio. Ao redor dele estavam localizados os pontos comerciais mais estratégicos como as Casas Pernambucanas, Casas Buri , o Postinho, Cine Azenha, Brasimac, Agência da Andorinha e muitos outros. As calçadas internas e externas do jardim eram uma verdadeira passarela popular , principalmente nas noites sábado, sempre ocupadas por famílias, casais de namorados, pequenas turmas de jovens amigos e muitas crianças em franca correria. Nos finais de semana que coincidiam com o pagamento de salários, para a alegria dos pipoqueiros, o jardim atraía um multidão que ficava dando voltas e mais voltas, até que desocupasse um dos bancos. Os momentos mais disputados eram quando acabava a missa e a primeira sessão de cinema. Nas noites verão, que eram as mais concorridas, fazia grande sucesso a Fonte Luminosa, com seu inesquecível show aquático multicolorido e animado pelos discos de música orquestrada. Às vezes o disco furado ficava pulando, mas todos ficam prestando mais atenção nos desenhos de jatos de água lançados no ar. A mudança de vento era o momento mais aguardado pela garotada, que ia correndo ao encontro da gostosa garoa que molhava e refrescava seus rostos. Entre às dez e à meia noite era hora de ir para casa. Muitos, antes de se recolherem, aguardavam as primeiras fornadas da padaria do Supermecado Neto, cujo destaque era o pão sovado quentinho, vendidos em deliciosos gomos. Mas o jardim era também fascinante para os notívagos, aqueles que permaneciam ali até as altas horas da madrugada. Era um desafio inconsciente à disciplina do horário ou à lei do silêncio. E numa época em que não havia tanta violência, também era possível até mesmo esperar o pôr do sol das gostosas manhãs de domingo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SSYBCg4FJVI/AAAAAAAACCQ/cTCzUq40Wac/s1600-h/photo-14.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270901556580263250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SSYBCg4FJVI/AAAAAAAACCQ/cTCzUq40Wac/s400/photo-14.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;em&gt;Nova fonte luminosa em imagem de Evaldo Pereira&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SSXzYDdQgZI/AAAAAAAACB4/eB7ap4s3bb4/s1600-h/Fonte.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-7503579027257301874?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/7503579027257301874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=7503579027257301874&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/7503579027257301874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/7503579027257301874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2008/11/noites-epitacianas.html' title='Noites Epitacianas'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SSYBQCDD11I/AAAAAAAACCY/ATQZ7Qn69vU/s72-c/Fonte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-1263000765257376043</id><published>2008-11-16T06:41:00.000-08:00</published><updated>2008-11-20T16:14:23.123-08:00</updated><title type='text'>Compras no Armazém da Bacia do Prata</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SSAz3xCr4nI/AAAAAAAABgs/lPB5x3eAhJs/s1600-h/ArmazÃ©m.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269268597173903986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SSAz3xCr4nI/AAAAAAAABgs/lPB5x3eAhJs/s400/Armaz%C3%A9m.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Ruínas do Almoxarifado da Bacia do Prata, onde ficava o armazém e o depósito de cebolas. Essa parte da Vila Tibiriçá ficou isolada com a construção da rodovia Marginal, na década de 1970. Fotos : Mia Duque e Olívia Avalone Pires- 1991&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Evaldo&lt;/strong&gt;: “Este armazém fica na beira do rio????&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Foster&lt;/strong&gt; - “O armazém ficava na entrada das oficinas da Bacia do Prata, perto do Rio”!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Todo inicio de mês era aquela correria, dia das compras no único armazém de Tibiriçá! Era por ordem alfabética, por isso a do meu Pai Fernando era logo no início! O seu Adalberto , pai do Avelar, era o primeirão! Lá se comprava desde conga até roupa! Mas o que a gente mais gostava era aquela latona da Cica 4 em 1 (goiabada, marmelada, figada e pessegada!). Era tudo anotado na caderneta e descontado no pagamento! Ningém passava dificuldades na terrinha! A carne, vinha uma vez por semana , acho que o açougue era do Baraúna! Pinguinha do saudoso pai, a gente compra no bar do Quinhone e da dona Dita! Se não tivesse, o jeito era ir até a travessia do Figueiral ou em Epitácio! Padaria? Não tinha, mas de manhã, lá vinha a carrocinha, com pão doce, pão bengala ou pão tátu! Verdura e frutas? Dia sim, dia não , o seu Myasaki e sua carrocinha dava o ar das graças, tudo no fiado, no caderninho! Bons tempos, bons tempos”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Mariza&lt;/strong&gt; - “Você agora foi fundo, heim? Parece que estou vendo aquela farinha branquinha , a carne seca e o bacalhau. O açougue era do Sr. Zé Dantas ... Meu pai era Salvador, que sufoco!”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Jair&lt;/strong&gt;- “O Ricardo agora "pisou fundo". Realmente as compras se davam por ordem alfabética, preferencialmente, em 3 dias do mês: 16, 17 e 18. Eu trabalhava na época na parte administrativa do Almoxarifado, incluía também o armazém. Na parte administrativa trabalhávamos o Sr. Domingos Maurício de Jesus (o chefão geral), os irmãos Pimenta (Fortunato e Ladislau, também conhecido como Ênio), a Jacy Xavier, Ester dos Santos e eu. No armazém trabalhavam o Sr. Paulo Cunha, quem emitia as notas de fornecimentos, o Baiano, antes de ficar cego), o Erasmo Gago e outros que não me lembro o nome e na parte de armazenagem das mercadorias o Sr. Fernando Porto. Nos dias 16 a 18 eu passava para o outro lado, ajudar o sr. Paulo Cunha na emissão das notas. Em alguns assuntos eu exagero, pois a impressão que me dá é que estou vivendo de novo aqueles tempos. ” -&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fórum no Orkut – comunidade &lt;strong&gt;“Tibiriçá, uma família&lt;/strong&gt;” entre Evaldo Pereira, Mariza Zinezzi, Ricardo Foster e Jair Tolentino. 16/10/2007&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SSAzqIsdHSI/AAAAAAAABgk/orq_jqQAkO4/s1600-h/Cebola.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5269268363004943650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 283px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SSAzqIsdHSI/AAAAAAAABgk/orq_jqQAkO4/s400/Cebola.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-1263000765257376043?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/1263000765257376043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=1263000765257376043&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/1263000765257376043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/1263000765257376043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2008/11/compras-no-armazm-da.html' title='Compras no Armazém da Bacia do Prata'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SSAz3xCr4nI/AAAAAAAABgs/lPB5x3eAhJs/s72-c/Armaz%C3%A9m.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-4926788499502042150</id><published>2008-10-26T15:21:00.000-07:00</published><updated>2008-12-21T03:58:56.010-08:00</updated><title type='text'>O velho Figueiral em imagens</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SRD9nbRsccI/AAAAAAAABgE/6Z590TJqYww/s1600-h/CÃ³pia+de+24,25+e+26.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264986818174808514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 382px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SRD9nbRsccI/AAAAAAAABgE/6Z590TJqYww/s400/C%C3%B3pia+de+24,25+e+26.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- E o Parque do Figueiral, tinha figueiras de verdade?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Não era de figueira do tipo frutífera. Eram aquelas figueiras enormes, típicas do sertão. O Figueiral ficava ao lado de Tibiriçá e o nome foi dado por causa das delas, nascidas na margem do rio e sobre um tapete verde de grama. Os galhos dessas árvores pareciam gigantescos tentáculos em direção às águas do Paraná, em busca da umidade e da luz do sol".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SRD9Mifox2I/AAAAAAAABf8/jjUgpo2NvGw/s1600-h/Bertinho+Figueiral.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264986356255868770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 269px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SRD9Mifox2I/AAAAAAAABf8/jjUgpo2NvGw/s400/Bertinho+Figueiral.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"No futuro, quem viveu o verdadeiro Figueiral nunca vai poder descrever as belezas naturais que ele possuía. O próprio Rio Paraná, com o seu fluxo natural jamais vai voltar ser o que era: as enchentes, as vazantes, as praias maravilhosas que se formavam no leito, enfim, nada será como antes, mas certamente ficará guardado de alguma forma na memória ou nos registros históricos artificiais. O Figueiral era lindo e mágico em todas as estações do ano. Tinha um entardecer que pintava no céu, durante o ano, 365 quadros totalmente diferentes um dos outros. Nas noites de luar essa magia se tornava mais profunda, misteriosa e sedutora. Quem olhasse o reflexo nas águas tinha a imagem de um enorme espelho despertando a imaginação mística e as mais reveladoras reflexões da alma".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Fotos: Bartolomeu Xavier Duque (Bertinho) e Ari Cândido (Bodão) - in memorian&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SQTtfifVHrI/AAAAAAAABds/cuXonxjA4n4/s1600-h/porto_epitacio001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5261591390765522610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SQTtfifVHrI/AAAAAAAABds/cuXonxjA4n4/s400/porto_epitacio001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Lago epitaciano, por César Aquilino&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-4926788499502042150?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/4926788499502042150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=4926788499502042150&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/4926788499502042150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/4926788499502042150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2008/10/lago-epitaciano-na-imagem-de-csar.html' title='O velho Figueiral em imagens'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SRD9nbRsccI/AAAAAAAABgE/6Z590TJqYww/s72-c/C%C3%B3pia+de+24,25+e+26.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-6411670629258536765</id><published>2008-10-04T16:57:00.000-07:00</published><updated>2008-10-05T04:40:08.260-07:00</updated><title type='text'>Adão Cruz</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SOgDdGjOAmI/AAAAAAAABaM/B6o6he0wSvE/s1600-h/Ad%C3%A3o+Virgolino+da+Cruz.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253452763837104738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SOgDdGjOAmI/AAAAAAAABaM/B6o6he0wSvE/s400/Ad%C3%A3o+Virgolino+da+Cruz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Adão Virgolino da Cruz é um desses epitacianos marcados por Mnemosine, a deusa da Memória e constantemente inspirado pela musa Clio, a protetora dos historiadores. Seu olhar profundo revela suas raízes do interior baiano que, pouca gente sabe, foi colonizado pelos bandeirantes ou paulistas que partiam de São Vicente ou São Paulo em busca das riquezas do “sertão distante”. Seu nome em hebraico - significa “Ser Humano”, Homem, gênero autêntico da nossa raça e espécie. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Seus pais vieram para Epitácio na época em que os trilhos da Estrada de Ferro Sorocabana estavam chegando nas margens do rio Paraná. Eram os primeiros baianos vindos da região de Malhada e que seguiram os passos de Guilherme Borges, sempre alegres e inteligentes, caboclos descentes de paulistas que retornaram ao mundo florestal que os havia criado séculos antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adão é um homem de lembranças precisas, informações que se ligam uma às outras num complexo emaranhado de dados históricos que só esse tipo de gente entende e sabe explicar. Muitas ruas epitacianas receberam nomes de pessoas ilustres e importantes em nosso passado social por causa da sua memória justa e límpida. Sempre foi um grande amigo do meu pai, o Toco, e primo da minha mãe, Jacy. Nunca esqueci seu olhar penetrante e seu sorriso vivo, herdados da Tia Joana, e que brilham sempre quando encontram alguém do seu agrado, principalmente os parentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora ele olha para o Paranazão, diluído em num enorme alagadiço a perder de vista. Daria tudo para captar da sua mente somente alguns instantes de suas lembranças ao observar o rio e o infinito poente do velho Mato Grosso. Quantas páginas poderiam ser escritas se Adão decidisse falar o que sabe e o que lembra sobre Epitácio e Tibiriçá. Quem sabe um dias desses ele resolve falar.&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color:#0000ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SOgDE-LPnmI/AAAAAAAABaE/b6MnmjD7z0M/s1600-h/Ad%C3%A3o+e+Paranaz%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253452349272202850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SOgDE-LPnmI/AAAAAAAABaE/b6MnmjD7z0M/s400/Ad%C3%A3o+e+Paranaz%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-6411670629258536765?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/6411670629258536765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=6411670629258536765&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/6411670629258536765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/6411670629258536765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2008/10/ado-virgolino-da-cruz-um-desses.html' title='Adão Cruz'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SOgDdGjOAmI/AAAAAAAABaM/B6o6he0wSvE/s72-c/Ad%C3%A3o+Virgolino+da+Cruz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-7567582453977419737</id><published>2008-09-30T14:58:00.000-07:00</published><updated>2008-09-30T19:48:16.718-07:00</updated><title type='text'>The Jordans em Tibiriçá</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SOKhUZnDClI/AAAAAAAABZc/hQxN6PolbJg/s1600-h/TJ.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251937487311538770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SOKhUZnDClI/AAAAAAAABZc/hQxN6PolbJg/s400/TJ.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em um dia qualquer de 1966 soubemos pela Madinha Manoela que receberíamos a visita de uma amiga muito querida, a Dona Cacilda, antiga professora primária e que ela viria acompanhada dos filhos Neno e Irupê, nascidos em Epitácio, na época em que ela lecionava em Tibiriçá. Tomamos banho, colocamos a nossas melhores roupas, sapatos com enormes fivelas e aguardamos ansiosamente os convidados. Quando as visitas chegaram tivemos uma grande surpresa: Dona Cacilda trouxe não só os filhos, mas todos os integrantes do The Jordans para conhecer nossa família e a Vila Tibiriçá. Logo que foram descobertos a nossa casa foi completamente assaltada por curiosos em busca da banda que naquele ano fazia um enorme sucesso com o “Tema de Lara”, da trilha sonora do filme Dr Jivago. Provavelmente estavam em turnê pela região e conseguiram um contrato para um grande baile na Sociedade Filarmônica 27 de Março. Eu tinha apenas cinco anos de idade, mas me lembro nitidamente do rosto de todos eles, sentados na sala da minha casa sendo apresentados pela Dona Cacilda e fazendo perguntas sobre as nossas habilidades musicais. Depois dessa visita a nossa vitrola não deu mais sossego. Ganhamos alguns discos, incluindo dos Incríveis, e logo aumentamos o nosso repertório. Nessa época éramos o grupo vocal familiar “&lt;strong&gt;Los Toquitos&lt;/strong&gt;” - Nenê, Mia, Gui, Bill e Dadau, os cinco filhos do Toco - e o nosso sucesso nos aniversários e nas festivas do Rotary era “Essa garota é papo firme”. Quem nos dirigia e acompanhava ao violão era o amigo Paulo Lopes, sempre muito atencioso e entusiasta dos novos artistas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-7567582453977419737?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/7567582453977419737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=7567582453977419737&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/7567582453977419737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/7567582453977419737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2008/09/jordans-em-tibiri.html' title='The Jordans em Tibiriçá'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SOKhUZnDClI/AAAAAAAABZc/hQxN6PolbJg/s72-c/TJ.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-926054628839604540</id><published>2008-09-30T14:40:00.000-07:00</published><updated>2009-01-04T14:00:32.434-08:00</updated><title type='text'>Rock instrumental de sucesso</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SWEwluO8ijI/AAAAAAAACPc/ta3ZLg9yUY8/s1600-h/jordan.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287560862133684786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 396px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SWEwluO8ijI/AAAAAAAACPc/ta3ZLg9yUY8/s400/jordan.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Jordans se apresentando num programa de auditório da TV Record&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um dos maiores grupos de rock instrumental do início da década de 1960, na linha dos ingleses Shadows e dos norte-americanos Ventures. 0 que distinguia os Jordans de outros grupos brasileiros na mesma linha, como Os Incríveis e The Jet Black’s, era o uso de instrumentos pouco comuns no pop-rock instrumental, como vibrafone, bandolim e três guitarras elétricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo se formou em São Paulo SP, no bairro da Mooca, em janeiro de 1956, com Aladdin (Romeu Mantovani Sobrinho, São Paulo 1941-), guitarra-solo; Sinval (Olímpio Sinval Drago, Jaú SP 1942-), guitarra-base; Tony (José de Andrade, São Paulo 1944.-), contrabaixo; Foguinho (Valdemar Botelho Júnior), bateria; e Irupê (Irupê Teixeira Rodrigues), saxofone e trompete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiraram seu nome do grupo vocal The Jordanaires, que participava das gravações de Elvis Presley. Apareceram na televisão pela primeira vez em 1958, num programa comandado por Tony e Celly Campello, na Record. A primeira gravação do grupo foi um 78 rpm pela Espaciall Mocambo, o instrumental Boudah (G. Dovan e B. Drean), no início de 1961. O grupo lançou Manito (tocando bateria enquanto Foguinho servia o exército) e Mingo, que depois formaram o conjunto The Clevers. Mais tarde, o trompetista Neno, também do The Clevers, passou a fazer parte do grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contratado pela Copacabana em 1961, o conjunto gravou vários 78 rpm, LPs e compactos. Seus sucessos incluem: Blue star (Victor Young), em 1964, e Tema de Lara (Maurìce Jarre), em 1966. Aladdin saiu em fins de 1968 e o grupo se dissolveu pouco tempo depois. Irupê transferiu-se para o grupo de samba Raça Negra, como saxofonista e arranjador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1995, com Aladdin, Sinval, Tony, Foguinho e, eventualmente, Manito, o conjunto gravou um disco de reunião, Bons tempos. Ainda ativo na segunda metade da década de 1990, foi citado em revistas francesas e inglesas como um dos remanescentes latino-americanos do pop instrumental dos anos de 1960.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: Cifra Antiga&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SWEwCTTYfmI/AAAAAAAACPU/AGMToZvDFb0/s1600-h/thejordanscfoto%20(2).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287560253609115234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 233px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SWEwCTTYfmI/AAAAAAAACPU/AGMToZvDFb0/s400/thejordanscfoto%2520(2).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;O grupo em Londes com John Lennon e Ringo Star. Os epitacianos  Neno e Irupê estão ao lado de Lennon.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-926054628839604540?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/926054628839604540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=926054628839604540&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/926054628839604540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/926054628839604540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2008/09/jordans.html' title='Rock instrumental de sucesso'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SWEwluO8ijI/AAAAAAAACPc/ta3ZLg9yUY8/s72-c/jordan.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-5721462439756177713</id><published>2008-09-18T19:19:00.000-07:00</published><updated>2008-09-18T19:40:42.027-07:00</updated><title type='text'>Casas de Madeira</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SNMN2MIe3gI/AAAAAAAABYk/KMoWLwemQNU/s1600-h/Bitmap+em+Figura+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5247553215437659650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SNMN2MIe3gI/AAAAAAAABYk/KMoWLwemQNU/s400/Bitmap+em+Figura+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Só quem viveu em Tibiriçá pode decrever a emoção de rever essa imagem captada por Evaldo Pereira. Elas ainda estão lá, resistindo ao tempo e despertando as mais deliciosas lembranças.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-5721462439756177713?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/5721462439756177713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=5721462439756177713&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/5721462439756177713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/5721462439756177713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2008/09/casas-de-madeiras.html' title='Casas de Madeira'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SNMN2MIe3gI/AAAAAAAABYk/KMoWLwemQNU/s72-c/Bitmap+em+Figura+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-5795774945517092130</id><published>2008-09-16T10:16:00.000-07:00</published><updated>2008-12-21T03:50:05.826-08:00</updated><title type='text'>O melhor futebol do mundo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SM_qJQugrAI/AAAAAAAABWs/G1NsJiZ1A1w/s1600-h/Flu.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246669535739685890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SM_qJQugrAI/AAAAAAAABWs/G1NsJiZ1A1w/s400/Flu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O plantel do lendário &lt;strong&gt;Esporte Clube Fluvial&lt;/strong&gt; nos anos 1950. Em pé, da esquerda para direita : os técnicos Tinho e Alexandre, os jogadores Toco, Zé Dez, Pedro Cera, Nenão, Tó e Meladão. Sentados: Erasmo, Sérgio Paraguaio, Baiano (depois Baiano Cego),Carlito, Bilú e o massagista João Bonito (Mendes). Os meninos são Itamar (Nenê) e Ademir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Brasil tem o melhor futebol do mundo e o melhor futebol do Brasil, provavelmente, era jogado em Porto Tibiriçá, através dos pés e jogadas mágicas dos jogadores do Esporte Clube Fluvial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pararmos para pensar, essa afirmação não é tão absurda, já que no interior do Brasil é que acontecem não somente os melhores lances, mas também os verdadeiros prodígios do futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo: o gol mais rápido mundo aconteceu na pequena cidade de Santo Anastácio, no qual o grande zagueiro Ipojucã precisou de apenas quatro segundos para concluir sua raríssima jogada. Tal feito foi documentado, reconhecido e registrado no Guiness Book, nas edições de 1995 e 1996. Ta certo que em Santo Anastácio tinha uma alta incidência de torcedores “espanhóis”, como sempre muito exagerados nas suas histórias heróicas, mas o Guiness é o Guiness...!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelé, antes de ser a suprema majestade dos campos, jogou muita bola em ruas de terra e deslizou pelos gramados de muitos campinhos da Baurú e das cidades vizinhas. Aliás, o gol mais fantástico do Rei aconteceu num jogo ignorado pela grande imprensa e pelos fotógrafos e cinegrafistas da época. Teve que ser refeito em tecnologia digital, com ajuda descritiva e encenação física do próprio Pelé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, não de se estranhar que nos jogos do E.C. Fluvial também aconteciam coisas mágicas. Dizem que um chute do Toco apavorava os goleiros, porque além da humilhação natural do gol vazado, a bola furava a rede. Tudo bem que as redes daquela época não eram tão resistentes como as de hoje, mas que furava, furava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez em Tibiriçá apareceu um jogador chamado de “Assembléia” - se não me engano era parente do Zé Dez - que durante a partida resolvia andar de chuteiras sobre a trave do gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para lembrar uma malandragem ensinada pelos técnicos do Fluvial, para uso nos momentos críticos do jogo: na marcação corpo-a-corpo o atleta aproveitava-se da distração do juiz e do bandeirinha, pegava a mão do adversário e prendia no sovaco e saía correndo, puxando. Arrastado e sem entender o que estava acontecendo, o jogador adversário fazia força em sentido contrário para tirar sua mão presa no sovaco. O juiz olhava de longe aquela cena aparentemente injusta e desleal e....falta! ou até mesmo, quem sabe, uma penalidade máxima! Isso não é folclore: ouvi da boca do próprio Toco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então porque duvidar que em Tibiriçá se jogava o melhor futebol do mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntem o para o pessoal da Epitaciana...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-5795774945517092130?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/5795774945517092130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=5795774945517092130&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/5795774945517092130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/5795774945517092130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2008/09/o-brasil-tem-o-melhor-futebol-do-mundo.html' title='O melhor futebol do mundo'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SM_qJQugrAI/AAAAAAAABWs/G1NsJiZ1A1w/s72-c/Flu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-8861845873492292427</id><published>2008-08-24T11:45:00.000-07:00</published><updated>2008-09-02T10:53:59.581-07:00</updated><title type='text'>A educação e o futuro</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SL17u-zZhcI/AAAAAAAABTE/ckgNlLrnxBE/s1600-h/E.Normal,+1969.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241481588391904706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SL17u-zZhcI/AAAAAAAABTE/ckgNlLrnxBE/s400/E.Normal,+1969.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SL17mz2_55I/AAAAAAAABS8/mKpRAo1z138/s1600-h/Ferraz+e+turma.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241481448015259538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SL17mz2_55I/AAAAAAAABS8/mKpRAo1z138/s400/Ferraz+e+turma.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No final da década de 1960 a educação brasileira ainda era um assunto de elite. O acesso aos cursos superiores era raríssimo e a classes médias só conseguiam, no máximo, concluir o “colegial” (atual ensino médio). Terminando o “Ginásio” (da 5ª a 8ª série), os alunos já tinham que optar pelas áreas especializadas: o Ensino Técnico, com ênfase nas habilidades profissionalizantes; o Ensino Científico, com ênfase teórica nas ciências exatas, preparatórias para os vestibulares de medicina, engenharia, etc; e o Ensino Clássico, voltado para as ciências humanas ou habilitação para o magistério das séries “primárias”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pleno regime militar e envolta em perigosos conflitos de terras na região do Campinal, Presidente Epitácio estava se preparando para ingressar na sua juventude política. As serrarias ainda lideravam a oferta de trabalho local e a cidade deveria passar nos próximos anos por um dos períodos mais difíceis da sua história como comarca pública. Seria a prova decisiva para o crescimento ou então a decadênia urbana. Era uma época em que o Brasil estava se aproximando da casa dos 90 milhões de habitantes, o ensino particular era restrito e as escolas públicas ainda não haviam sido afetadas pelos problemas da explosão demográfica e da massificação dos costumes. Os alunos pobres abandonavam a escolas para trabalhar na lavoura e os mais problemáticos e rebeldes eram sistematicamente reprovados ou expulsos dos quadros escolares. O modelo industrial de trabalho e organização corporativa reinava e criava os paradigmas burocráticos de controle e produtividade. Quanto maior o número de funcionários, maior o poder de competição das empresas. Expandir negócios significava contratar grande contingente de mão-de-obra qualificada para realizar tarefas intelecto-manuais. As placas de “Precisa-se” ou “Contrata-se” eram peças fixas nos muros e portarias das "firmas". Como sempre, quem estudava e se preparava certamente estaria à frente dessa corrida, não pelas vagas, que eram muitas, mas pelas carreiras de destaque, longas, duradouras e bem remuneradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos promissores, principalmente para os jovens o interior que sonhavam com o casamento, um bom emprego e uma carreira numa “multinacional” instaladas  nos grandes centro urbanos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esses jovens epitacianos estavam em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;pleno salto para o futuro, que seria prosperar na década de 1980 e colher os frutos desse esforço nas décadas de 1990 e 2.000. A turma sênior são formandos de 1969 da Escola Normal (na varanda da A.A. Epitaciana) e a turma júnior eram alunos do Colégio Estadual de Presidente Epitácio (atual Antônio Leitão), no final na década de 1970.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotos: Edmar e Bastos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SLH4lhmVJ4I/AAAAAAAABQc/VfPx71zyE48/s1600-h/EN+35+anos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238241165166585730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SLH4lhmVJ4I/AAAAAAAABQc/VfPx71zyE48/s400/EN+35+anos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SLH4SycRQGI/AAAAAAAABQU/LuQb7s8WERE/s1600-h/E.Normal,+1969.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E o futuro chegou: formandos de 1969 reunidos 35 anos depois&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color:#0000ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color:#0000ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-8861845873492292427?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/8861845873492292427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=8861845873492292427&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/8861845873492292427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/8861845873492292427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2008/08/educao-e-futuro.html' title='A educação e o futuro'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SL17u-zZhcI/AAAAAAAABTE/ckgNlLrnxBE/s72-c/E.Normal,+1969.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-1613676008733048162</id><published>2008-03-31T10:15:00.000-07:00</published><updated>2009-08-19T04:35:19.125-07:00</updated><title type='text'>Como era ser jovem nos anos 70</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SLxXgZ7Wj_I/AAAAAAAABSs/szR9p0ME3a8/s1600-h/Turma+70.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241160280579674098" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SLxXgZ7Wj_I/AAAAAAAABSs/szR9p0ME3a8/s400/Turma+70.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/R_Eet6ONX4I/AAAAAAAAA7Q/nOaT3c1X3No/s1600-h/Turma+no+Haiti.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183958420151951234" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/R_Eet6ONX4I/AAAAAAAAA7Q/nOaT3c1X3No/s400/Turma+no+Haiti.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"  &gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Excursão de jovens epitacianos em Presidente Prudente. "Patota" reunida na avenida Presidente Vargas, provavelmente em frente ao Haiti.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No início dos anos 1970 não existia internet, DVD, nem celular. Mas os jovens eram todos modernos e avançados para a época. A vida tinha um ritmo muito diferente de hoje e eles, apesar da ousadia e até das loucuras hippies, tinham uma rotina muito estranha aos dias de hoje. Nas cidades do interior esse ritmo era muito mais lento e os dias, as semanas, os meses e os anos demoravam muito para passar. Nas ruas, os carros e caminhões eram raros. As bicicletas circulavam aqui e ali sem causar transtornos no trânsito. O comércio não era agitado e nem dava sinais de desespero com infinitas liquidações. Não havia multidões. As lojas e os bancos eram monótonos e repletos de funcionários. Os correios eram muito freqüentados e as caixas postais estavam sempre cheias de envelopes contendo alguma novidade. As cartas demoravam muito para ir e voltar. Havia também um silêncio típico das localidades distantes dos grandes centros urbanos e a ausência da infinidade de barulhos que existem hoje. Em Epitácio os dias eram longos para quem trabalhava e interminável para quem não fazia nada. Mesmo depois de ir ao colégio e fazer suas obrigações diárias, como ir ao curso de datilografia ou corte-costura, o jovem tinha muito tempo de sobra para pensar no que iria fazer nas horas vagas. O período livre, geralmente à tarde, era talvez o mais duradouro. Logo após o almoço estabelecia-se um clima de “siesta”, um sol de rachar mamona e ninguém nas ruas. As varandas e as árvores acolhiam toda essa preguiça, sem culpa, em cadeiras de fio de nylon ou em velhas redes, até que alguém tivesse uma idéia do que fazer tarde a dentro. Os canais de TV não eram muitos e a programação também não tinha muitas opções. O rádio era muito chato, não havia FMs, e já era considerado coisa do passado. Era ainda uma época em que a leitura de livros, almanaques, enciclopédias e revistas era a melhor forma de obter informações. Os telefones não tocavam como hoje e muito menos com tanta freqüência. Para fazer um contato era necessário pedir uma ligação para a funcionária que ficava de plantão no posto telefônico. Ela dizia: “Telefonista”! E a gente pedia: “288, por favor” ou então “349”, numa época em que os aparelhos de plástico colorido já estavam se popularizando. Se ninguém ligasse ou não aparecesse para bater papo a solução era colocar uma bermuda Lee com a barra desfiada, uma camiseta básica, calçar um keds e procurar alguém ou a turma. Se juntassem duas ou três pessoas, logo os outros iam chegando e formavam-se as “patotas”, como essas das fotografias. Uns estavam na avenida Presidente Vargas, provavelmente em frente ao Haiti, bar e restaurante que marcou época no final dos anos 60 e início dos 70. Seria um sábado , um domingo ou uma daquelas quartas-feiras inconseqüentes, sem nada pra fazer? Outros estavam no Figueiral, num Baile da Filarmônica ou na Epitaciana, ou então em alguma divertida excursão para uma cidade próxima. São rostos conhecidos e facilmente reconhecidos. Bom seria se pudéssemos contar a trajetória de cada um deles: quem eram, os que estavam planejando ser, que sonhos tinham em mente, o que aconteceu com cada um deles e por onde andam.&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/R_Ec-KONX3I/AAAAAAAAA7I/r-x5TydtndU/s1600-h/Jovens+no+Figueiral.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183956500301569906" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/R_Ec-KONX3I/AAAAAAAAA7I/r-x5TydtndU/s320/Jovens+no+Figueiral.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;Amigos na praia formada em frete ao antigo Parque Figueiral&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/R_EctaONX2I/AAAAAAAAA7A/QKCeezw3uic/s1600-h/Baile.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183956212538761058" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/R_EctaONX2I/AAAAAAAAA7A/QKCeezw3uic/s320/Baile.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;Jovens epitacianos num baile na Sociedade Filarmônica 27 de março. Fotos Míriam P. Romero.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-1613676008733048162?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/1613676008733048162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=1613676008733048162&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/1613676008733048162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/1613676008733048162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2008/03/como-era-ser-jovem-nos-anos-70.html' title='Como era ser jovem nos anos 70'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SLxXgZ7Wj_I/AAAAAAAABSs/szR9p0ME3a8/s72-c/Turma+70.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-6660411828347967970</id><published>2008-01-28T04:54:00.000-08:00</published><updated>2011-07-28T17:26:46.377-07:00</updated><title type='text'>Tibiriçá e a Epopéia Paulista</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SSmaLpT6xhI/AAAAAAAACCo/iyRGq0OYXHg/s1600-h/SP_Antigo.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 306px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271914363672512018" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SSmaLpT6xhI/AAAAAAAACCo/iyRGq0OYXHg/s400/SP_Antigo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Um mapa do final do século XIX mostra o Oeste Paulista na área verde como "terrenos despovoados "&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O pionerismo paulista é provavelmente uma das mais importantes epopéias registradas nos arquivos da história brasileira. E foram três os momentos do ímpeto conquistador que impulsionou a marcha de ocupação territoral que daria origem ao mais rico e próspero estado da federação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O primeiro aconteceu na colonização mercantil do século XVI, com a formação das Capitanias Hereditárias, na qual o engenho vicentino de Martim Afonso foi o modelo empreendedor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O segundo, já no século XIX, foi marcado pela expansão cafeeira, inicialmente na direção da Serra da Mantiqueira e posteriormente para o meio oeste , na grande região de Campinas e Ribeirão Preto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E finalmente, na primeira metado do século XX, através da implantação da enorme malha ferroviária rumo ao extremo oeste, espalhando estações e grandes contigentes humanos em busca de trabalho e do sonho de felicidade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Primeiro os caminhos de terra e água e depois os trilhos de ferro, do litoral vicentino até às margens do rio Paraná, de olho no infinito sertão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Portanto, o Porto Tibiriçá é a “cellula-mater” do extremo-oeste paulista e do Pontal do Paranapanema. Muito antes que as principais cidades da região fossem fundadas e adquirissem o status de vila, distrito ou municipalidade, Tibiriçá e a Estrada Boiadeira se organizavam como estabelecimentos empresariais e fatores e sócio-econômicos que estimulariam as futuras instituições políticas da Alta Sorocabana. O autor desse evento histórico que deu origem ao município de Presidente Epitácio foi o Capitão Francisco Whitaker. Este, com o auxílio de 25 homens, cumpria uma das metas da Diederichsen &amp;amp; Tibiriçá, futura Companhia de Viação São Paulo - Mato Grosso, para estabelecer um ponto de comunicação viária entre os dois estados e concluir as obras da Estrada Boiadeira, sua principal base de negócios na região. O porto recebeu o nome do médico Francisco Tibiriçá, sócio da empreitada - afastado dos trabalhos de expansão por uma enfermidade -, e primo do então governador do estado, Jorge Tibiriçá Piratininga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas a história dessa região é muito mais antiga do se imagina, pois remonta o período pré-cabralino e atinge os tempos inesquecíveis da exploração colonial. Enquanto São Vicente foi o marco de partida da trajetória histórica do Estado de São Paulo, o Porto Tibiriçá é o ponto de chegada dessa jornada de cinco séculos de pionerismo e ocupação territorial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A investigação histórica tem as suas dúvidas, perguntas que não se calam e que dão sentido filosófico ao trabalho de pesquisa e síntese historiográfica. Gostaríamos de poder responder quem eram os 25 homens que acompanhavam o Capitão Francisco Witaker, de onde eles vieram, quais eram seus nomes e sobrenomes. Que qualificação e experiência profissional eles tinham para participar dessa empreitada? Eram mateiros ou sertanistas, simples homens rústicos e aventureiros? Quais eram as suas crenças e perspectivas de vida? Eles permaneceram em Tibiriçá ou na região? Deixaram descendentes ou foram ganhar a vida em outras empreitadas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tudo isso nos faz refletir que esse fato ocorrido em 1º de janeiro de 1907 é mais do que uma simples data perdida nos arquivos do passado. Qual é o seu verdadeiro significado histórico? Quais poderiam ser as repercussões políticas e culturais diante da constatação de que o Porto Tibiriçá não foi apenas uma vila de moradores de uma empresa que, como tantas outras da mesma época, já não existem mais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;As tradições são fortes e duráveis, mas muitas delas são construídas em cima de inverdades, produto do imaginário humano e principalmente da necessidade de dar explicações míticas para coisas que a razão não consegue explicar. Não é coincidência que a palavra “tradição” possui a mesma raiz das palavras “tráfico” e “traição”. A tradição inventada toma força social quando ela preenche um vazio cultural deixado pela ausência da verdade. Como dizia o dramaturgo Dias Gomes, a tradição inventada é a arte de transformar “aquilo que foi sem nunca ter sido”. Epitácio, como todas as outras cidades, possui suas histórias verdadeiras e também suas tradições inventadas. Quais são elas? Como podem ser diferenciadas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Essas questões só podem ser solucionadas quando os fatos, bem documentados e questionados, substituem os mitos. Mesmo assim, diante da impossibilidade da verdade estar acessível a todos, os mitos persistem, se incorporam nas crenças e passam a fazer parte da mentalidade e dos hábitos do povo. Essa é diferença entre o mito e a História. Essa é a diferença entre a facilidade de realçar o 1º de janeiro de 1907 como uma nova tradição, uma nova crença cívica, e a possibilidade de questionar, por exemplo, por que a cidade adotou um nome que nada tem a ver com as suas origens mais remotas, suas verdadeiras raízes históricas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por que nas cidades da região, não existem monumentos em homenagem ao Capitão Francisco Witaker, placas comemorativas com o nome de Francisco Tibiriçá e do Cel. Francisco Sanches, peças artísticas ilustrando os povos indígenas que habitavam a região em tempos remotos ou dos operários, novos bandeirantes, que aqui desembarcaram para construir o porto e a estrada que deu origem a tudo que vemos hoje? Por que nas escolas não se ensina a nossa história regional, com já é costume nas sociedades que sabem valorizar a sua memória? Por que não incluir no currículo escolar, em todos os níveis, a história do Porto Tibiriçá, da Companhia de Viação São Paulo-Mato Grosso, do Serviço de Navegação da Bacia do Prata, da Mate Laranjeiras, da construção da Ponte Maurício Joppert, da Usina de Porto Primavera, das serrarias, das grandes fazendas de invernada, das rivalidades regionais, dos “bóias-frias” e dos conflitos de terras no Pontal ?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Essa foi a nossa principal intenção ao reunir nesse livro multisciplinar uma diversidade de textos não somente para extaltar o caráter cívico do evento, mas também cumprir sua função educativa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nada será como antes: a memória&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A História das pequenas cidades do interior, quando relatadas de forma linear e cronológica, tendem a ser monótonas , como a própria vida que acontece nelas todos os dias. Raramente encontramos heróis ou personagens de destaque, exceto aqueles que saíram dali para brilhar em outros lugares. Mas quando recorremos à memória pessoal, as coisas e os acontecimentos adquirem um ritmo diferente, mais dinâmico e veloz. Até mesmo as pessoas mais simples e aparentemente insignificantes tornam-se personalidades importantes e aparecem como agentes sociais tão influentes quanto os que normalmente aparecem em destaque nos tradicionais livros de história. Esta não é uma dessas narrativas de tempo de longa duração e sim de fragmentos e cenas esparsas, colhidas no intervalo de duas gerações. Daí o motivo de termos escolhido o formato de uma entrevista, que é o apelo direto a uma fonte primária, “testemunha ocular da História...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidente Epitácio sempre teve fama de terra de “forasteiros”, de gente “aventureira”. Como diversas outras localidades do oeste paulista, tornou-se um lugar de passagem para quem iria aventurar no Mato Grosso ou no Paraná. Era tudo ou nada, terra de promissão ou terra de ninguém. Nesses anos todos já teve muitos apelidos e adjetivos que refletiam o estado de espírito de quem opinava sobre suas características. Nos primeiros tempos quem estava insatisfeito com a cidade dizia que ele era uma “Cidade sem Deus”. Na década de 1990, quando Epitácio recebeu os funcionários da CESP e das empreiteiras das obras da Usina de Porto Primavera, essas famílias eram discriminadas como “barrageiros”, gente que, segundo o preconceito popular, não inspirava confiança porque não possuía vínculos culturais com a cidade. Muitos barrageiros se foram em busca dos seus sonhos. Porém, muitos outros ficaram porque, para eles, Epitácio era o lugar que procuravam. E tem sido assim, desde quando surgiram os primeiros migrantes na década de 1920. Muitos deles apenas passaram pela localidade, buscando algo que jamais iriam encontrar, pois, na verdade, estavam perdidos nos labirintos do mundo íntimo, sem rumo existencial, em busca de si mesmos. Mas boa parte dessa gente ali ficou porque tinha destino certo, talvez um pouco incerto, mas sabiam que não corriam atrás de uma ilusão. Queriam fincar raízes. Por isso, a maior parte do povo de Epitácio não nasceu na cidade, mas nela se fixou para viver e realizar seus sonhos de prosperidade. E quando as pessoas procuram uma cidade para morar certamente estão procurando algo mais do que simplesmente sobreviver. Querem não somente a prosperidade material, mas também a realização espiritual. É essa idéia de buscar a felicidade que nos faz compreender porque tanta gente deixa seus lugares de origem para nunca mais voltar. Partem para lugares distantes ou próximos porque precisam realizar sonhos, fantasias, projetos, ambições, etc, que quase sempre se tornam, na visão deles, impossíveis onde estão suas primeiras raízes. Foi assim também que muitos epitacianos foram parar em lugares que a gente nem imagina, como o nosso quase anônimo entrevistado, que partiu do crepúsculo alaranjado do sertão em busca do azul do mar. Como muitos outros pirangueiros que hoje vivem fora, embora distante, ele guarda em sua memória uma boa parte da história do lugar onde nasceu e viveu sua infância e parte da adolescência. São lembranças de acontecimentos, de pessoas e costumes que revelam a importância das raízes, das referências que perduram no tempo e no espaço. É um epitaciano da segunda geração, descendentes de pioneiros e forasteiros, de uma época que a cidade era apenas uma promessa. Hoje Epitácio já está entrando na terceira geração e muito breve não terá mais a presença física dos habitantes da primeira hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comparando a história de Epitácio com a história de outras localidades entendemos de imediato que o tempo realmente é relativo, pois aquilo que nos parece velho e antigo, em outros lugares é novo e recente. Epitácio é uma cidade velha para quem lê os relatos dos primeiros desbravadores, imaginando que o Capitão Francisco Whitaker, fundador do Porto Tibiriçá e, portanto, de Epitácio, viveu nos tempos remotos da colonização portuguesa. Muito pelo contrário. Apesar do isolamento, dos perigos da selva, da precariedade de recursos, em 1907 o mundo já era bem moderno. Paris era uma cidade de três milhões de habitantes, tinha galerias de compras mais sofisticadas que os shoppings atuais e já ditava a moda. Em Londres e Nova York já havia metrô, jornais e revistas de grande circulação e exposições de arte e tecnologia. Quando os trilhos da Estrada de Ferro Sorocabana chegaram em Epitácio, em 1922, em São Paulo estava sendo organizada a Semana de Arte Moderna, uma verdadeira revolução estética na arte e na comunicação. Quando a cidade instalou sua Câmara Municipal e teve o seu primeiro prefeito, entre 1948 e 1949, o mundo estava em plena Guerra Fria e no auge da pesquisa nuclear. Nenhuma das ruas de Epitácio eram calçadas quando, em 1963, os Beatles foram apresentados como a nova sensação pop, no programa de TV de Ed Sullivan. E finalmente, em 1969, quando, fazendeiros e posseiros do Campinal disputavam a bala um pedaço de terra que mais tarde seria inundado pelo lago artificial, os astronautas da Apolo 11 estavam desembarcando na Lua e pensando na conquista do Espaço Sideral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso tudo que Epitácio é, ao mesmo tempo, uma cidade velha e também uma cidade nova, dependendo do ponto de vista de quem observa a sua história. Nessa conversa com um epitaciano nascido em Tibiriçá, a memória vai e volta nessa modernidade e também na antiguidade sertaneja. Em alguns momentos ele penetra também na pós-modernidade caipira, provando que Epitácio é de todos os tempos, e que desde a sua origem mais remota, esteve o tempo todo contextualizada e sempre será um fragmento da história do Brasil e do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- &lt;em&gt;Você é um epitaciano vivendo longe de Epitácio&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Nasci no Porto Tibiriçá e atualmente estou em São Vicente, na região metropolitana de Santos. Já havia morado em São Vicente, entre 1974 e 1984; depois morei e estudei em São Paulo, voltei para Epitácio na década de 1990, morei em Campo Grande –MS, voltei para São Paulo e retornei para São Vicente, cidade que possui ligações históricas e espirituais com Epitácio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como você foi parar na Baixada Santista?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Sou do interior e muita gente do interior vem para a Capital, para o litoral e também vai para o exterior. Sou de Tibiriçá e creio que tem muitos e tibiriçaenses e epitacianos em vários lugares do Brasil e do mundo. Tem muita gente da nossa terra vivendo no litoral, em São Paulo, em várias regiões do Brasil, nos Estados Unidos, na Austrália, no Canadá, na Inglaterra, na França, em Portugal, na Holanda e até na Suíça. É provável que tenha morrido algum pirangueiro no Word Trade Center... No Japão também tem epitacianos, é claro! Mas, como você bem disse, a gente vai para os lugares por algum motivo muito mais forte do que a gente imagina. Certa vez eu fiquei fascinado pelo mar. Acho que isso também aconteceu com a minha mãe. Foi ela que teve a idéia de mudarmos para o litoral. Acho que era um tipo de angústia que ela sentia na alma durante décadas e só curou quando mudamos para o litoral. Herdei isso dela. Meu pai sentia a coisa de forma contrária: vivia com o pensamento voltado para o sertão, lugar onde acreditava ter vivido os melhores momentos de sua última existência e, no final dela conseguiu realizar o sonho de morar novamente em Epitácio. Seu corpo está enterrado no Horto da Igualdade. Aliás, eu soube que as pessoas fazem questão de ter seus corpos enterrados em Epitácio, pessoas que estavam vivendo na América do Norte e nunca tiraram Tibiriçá e Epitácio da memória sentimental. O céu do sertão é diferente do céu do litoral; o poente e o nascente repercutem de forma diferente no psiquismo das pessoas e isso influencia nas escolhas importantes que elas fazem na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Como isso aconteceu, esse fascínio pelo mar?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Eu tinha 10 anos quando vi o mar pela primeira vez. Foi em 1972, quando fomos passar uma rápida temporada em Praia Grande. Naquela época a rodovia Castelo Branco, que liga a Capital e o interior, ainda era nova e nas proximidades de São Paulo, Osasco e Barueri, não havia muito tráfego de carros. Para descer a serra era necessário cruzar a capital e chegar até Via Anchieta. A Rodovia dos Imigrantes era só um projeto. Naquele ano meu pai, um pequeno mas persistente jogador, tinha tirado a sorte na loteria federal e ganhou um prêmio de 65 mil cruzeiros, logo transformados em uma casa, que nunca chegamos a morar, em pequenos empréstimos para amigos, pagamento de dívidas e uma Combi zero quilômetro, na qual fizemos essa longa viagem de uns 700 quilômetros para Baixada Santista. Saímos de Presidente Epitácio ainda de madrugada e fomos até Ourinhos pela rodovia Raposo Tavares. Mas lembro mesmo dos postos de gasolina da BR, na Castelo; aos meus pequenos olhos aquilo tudo era muito grande. Saímos de madrugada e pouco depois do meio dia já estávamos deslizando pelas “curvas da estrada de Santos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O que você sentiu quando foi se aproximando do mar? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Fomos descendo a Serra e meus olhos foram se projetando fixamente no Oceano Atlântico e então, finalmente, eu vi o mar azul, não tão azul quanto tinha visto no cinema. A diferença era que esse azul tinha o cheiro da maresia, aumentando ainda mais o meu fascínio pela paisagem deslumbrante do litoral. Meu pai dirigia bem devagar, talvez por cautela e também para aproveitar o espetáculo. Tinha visto algumas fotos dele e do meu avô, falecido em 1966, os dois em trajes de viajantes e depois de sunga numa praia de Santos, nos anos 40, provavelmente a do José Menino ou do Gonzaga. Ainda hoje não consigo explicar direito o que eu sentia naquele momento. A ansiedade para chegar rapidamente ao lugar para onde se viaja, tão comuns nas crianças, em mim era uma ansiedade de quem buscava algo diferente no horizonte. Mas a imagem do Atlântico penetrou na minha retina e tornou-se inesquecível, assim como o cheiro de maresia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Lembranças funcionam como um filme na cabeça da gente , não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Exatamente! Parece uma sucessão de quadros, como no cinema. Principalmente quando você está sozinho sentado numa varanda meio escura, pensando na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- As casas que a gente mora marcam de maneira forte a nossa memória. Você tem lembranças vivas disso?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Vi numa foto a primeira casa que morei. Era de madeira, tinha uma varanda enorme, dessas em que as pessoas ficam conversando despreocupadamente. Essa casa ficava na rua Belo Horizonte, em direção ao cemitério velho. Nessa foto eu estou no colo da minha “Madinha Manoela”, uma senhora que não era parente do nosso sangue, mas tinha um vínculo espiritual muito forte com todos nós. Criou minha avó, retirante do sertão baiano, criou minha mãe e praticamente seus cinco filhos, incluindo eu, o caçula. Quando os meus avôs chegaram em Tibiriçá, vindo ainda jovens do Rio de Janeiro e da Bahia, também receberam dela abrigo e proteção. Dessa casa eu não me lembro nada. Minha primeira lembrança vem da casa em Tibiriçá, uma vila de funcionários da companhia de navegação. Tibiriçá era um porto fluvial do rio Paraná, hoje inundado pela represa da usina hidrelétrica de Porto Primavera. Foi lá que nasceu Epitácio, no início do século XX. Essa empresa de navegação tem uma história interessante. Toda a região oeste de São Paulo tinha sido alvo de grandes empreendimentos de colonização, estimulados pela expansão das ferrovias, no sentido capital-interior. Presidente Epitácio, porto próximo a Tibiriçá, era a última estação de um ramal da Estrada de Ferro Sorocabana, que começava na Estação Júlio Prestes e terminava nas margens do rio Paraná, divisa com Mato Grosso, na época um só estado. A Companhia de Viação São Paulo-Mato Grosso era uma desses empreendimentos de colonização. Adquiriu uma vastidão de terras entre os dois estados para explorar a pecuária de corte e a navegação comercial. Uma outra empresa famosa na região era a Mate Laranjeiras, remanescente da época imperial, da Guerra do Paraguai. A Viação São Paulo-Mato Grosso pertenceu inicialmente a Arthur Diederichsen e a Francisco Tibiriçá, primo do então governador Jorge Tibiriçá, de quem recebeu amplo apoio político nesses negócios. Essa companhia deu início a sua atividade exploratória com uma expedição que partiu da região de Piracicaba, penetrou no interior pelo rio Tietê até ser concluída com a fundação do Porto Tibiriçá, no Rio Paraná, em 1907. O pai da minha “Madinha Manoela”, seu Daniel Ferreira da Silva, provavelmente estava nessa expedição histórica do Capitão Francisco Whitaker.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Era um novo tipo de bandeirantismo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Foram os últimos bandeirantes com suas monções. O percurso que eles fizeram, a bordo de batelões, partindo sem saber se iriam voltar vivos, era uma típica empresa de risco e aventura dos antigos bandeirantes. Não tinha nada de heroísmo; era puro negócio de colonização. Quem inventou essa idéia de heroísmo foi a historiografia romântica do século XIX, em busca de mitos e heróis. A região do Pontal era inóspita e também muito atraente, pois tinha permanecido isolada por séculos. Mais ainda estava muito vivo o espírito dos tempos da Capitania Vicentina e do neocolonialismo industrial. Empresários eram aventureiros. Veja, por exemplo, o caso do industrial europeu Jan Antonin Bata, do ramo de calçados e couros. Bata possuía curtumes e fábricas na Checoslováquia. Com a expansão do nazismo e o aumento do risco de perseguições, resolveu negociar uma troca de capitais com empresários alemães radicados no Brasil. Bata era uma espécie de visionário utopista e dizia para os amigos que tinha vindo ao mundo com uma missão de fundar cidades. Sua utopia visualizava uma grande área geográfica de produção agro-industrial interligada pela navegação nos rios e trilhos de ferrovias. Entre essas inúmeras fazendas, loteadas pela própria empresa, surgiriam seus tão sonhados núcleos urbanos. Ainda hoje existem em Mato Grosso do Sul pequenas cidades que levam seu sobrenome, combinado com sufixos da língua tupy-guarani: Bataguassu e Bataiporã. O Porto Tibiriçá também foi produto dessa fantástica mentalidade colonizadora. Era o local onde seria a base da expansão da empresa exploradora. Uma planta desenhada em 1906 mostra os detalhes da futura vila que incluía ruas, casas, armazéns, estaleiros, enfermaria, casas de funcionários, escritórios da empresas e muitos outros detalhes técnicos como canalização de água, esgoto e drenagem pluvial. Mas a utopia de Jan Bata e de outros estrangeiros não teve o fim que ele planejara inicialmente. Nos anos 40 o Brasil entrou na guerra ao lado dos Aliados contra o Eixo e Getúlio Vargas resolveu encampar as atividades empresariais consideradas estratégicas, incluindo a Companhia de Viação São Paulo Mato-Grosso. Na época não foram revelados os detalhes dessa estatização, o que rolou de verdade nos bastidores, mas, no frigir dos ovos, surgiu uma nova empresa de capital federal, controlada pelo Ministério dos Transportes: o Serviço de Navegação da Bacia do Prata. Simplesmente conhecida como “Bacia”, ela era uma verdadeira teta estatal que alimentou muitas bocas em toda aquela região; bocas de todos os tipos, merecedoras e usurpadoras. Meu pai e minha mãe (ainda solteiros), como meus avôs, também se tornariam funcionários públicos da Bacia e foi dela que tiramos o nosso sustento. Aliás, nós fomos morar na Baixada Santista porque meus pais estavam em situação funcional de “disponibilidade” do governo federal. A Bacia foi fechando suas portas a partir de 1967 e os funcionários que não optaram pelo regime da CLT permaneceram em compasso de espera até a aposentadoria compulsória. A construção da ponte sobre o rio Paraná e o fracasso de muitos negócios da navegação acelerou a decadência da empresa, que vinha apenas sendo adiada há anos, pelos subsídios estatais. No caso dos meus pais essa espera durou quase 10 anos. Digamos que foi uma longa e confortável espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como seus pais ingressaram na Bacia?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Meu pai trabalhava como tesoureiro e minha mãe como almoxarife e mais tarde secretária da diretoria, cargos imponentes, mas de salários humildes. Ambos tinham ingressado no serviço público por indicação política e depois se efetivaram em concurso público do DASP. Minha mãe contou-me que o seu cargo foi conquistado após a realização de uma tarefa curiosa. Na década de 50 havia chegado em Tibiriçá um grande contingente de migrantes do sertão baiano, gente simples, a maioria analfabeta. A missão dela era ensinar os adultos a escrever apenas o nome, para depois obterem título de eleitor. A tarefa, que certamente tinha um interesse eleitoral, foi realizada com êxito e a promessa de emprego foi cumprida. Meu pai não me contou como ele obteve o posto dele. Só contou que uma vez, quando os militares tomaram o poder em 1964, nosso sossego noturno foi incomodado pelos membros militares de uma Comissão de Inquérito. Ele foi interrogado durante a madrugada, um tipo de tortura psicológica. Queriam saber de umas irregularidades administrativas cometidas pelos comunistas infiltrados durante o governo do Jango. Minha mãe se lembrou de queimar no quintal alguns livros suspeitos, presentes do Dr. Álvaro Monteiro, importante funcionário da Bacia e ligado ao Partido Comunista. Meu pai não sofreu nenhum tipo punição, pois não tinha vínculos com o alvo preferido dos militares. Essa nuvem negra passou e logo a Bacia, usada durante anos como cabide de empregos políticos, seria desativada. Quando isso aconteceu, mudamos para Epitácio. A vila Tibiriçá foi sendo abandonada pelos funcionários até ser vendida para um frigorífico que se instalou na cidade. Passou a ser chamada de Vila União e depois Vila Bordon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sua família inteira trabalhava nessa empresa?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Meus avôs eram funcionários da antiga Companhia Viação e depois da Bacia, ambos ex-marinheiros que haviam chegado ao posto de comandante de embarcação. Durante muito tempo o gerente dessa empresa foi seu Guilherme Borges, marido da nossa Madrinha Manoela. Eles tinham uma filha, que morreu aos 17 anos, vítima de tuberculose. Nessa época, em 1940, minha mãe tinha uns três anos de idade, e foi adotada pelo casal, a pedido da própria filha, pouco antes de morrer. Foram morar uma temporada na Fazenda Indiana, hoje município, próximo de Presidente Prudente. Essa fazenda era propriedade da Companhia Viação São Paulo-Mato Grosso. Depois voltaram para Tibiriçá e anos mais tarde o casal acabou se separando. Minha mãe possuía faculdades psíquicas mediúnicas desde os primeiros anos da infância. Nossa “Madinha Manoela” era católica, marianista, não sabia lidar com o problema e pediu ajuda para um amigo da cidade de Santo Anastácio. Era o Sr. João Machado, comerciante, espírita e grão-mestre da maçonaria. Minha mãe estudou em Anastácio alguns anos, aprendendo ali as primeiras noções de controle da sua mediunidade e voltou para Tibiriçá. Nessa época meu pai foi estudar em Bauru, no Colégio Agrícola, onde conheceu e jogou bola com o Dondinho, pai do Pelé. Dizem que meu pai jogava um bolão. Jogou no Esporte Clube Fluvial, mantido pela Bacia e com um plantel de atletas formado por funcionários da empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tinha muito índios na região, antes dos madereiros?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Toda essa região era povoada de índios, inclusive os coroados, conhecidos pela agressiva hostilidade para com os brancos. O resultado foi o brutal desaparecimento dessas tribos. Apesar de ser vista como uma crença, eu tenho uma convicção que essa região tem um “karma” , uma dívida espiritual para com os índios que aqui viviam. Numa ocasião eu estava visitando uma exposição de objetos indígenas no salão da A.A. Epitaciana e tive uma experiência muito curiosa: uma mulher de uns 25 anos de idade, com fortes traços indígenas percorria o salão falando sozinha, pronunciando frases aparentemente desconexas. A pessoa que estava comigo reclamou que estava sentindo um sono incontrolável e eu mesmo não parava de bocejar. Enquanto isso a mulher reclamava em voz alta, na língua tupy, e fazia gestos de indignação. Percebi, então, que não se tratava de uma pessoa com problemas mentais. Na exposição havia objetos funerários de um cemitério indígena encontrado próximo ao antigo Figueiral. A mulher provavelmente estava mediunizada e, de forma agressiva, protestava contra aquela exposição, para ela uma violação de coisas sagradas. Me lembrei que alguns anos antes, quando esses objetos foram encontrados e levados pelos arqueólogos da UNESP, escrevi no jornal local -A Fronteira-, um pequeno artigo sobre o fato e reclamava agressivamente que os objetos deveriam permanecer em Epitácio. Na época fui repreendido por algumas pessoas que achavam que não havia necessidade para tanta hostilidade com os pesquisadores. Não entedia também por que tinha escrito aquelas coisas, como se estivesse muito revoltado. Entendi naquela exposição o que estava acontecendo. O mundo espiritual e mágico dos índios ainda estava bem vivo e fazendo cobranças sobre o desrespeito com as suas tradições. O sono e os bocejos não era mero acaso. Objetos antigos possuem saturações magnéticas poderosas, produto psíquico da mentalização emocional dos cultos e crenças. Sempre tenho esse tipo de sensação quando entro em sebos de livros e museus. Várias pessoas já me confessaram ter a mesma impressão. Confesso que naquele dia senti medo e que poderia acontecer algo parecido com o caso dos arqueólogos que violaram o túmulo de Tutankâmon, no Egito. Eles foram sendo misteriosamente mortos por doenças contagiosas. Pensei comigo, para me tranqüilizar: deve ser somente um protesto. Mas eu ainda continuo achando que, mais cedo ou mais tarde, toda essa dívida dos colonizadores deverá ser resgatada. Eu tenho certeza que muitos deles já voltaram e ainda voltarão “reencarnados” nas melhores famílias da região para acertar essas contas com as pessoas e com a sociedade que lhe causaram prejuízos materiais e morais. A presença de portugueses na colonização dessa região não foi uma coincidência. A nossa ligação com São Vicente também não é produto do acaso. Era de lá que partiam as primeiras expedições bandeirantes em busca da riqueza do interior. A lendária estrada indígena Peabiru, do litoral até o Peru, começava na região de São Vicente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Presidente Epitácio e Presidente Venceslau possuem ligações históricas?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Sim. Epitácio, contra a sua vontade, tornou-se filhote político de Venceslau. A autonomia de Epitácio foi um doloroso processo de separação no qual Venceslau tentava impedir que a s coisas seguissem seu curso natural. A elite social de Venceslau sempre foi muito bem educada, tradicionalista, orgulhosa e conservadora. Epitácio e Venceslau possuem uma rivalidade histórica, uma relação mal resolvida de amor e ódio, inveja e admiração, repulsa e atração. Venceslau tinha domínio político sobre Epitácio e a tal rivalidade nasceu da luta pela autonomia contra essa insistência de controle. Os rapazes de Venceslau sempre chamaram as garotas de Epitácio de “biscates” e a cidade de “Porto Putácio”, mas depois alguns deles ou delas, por ironia do destino, se casavam com epitacianas ou vinham morar na cidade que detestavam. E vice-versa. A rivalidade também rompia a barreira do município e do Estado. Cheguei a presenciar uma briga política pelo controle de um sindicato de fazendários em Campo Grande no qual as duas chapas eram polarizadas por agentes tributários epitacianos e venceslauenses. É uma rivalidade idêntica entre Santos e São Vicente e muitas outras cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quais são as suas origens culturais e raciais?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Como a maioria dos habitantes de Epitácio, sou descendente de migrantes nordestinos (negros e mestiços) e imigrantes europeus. Meus pais casaram-se em 1954. Em 1955 nasceu meu primeiro irmão, Carlos Maurício; em 1957 nasceu o segundo, Hélvio; em 1958 nasceu o terceiro, Guilherme; em 1959 nasceu o quarto, Nilton. E finalmente, pelas mãos da velha parteira espanhola de Santo Anastácio, Dona Dolores, foi a minha vez: em 23 de agosto de 1961, às 5:30 da manhã, há apenas alguns horas antes da famosa renúncia de Jânio Quadros. Minha mãe teve cinco meninos, em casa, sem frescura e sem cesariana. Em 1973 nossa família adotou um menino, Natalino, vindo de uma numerosa família de ribeirinhos do antigo Porto XV, do lado sul-matogrossense do rio Paraná. Coisas do “destino”. Todos esses nascimentos foram supervisionados pela “Madinha Manoela”, bem como os primeiros e melhores anos de nossas existências. O Dr. Alberto José Assad era o médico da família, aliás, de todas as famílias. Era médico pioneiro na cidade e um excelente clínico geral, de boa memória. Perguntava pra gente quem eram os pais, deduzia quem eram os avós e sapecava o diagnóstico. Dizia ele: “ Seu pai morreu com problemas cardíacos, seu avô também. Portanto, você também corre o risco. Já tem mais de 30 anos, não precisa mais jantar e se entupir de cerveja! Meus dois avôs, Maurício Xavier Duque e Carlos dos Santos, eram negros, casados com brancas. Uma descendente de portugueses e índios; e outra imigrante húngara da Colônia Arpade. Estes últimos vieram da Europa logo após a Primeira Guerra Mundial. Dois dos irmãos de minha avó paterna eram soldados do Império Austro-Húngaro e morreram em combate. Próximo a Caiuá, à 16 quilômetros de Epitácio, existiam várias colônias européias. As Igrejas também eram diferentes, uma ortodoxa e a outra romana. Meu bisavô paterno, da família Szucs, era comerciante, dono de armazém e de um alambique. Gostava de uma boa cachaça e também era músico. Na Colônia húngara organizavam-se bailes nas noites de sábado. Meus dois avôs freqüentavam esses bailes e com certeza foi num deles que pintou um “clima” entre o negão carioca e a mocinha estrangeira, branquinha e de olhos azuis. Meu outro avô, o baiano, tinha fama briguento e sempre arrumava confusão nesse bailes. O carioca era um gentleman, sempre vestia ternos de linho branco impecáveis. Era educado, culto, político e sempre atento aos acontecimentos que geravam oportunidades. Foi ele que iniciou nossa família no Espiritismo. Na casa dele tinha uma estante com livros de Allan Kardec e muitas outras publicações espíritas; e sempre realizavam-se sessões mediúnicas. Meu avô baiano, da região de Malhada, era bem diferente. A família era mais rústica, gostava da vida rural, de criar gado, etc. Apesar de tudo, das bebedeiras e brigas, seu Maurício era considerado um ótimo piloto e sua experiência para resolver problemas de navegação lhe deu uma chance de comando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É verdade que Epitácio sempre foi uma cidade famosa? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Epitácio era uma cidade portuária e tinha uma zona de meretrício famosa em toda região, ponto de encontro e de uma perigosa rivalidade de marinheiros e boiadeiros. Muitas mulheres eram tiradas da zona e mantidas como amantes de fazendeiros, administradores de fazenda e outros poderosos das cidades vizinhas. Muitas não eram da zona, mas eram as “outras”, com herdeiros e tudo mais, que precisavam ser mantidas em outra cidade, mas não muito longe dos homens que bancavam as despesas. Epitácio, vulgarmente chamada de “Porto”, era a cidade ideal: era motivo de constantes viagens de negócios e farras, ficando com a fama de cidade libertina. O lugar sempre foi muito cobiçado e invejado pelas cidades da região, pelo de clima quente, alegre, festivo; pela paisagem bonita, da fartura de peixes, de aventureiros, de mulheres bonitas, muitas delas mestiças, filhas de uniões proibidas; mulheres sensuais e disponíveis. A fama também dava a Epitácio um outro estereótipo: cidade de pretos, de carnaval, de futebol, enfim, de hábitos mal vistos e até mesmo impraticáveis na maioria das comunidades burguesas e moralistas do interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Marinheiros, boiadeiros... explica melhor tudo isso. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Marinheiros, marujos, não sei se essas palavras são corretas, pois lembram o mar. Deveria ser algo do tipo “fluvieiros”, para combinar com navegação fluvial. Boiadeiro é uma palavra correta e histórica, porque hoje é coisa do passado. Não existe mais a atividade de conduzir boiadas, através de comitivas. Ao contrário do marinheiro, que sobrevive até hoje, sobretudo com a promessa da hidrovia, a figura clássica do boiadeiro foi desaparecendo na medida que as rodovias foram substituindo as estradas boiadeiras. O que existe hoje é o vaqueiro ou o peão de fazenda, também chamado de peão de boiadeiro, ou ainda o americanizado “cawboy” de rodeio. Até hoje existe em Epitácio as duas Estradas Boiadeiras, que margeiam o perímetro urbano: ao sul, em direção ao asfalto (rodovia Raposo Tavares) e ao norte, de frente para o rio, paralela à antiga Rodovia Marginal. Hoje as boiadeiras são ruas e futuramente poucos se lembrarão que elas eram utilizadas para o embarque e desembarque do gado comercializado entre São Paulo e Mato Grosso. A rivalidade entre marinheiros e boiadeiros nasceu da disputa de competência profissional na atividade de embarque e desembarque nas balsas que faziam a travessia no rio Paraná. Essa disputa era naturalmente esfriada pelos chefes das comitivas e das embarcações, mas quando eles se encontravam na Zona a coisa pegava fogo, e as brigas eram naturalmente aquecidas pelas bebedeiras e disputas pelas mulheres. Os boiadeiros eram valentes, explosivos e barulhentos. Já os marinheiros se impunham pela astúcia e pela força física. Meu avó Maurício foi na juventude um típico marinheiro do Paranazão, mistura de bom malandro e operário. Resta saber de qual tipo as mulheres gostavam mais. Eu conheci figuras históricas das comitivas de boiadeiros: seu Zico Bueno, Zé D’Orácio, Disná. Andavam pelas ruas em trajes típicos, com botas e esporas, fazendo um barulhão. Seu Zé D’Orácio era muito amigo do meu pai; tinha a voz rouca , adorava cerveja gelada e dar gargalhadas. Essa gente rústica, a maioria de bom coração, foi sumindo com o tempo, mas deixou uma tradição viva nas cidades por onde passaram. Outra coisa que me lembro muito bem eram os estouros de boiadas. Acontecia na hora do embarque ou do desembarque, quando o gado se afunilava em alguma passagem de piquete. Eu ficava fascinado com as notícias desses estouros, pois eram considerados perigosos para as crianças. Sempre que possível, pois eu morava em Tibiriçá - bem perto do atracadouro das balsas, a gente ia para a barranca do rio ver a travessia do gado. Era um espetáculo natural ver toda aquela poeira levantada pela movimentação dos cavalos e do gado, sobretudo quando os boiadeiros rodavam e estalavam no ar aqueles chicotes longos para corrigir o fluxo da boiada. O estouro era sempre um momento de muita tensão e expectativa, de muita gritaria e xingamentos. Essa atividade de travessia entrou em decadência quando foi construída a Ponte Professor Maurício Jopert, ligando a rodovia Raposo Tavares e a BR 265 – Rodovia Manoel da Costa Lima, no extinto Porto XV de Novembro. No início dos anos 60 a ponte foi marco e também uma promessa de desenvolvimento, pois acreditava-se que ela traria progresso para toda a região. De certa forma trouxe, mas um tipo de progresso diferente do que se imaginava. É o progresso de passagem. Ele passa pela estrada e você fica olhando... Próximo da ponte instalaram-se postos de estrada, clubes de campo, chácaras, empresas de exploração de areia e pedra, o distrito industrial e mais tarde a Centro de Lazer do Sesi. É interessante lembrar que um dos engenheiros que coordenava a construção da ponte tornou-se prefeito de Epitácio, o Dr. José Natal de Carvalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E a sua casa em Tibiriçá, foi marcante?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- A casa de Tibiriçá era muito interessante: tinha um quintal espetacular, sem luxo, mas enorme, cheio de árvores frutíferas e ornamentais e de muitas possibilidades para fantasias de criança. Tinha varanda em “L” revestida de ladrilho ocre, muito usado nos anos 60 e que servia para refrescar o corpo nos meses de calor. Em frente tinha um enorme campo de futebol, rodeado de árvores de cedro. Eu apanhei muito da minha mãe, nas pernas, com uma varinha seca que se acumulava debaixo dessas árvores. Embaixo de alguns desses cedros também tinham bancos feitos de madeira. Na esquina próxima tinha um que era o mais freqüentado da vila, até altas horas da madrugada e por isso era chamado de “Banco do Pecado”. Do outro lado do campo tinha algumas casas e um clube, onde funcionava o salão de bailes e o cinema. Nessa casa de Tibiriçá me lembro de algumas coisas marcantes. Minha mãe chorando na varanda ao receber a notícia de que um tio nosso tinha tentado suicídio com um tiro na cabeça. Não conseguiu morrer e a bala ficou alojada num do ouvidos. Quando esse tio vinha em casa me deixava impressionado ao vê-lo, durante as refeições, mastigar vagarosamente para não sofrer a dor causada pela bala. Outra cena, na imagem do rio, próximo a Bomba D´água, foi a chegada dos corpos de três funcionários da Bacia que morreram afogados durante um temporal noturno, quando pescavam. Um deles era casado com uma tia, irmã do meu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Você morou em Tibiriçá durante muito tempo, estudou lá?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Morei entre 1961 e 1967. Nessa época da qual eu estava falando antes, entre 1968 e 1970, já estávamos morando em Epitácio, na rua Curitiba. A casa era alugada do Sr. Pedro Melado, um antigo comerciante espanhol e dono de muitas casas na cidade. Em 1968 eu entrei na primeira série da escola primária, no Grupo Escolar Engenheiro Orlando Drumond Murgel. Tinha seis anos de idade e completaria sete somente em agosto. Dona Raquel Ribeiro foi minha primeira professora. Era muito rigorosa e constantemente fingia não me reconhecer para que eu não confundisse as coisas. Eu sabia que ela era de Tibiriçá, na época esposa do seu Marino e nora do Sr. Armênio Ribeiro, ex-chefe da Bacia. A escola de Tibiriçá e o grupo de escoteiros também tinham nome do Sr. Armênio. Gaúcho e conservador, foi ele quem trouxe para Tibiriçá a idéia da procissão de Nossa Senhora dos Navegantes, tradicional em Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- &lt;strong&gt;Era a mudança dos anos 60 para os anos 70. Era uma época bem barra pesada, politicamente falando...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- A gente só escutava rumores. Havia “subversivos” e também “dedo-duros” na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Epitácio teve algum tipo de envolvimento nos conflitos políticos da época?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Sim. Na região do Pontal do Parananema ressurgiram as antigas disputas de terras entre grileiros e posseiros. Em Epitácio o fazendeiro Zé Dico, em confronto com posseiros, foi morto por um grupo comandado por um militante de esquerda apelidado de Gaúcho, membro de uma dessas organizações de luta armada. Meses antes dois posseiros da família Kurac, pai e filho, tinham sido mortos por pistoleiros. As terras eram devolutas, pertencentes ao Estado e, anos mais tarde, seriam utilizadas no projeto de reforma agrária da Lagoa São Paulo, próximo ao bairro do Campinal. Na época tudo isso era visto como coisa de bandidos e terroristas. Essa era imagem que era passada para a população através da imprensa sob censura ou conivente com o regime militar. O caso repercutiu tanto que foi motivo de reportagens em grandes jornais, teses acadêmicas e até de livro do famoso escritor Antonio Callado. Ironia do destino ou não, o Zé Dico era sogro da Isabel Alonso, educadora e ativista política de esquerda e herdeira da famosa Fazenda Bandeirantes. Em 1988 Isabel foi candidata a prefeita de Epitácio, pelo PT, e tinha como vice o sindicalista e bancário Nelson Weller, grande entusiasta da invasão de terras no Pontal, morto num acidente de automóvel. Quem sabe no futuro ele vira nome de rua em Epitácio. A história é uma roda de existências dentro do ciclo eterno da vida. Lendo o livro “Chão Bruto”, de Hernani Donato, dá para entender porque o Pontal continuou sendo palco de violência e desmandos por causa da terra. Posseiros e grilheiros se reencontram em papéis invertidos para ajustar velhas contas. Os que ontem eram vítimas hoje se tornam algozes no círculo vicioso do ódio e da vingança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como foi sua infância na cidade?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Muita brincadeira e camaradagem. Em Epitácio tinha três coisas que atraiam a molecada: o rio Paraná, que era perigoso e matava muita gente afogada. Só os moleques mais atrevidos iam nadar no rio ou no córrego Caiuazinho, perto do antigo matadouro. Tínhamos medo do seu Zé Damasceno, que era comissário do juizado de menores, e da Guarda Mirim, comandada pelo seu Joaquim Soldado. A segunda coisa era os pastos das fazendas - de proprietários portugueses, antigos madeireiros - que cercavam a cidade, onde íamos atrás de forquilhas para estilingues e caçar passarinhos. Nessa época não havia consciência ecológica; matar passarinhos e derrubar árvores ainda era coisa normal. E a terceira eram serrarias, instaladas em terrenos enormes. A maioria delas também eram de proprietários de origem portuguesa (Sarraipa, Baltazar, Lopes, Gomes). Algumas faliram no final dos anos 60 e permaneceram como fantasmas de uma época de muitos empregos. Abandonadas, elas eram excelentes locais para brincar. Em quase todas elas tinham depósitos de pó-de-serra que, para nós, eram verdadeiras montanhas. Era emocionante. Nessa época também apareciam muitos circos na cidade. Tinha um grande cinema, o Cine Azenha e muitas sorveterias. As festas eram regadas a Q-suko; refrigerantes, só em ocasiões especiais. As festas de casamento eram mais atraentes. Dependendo da condição social dos noivos e dos padrinhos, tinha churrascadas com mandioca e muita bebida, gelada em tambores de zinco. Os carnavais eram nos clubes: Associação Atlética Epitaciana, para a elite; e a Sociedade Filarmônica 27 de março, para a classe média em ascensão. Os mais pobres brincavam no Centro Comunitário. Passar da Filarmônica para a Epitaciana poderia ser um exemplo de mudança de status-quo. Ingressar no Rotary, no Lions ou na Maçonaria sempre foi também uma indicação de prestigio social. Aliás, o grande termômetro dessas mudanças era a Coluna Social, cujo representante clássico foi o José Ramos Júnior, o Zé Bolinha. O colunista, uma espécie de “João do Rio” epitaciano, que sempre usava traje brancos, atuava no jornal e no Alto Falante. E anunciava a hora dizendo: “ No meu Lanco Especial, são tantas horas e tantos minutos”. Lembro que durante a comemoração da Copa do México, em 1970, o Ivan Noronha arrumou a maior confusão na avenida principal por que deu nele um banho de farinha de trigo. Deve ter achado que o trigo combinava com a roupa branca... Uma outra figura importante da comunicação epitaciana foi o Nildo Macedo – espécie inesquecível de Professor Pardal. No verão surgiam as sorvetadas ou as Festas do Guaraná, versão infantil das Festas da Cerveja, com aquelas canecas grandes de cerâmica. As famílias colecionavam essas canecas e as exibiam nas estantes da sala. As festas cívicas também eram especiais. O aniversário da cidade - no dia 27 de Março -, e o 7 de Setembro. Nessas ocasiões não faltava o desfile de fanfarra e os carros alegóricos. Quando cresci um pouco mais fui tocar corneta na fanfarra do Colégio ( Antonio Leitão) ou do Rural (18 de Junho), sob a direção do Mané Kotai. Ele tinha um trompete pessoal e , no auge do desfile de 27 de Março ele solava o “Parabéns pra você”. Meus grandes amigos de infância nas ruas eram o Eder Majolo e o Elder Leitão. O primeiro foi morar no Mato Grosso e o segundo morreu ainda jovem pilotando um avião. A gente revirava a cidade e os arredores em busca de novidades. Nosso local preferido e proibido era a Zona, na época bem longe da área central. As casas eram na sua maioria de madeira. A mais imponente e importante era a Casa da Gaúcha, um sobradão de esquina. Tinha uma casa de alvenaria, que a gente falava de “material” com um grande luminoso escrito “ Walkíria”. O local era muito freqüentado pelos caminhoneiros e as mulheres viviam nuas e enroladas em toalhas, num evidente truque de sedução. A Zona ficava num bairro então despovoado, próximo ao cemitério novo ( Horto da Igualdade). O acesso era difícil para quem andava a pé. Os charreteiros eram os taxistas da época e os carroceiros eram os fretistas. As mulheres da Zona freqüentavam o comércio da cidade utilizando charretes e por isso elas(as charretes) eram apelidadas de “balaio de puta”. Nos anos 90 tentou-se reativar as charretes para incrementar o turismo, mas o preconceito contra elas ainda era muito recente. Uma vez o nosso grupo de escoteiros viajou até a cidade de Panorama para procurar cobras para o Instituto Butantã. Fomos dar uma volta na cidade e escolhemos uma charrete. Foi uma farra de gargalhadas e vergonha porque ninguém queria mostrar a cara, mesmo numa cidade estranha, porque estávamos dentro de uma charrete...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Esse grupo de escoteiros era do tipo escocês, do Baden Powel?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Era uma imitação tropical, mas bem organizada. Nasceu em Tibiriçá e adquiriu uma conotação militar, influenciada pela Marinha de Guerra. Escoteiros do Mar em pleno sertão, por causa do rio. Em Presidente Prudente e outras cidades da região existiam grupos com esse modelo escocês. O nosso era mais descontraído. Ao invés do chapéu igual ao da Polícia Montada do Canadá, usávamos um “bibico” ou “ caxangá” de marinheiro. O escotismo é uma atividade educativa interessante por que ensina o companheirismo e independência dos pais. Mas também tem coisas ruins e perigosas: a pedofilia, por exemplo, era uma prática que podia ocorrer no escotismo, assim como nos ambientes religiosos e esportivos, onde crianças e adolescentes ficavam em situação vulnerável. A gente tinha que ficar esperto porque podia aparecer alguém com essas tendências estranhas, que tinha sofrido abuso sexual quando era criança, etc... Mas, no geral, tudo era muito divertido e educativo. Aprendíamos coisas boas como a disciplina de horário, preparo de refeições, de limpeza e higiene, organização pessoal, sobrevivência na “selva humana”. O escotismo adquiriu um forte caráter militarista na época do regime militar e nos anos 90 foi pendendo para o ecologismo. Em Epitácio, na época da Semana da Pátria, era montado um acampamento de demonstração, em frente da Capitania dos Portos, na atual Praça Almirante Tamandaré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Uma coisa que marca bastante a vida no interior são as tragédias, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- É verdade. Quando acontece todo mundo fica muito chocado. Na década de 1970 foi o Euclides - que também era escoteiro -, o irmão mais velho do Jêra e da Mazé, o do Seu Ernesto Coser e Seu Amândio Pires. Recentemente aconteceram os acidentes do filho do Roberto Bérgamo, do Quirino e do Tião Lima; e também dos filhos do Tião da Farmácia. O próprio Mané Kotai morreu num acidente de carro. Tudo é encarado de forma muito dramática, de forte efeito coletivo. Quando eu era moleque, durante o dia eu ficava nos velórios, ia nos enterros e depois passava a noite em claro, com medo dos defuntos. Morando ainda na mesma rua Curitiba me lembro de uma madrugada na qual vieram acordar meu pai para identificar os corpos de três jovens mortos em um acidente na rodovia Raposo Tavares, próximo ao Posto do Arlei. Um dos jovens era o meu primo, Aloísio Dunke. Meu avô, que havia desencarnado dois anos antes, em 1966, nos disse numa reunião mediúnica de família que tinha sido avisado dessa passagem do primo, não dos detalhes, que seria um acidente, nem da data, mas que haveria o desencarne e que ele deveria preparar-se para receber o neto em sua nova morada. Ele nos relatou esse fato com um certo humor porque, segundo ele, como Espírito recém-liberto das dúvidas de além-túmulo, ainda não conseguia esconder sua preocupação, como se ainda estivesse na Terra, ao receber essa “notícia antecipada” de morte. Entre os encarnados a notícia do acidente foi dada alguns dias após acidente pela Gazeta Epitaciana, do Professor e na época correspondente do Estadão, Waldemar Lourenço. Uma foto do enterro dos três rapazes mostrava em primeiro plano umas garotas trajadas de bandeirantes - escoteiros femininos-, acompanhando o féretro. A foto era em preto e branco, mas eu me lembro que o uniforme delas era feito de brim azul marinho. A que mais se destacava, em primeiro plano, era a Margarete, filha da Nair Cabeleireira e do Orlando da Cantina. No início dos anos 70, Margarete casou-se grávida com o Homero, um jovem artista plástico muito alegre e fraterno. O casamento aconteceu na cantina, numa cerimônia inesquecível, em ambiente hippie místico, tipo Hair, com muitos jovens cantando músicas alegres e cantos religiosos de paz e amor (Shalon, Shalon...). Fui ao casamento em companhia do meu colega Gilmar Saraiva, cujos irmãos e irmãs mais velhos tinham sido realmente convidados. Éramos dois meninos curiosos observando tudo ao redor. Gilmar era um pouco mais velho e me informava dos detalhes que a maioria do convidados desconhecia. O fato da noiva estar casando grávida e com vestido lilás era o destaque. Não me recordo se teve padre fazendo a celebração e, se teve, deve ter sido feita pelo padre Olívio Reato, sacerdote muito liberal, admirador da caipirinha do Finanbar. Padre Olívio, foi posteriormente transferido para a cidade de Limeira. Margareth e Homero desencarnaram em 1986 num trágico acidente de carro quando saíram de São Paulo para passar um fim-de-semana em Lins. Com eles também se foram os dois filhos e uma irmã do Homero. Nunca me esqueço que, na tarde de sexta-feira, ao sair da agência de publicidade que ele dirigia em São Paulo, no centro da cidade, depois de uma rápida visita, pois era muito ocupado, Homero fez questão de nos acompanhar para tomar um café. Estava eu, ele, o Mia, o Ferraz e o Set Levy, judeu de Nova York, hóspede da Olívia Helena Pires. Estava alegre, como sempre, satisfeito com a prosperidade e o sucesso da agência, cheio de projetos. Estava também se despedindo de nós. Mantivemos uma ligação psíquica e espiritual durante muitos meses após o acidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;strong&gt; Você se lembra da política da cidade?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Claro! Era tudo muito folclórico e engraçado. Nunca me esqueço que, num comício que fui com meu pai, no Campinal, um candidato japonês era muito aplaudido porque tinha um discurso rápido e objetivo. Colocava o dedo indicador na cabeça e dizia somente: “Campinaro, consciência!”. No interior a política é levada para o lado pessoal. É como religião e time de futebol. Faz parte de um espetáculo de jogo e comunicação social. Consciência e política são duas coisas difíceis de combinar. Meu pai chegou a ser vereador sem nunca ter dito uma só palavra num comício. Ele se elegeu como suplente e tomou posse quando o dono da cadeira mudou de cidade. Nessa época vereador era voluntário, não ganhava salário. Os políticos tradicionais de Epitácio eram Reginaldo Bitencourt ( Régis), Joel, Jerônimo Ribeiro, Temístocles Maia, Domingos Marinho, Valdir Loyola, Natálio Abib Salomão, Vivaldo Lauro Langhi, Velozão. Meu avô paterno foi vereador na segunda legislatura, em 1953. Todos eram de fora. Mas o que me lembro com muita clareza foi uma campanha polarizada entre o Velozão e o Roberto Schneidwind (“Filho da Terra ama a terra...”, dizia a música de comício) – ARENA versus MDB – Panela versus Minhoca. Celebridades populares como o professor Hermes Martins e o poeta João Brilhante animavam os comícios da Minhoca e da Panela. Quem governava o Estado era o Laudo Natel e o Gal. Médici comandava o regime militar. Foi dessa campanha que surgiu mais tarde o fenômeno eleitoral Élio Gomes. O ideólogo da campanha do MDB foi o Valim, militante de esquerda, marido da dona Berta do bazar. O organizador da campanha da Panela era o seu Paulo Lopes. O povo ficou fascinado pela candidatura do MDB. Aconteceu uma passeata na avenida na qual uma grande minhoca feita de palha foi sendo carregada nas costas pelos simpatizantes, parecendo aqueles desfiles chineses do Dia do Dragão. Fiquei impressionado com aquela cena porque as pessoas que desfilavam estavam em estado de delírio e histeria coletiva. Muitos sonhavam que iriam acontecer mudanças profundas na história da cidade. Lembro que um colega de escola me desprezava com ódio e inveja porque meu pai era partidário da panela. O garoto, filho de gente bem simples dizia, empolgado e iludido,que todos aqueles prédios antigos da região da rua São Paulo seriam transformados em indústrias para o povo trabalhar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nesse tempo que você morou fora de Epitácio você visitava a cidade?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sim. Nas férias sempre dava um pulinho na cidade. É muito bom você voltar para a cidade de onde você saiu. As músicas que existem sobre esse tema são sempre emocionantes. Quem mora no interior desenvolve naturalmente um “complexo de Jeca”, mas quando você sai do interior esse complexo muda para uma espécie de “orgulho de raiz”. E tem outra vantagem: você se torna foco de interesse de quem ficou e fica sendo paparicado. Quem sai alimenta para sempre uma visão romântica do lugar e das pessoas. A gente sempre fica pensando nas madrugadas calmas e silenciosas, sente no vento o cheiro do mato e do rio. Era interessante voltar porque a gente imaginava que, por estar fora, o tempo ali não passava. Ficava surpreso quando descobria que as coisas que aconteciam fora também repercutiam por lá, do tipo moda, eventos políticos, novidades tecnológicas. Falando nisso, a primeira vez que vi uma TV a cores foi na vitrine da Brasimac, que ficava bem em frente da Igreja Matriz. Foi em 1973. Fiquei tão espantado que saí correndo para contar a novidade para os amigos. Me lembro que o Varlô me esnobou com o muitas risadas dizendo que na rodoviária de São Paulo tinha muitas delas. No interior a TV tinha um significado muito mais mágico. Fiquei sabendo mais tarde que, nos anos 60, foi feita em Epitácio uma gravação da novela “A Cabana do Pai Tomás”, da TV Tupi. O rio Paraná fez o papel do rio Mississipi... (Risos). Quando compramos uma TV, ingressamos na modernidade dos anos 70. As novelas eram incríveis: A Fábrica, o Hospital, Selva de Pedra, Beto Rockfeller, o Bofe, o Espigão e Gabriela (coloridas). O rádio estava em baixa na cidade. Só escutava quando íamos passar uns dias no sítio do meu avô, na Reta A-1, em Mato Grosso, inclusive a Hora do Brasil, na hora do jantar. Nessa época a prefeitura instalou uma TV no jardim da Matriz. Era uma festa popular, principalmente nas noites de domingo, quando também funcionava a fonte luminosa. Aliás, no jardim acontecia de tudo. Era o principal centro de referência urbana. Era próximo da estação de trem e no seu redor localizava-se o comércio forte: Correios, Coletoria Estadual, Capitania da Marinha de Guerra e escritório da Marinha Mercante, Banco Cabeça de Boi, Casas Pernambucanas, Casas Buri, Casas Karazawa, Brasimac, as principais farmácias (do seu Marinho, do seu Antônio, do Paulo), Armazém do Velozo, Oficina Yoshitake, Bazar XV, Alfaiataria do Garrido, Consultório do Dr. Alberto e dos dentistas mais requisitados, de um monte de advogados, escolas de datilografia e admissão, hotéis (Central, Tropical, Brasil) gráfica do seu Bonilha, Açougue do João Garganta, açougue da Dona Maria e da Dona Pina, Bazar da Dona Berta, agências da Andorinha e Mota, Loja e Serviço de Alto-falante do Pedro Yaraian, Fórum (depois Câmara Municipal), Padaria e Supermercado do Neto, Postinho, Bar do Ponto, Pipocaria do seu Bides, Restaurante e sorveteria da Dona Helena Weller e tantos outros. Figuras de todos os tipos circulavam no jardim. Epitácio era cidade “fim-de-linha” e recebia no último trem noturno (22 horas) as levas de marginalizados da Capital e outras cidades do estado. Todos eram atendidos no Centro Social São Pedro e encaminhados para as fazendas, como mão-de-obra barata. Os mais problemáticos permaneciam mendigando pelas ruas. Alguns deles marcaram época como andarilhos incorrigíveis: o Perobinha, que andava com penduricalhos pelo corpo; o Índio, que era negro, e morava no cemitério velho (atual Abrigo de Velhos) e o famoso Bragadá, que tinha delírios de grandeza: exibia uma grande ferida na perna e dizia que tinha sido um acidente aéreo. Uma figura também inesquecível que circulava pelo jardim, após a sessão de cinema era uma cara paranóico que fantasiava ser agente secreto – duplo e triplo – da CIA, KGB, e até da SS nazista. Ele fazia revelações interessantes sobre as ligações secretas de pessoas importantes de Epitácio com celebridades e órgão internacionais: “O Fulano é informante dos tupamaros; o Cicrano é perigoso, pois é agente infiltrado na prefeitura, a serviço do general Pinochet; o Beltrano trabalha para a Golda Meir, ministra de Israel. Na minha primeira viagem de retorno e férias em Epitácio, em 1974, fiquei surpreso ao saber que ele era um dos guardas de segurança da Caixa Econômica, trabalhando armado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tinha “bandas” em Epitácio e na região?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Tinha a Banda da Filarmônica... Mas também teve esse tipo de banda a que você se refere: em Epitácio essa onda de conjuntos de ie-ie-iê teve uma primeira fase, na qual só havia performance vocal e uniformes “Pra frentex” : “Os Tigres” , “ Os Mickeys” e “ Os Terríveis”. Gil Saraiva, Mandioca (Valtinho), João Gil, Silvinho, Tita Portus, Felão, Mia, Zé Martins, Neder, Tonico Vanalli, Hércules Valim, Paulo Carioca e Odilon Villas Boas eram alguns dos artistas desse tempo. E depois veio a segunda fase, com instrumentos musicais e os uniformes foram substituídos por roupas extravagantes, certamente um efeito dos hippies de Woodstock. Apareceram então o “Embalo Jovem” e “Os Defuntos”. A entrada dos verdadeiros músicos em cena afastou os curiosos e “bicões” e fez com que as bandas evoluíssem em todos os sentidos. Economicamente só se tornaram viáveis quando passaram animar bailes e grandes festas. Meu segundo irmão tornou-se músico nessa transição. Primeiro, em 1972, tocando numa banda que animava a Cantina do Orlando, instalada num galpão de uma antiga serraria na rua Maceió. A banda chamava-se Felcaxbatunimia (abreviação estilizada de Felão, Cacho, Bá ,Tonico e Mia). Depois no Grupo Seda, de Presidente Venceslau. Nessa formação de 1973, mais experientes, tocaram Tonico Vanalli (baterista radicado nos EUA), André e Bico (sopros), os guitarristas Bá, Teté e Lalo Califórnia (músico chileno que depois casou-se com a cantora Wanderléa), Mia (vocal ), Cacho (teclados), Zildo e Felão (percussionistas). Em cidades maiores já existiam bandas profissionalizadas e famosas: em Presidente Prudente tinha “Os Sombras” e “Os Temperamentais”; em Assis despontou o “Mac Ribel”; em Marília, “Os Yarassus”; “Os Solphas”, de Oswaldo Cruz, e “Os Vibrantes”, de Adamantina. Essas bandas passaram por Epitácio, tocando nos clubes da Epitaciana, da Filarmônica, e na “Festa da Praia”, no Parque Figueiral. Essa festa popular era uma evolução dos antigos pic-nics de 1º de Maio, com barracas de comidas típicas, passeios de barco, concurso de beleza, e muitos turistas morrendo afogados no rio. No final da década de 80, quando fui dar aulas num cursinho famoso de São Paulo, conheci o Hernani Maia, ex-vocalista do “Sombras”, também professor de História e redator de material didático. Eu , o Hernani e o Caetano, de Prudente, demos primeiras “aulas-show”, inaugurando o primeiro Cursinho de Epitácio, em 1990. O empreendimento teve um fracasso empresarial, mas valeu pela astúcia, principalmente do Mia, de implantar na cidade o hábito de consumo de ensino particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; E o Parque do Figueiral, tinha figueiras de verdade?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Não era de figueira do tipo frutífera. Eram aquelas figueiras enormes, típicas do sertão. O Figueiral ficava ao lado de Tibiriçá e o nome foi dado por causa das delas, nascidas na margem do rio e sobre um tapete verde de grama. Os galhos dessas árvores pareciam gigantescos tentáculos em direção às águas do Paraná, em busca da umidade e da luz do sol. No futuro, quem viveu o verdadeiro Figueiral nunca vai poder descrever as belezas naturais que ele possuía. O próprio Rio Paraná, com o seu fluxo natural jamais vai voltar ser o que era: as enchentes, as vazantes, as praias maravilhosas que se formavam no leito, enfim, nada será como antes, mas certamente ficará guardado de alguma forma na memória ou nos registros históricos artificiais. O Figueiral era lindo e mágico em todas as estações do ano. Tinha um entardecer que pintava no céu, durante o ano, 365 quadros totalmente diferentes um dos outros. Nas noites de luar essa magia se tornava mais profunda, misteriosa e sedutora. Quem olhasse o reflexo nas águas tinha a imagem de um enorme espelho despertando a imaginação mística e as mais reveladoras reflexões da alma. A última vez que vi esse reflexo, no início do outono de 1993, comecei a sentir um frio no estômago, um forte aperto no coração e uma irresistível vontade de chorar. Naqueles instantes passou em minha mente um filme com inúmeras cenas da minha vida, das minhas origens mais remotas, da existência atual, da infância até aquela fase crucial em que me preparava para enfrentar mudanças importantes. Alguns anos depois, o Figueiral foi tragado pela inundação provocada pela construção da Usina de Porto Primavera. Com a formação do grande lago desapareceram as ilhas, o parque, o Porto Tibiriçá e também a minha utopia de voltar viver em Epitácio. Voltei para São Vicente, mas continuo sendo de lá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" face="trebuchet ms"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-6660411828347967970?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/6660411828347967970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=6660411828347967970&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/6660411828347967970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/6660411828347967970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2008/01/ndice-do-textos.html' title='Tibiriçá e a Epopéia Paulista'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SSmaLpT6xhI/AAAAAAAACCo/iyRGq0OYXHg/s72-c/SP_Antigo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-2721554640838958204</id><published>2007-12-12T08:26:00.000-08:00</published><updated>2008-09-29T09:12:41.622-07:00</updated><title type='text'>Chapéu de Couro</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SJ-gqOvo3pI/AAAAAAAABO8/wX5N0zgZN1w/s1600-h/Chap%C3%A9u.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233077939400662674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SJ-gqOvo3pI/AAAAAAAABO8/wX5N0zgZN1w/s400/Chap%C3%A9u.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:78%;"&gt;Raimundo Gomes dos Santos, o Chapéu de Couro (Diamantino, MG, 1860 - Presidente Epitácio, 1994). Uma das figuras populares mais conhecidas da cidade, sendo sua imagem utilizada no cartaz comemorativo do centenário da Abolição da Escravatura em 1988.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"Quem vem lá de chapéu marrom&lt;/em&gt; ?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Quem vem lá de chapéu azul ?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Quem vem lá de chapéu amarelo ?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;É Chapéu de Couro, o velho!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;É Chapéu de Couro o Velho!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;O Velho... o Velho...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Andava pela cidade cantando canções&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Dançava pela cidade &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;dizendo ter mais de 100 anos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;E conhecer Lampião..."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mia Duque&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2633060345878935873-2721554640838958204?l=portotibirica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://portotibirica.blogspot.com/feeds/2721554640838958204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2633060345878935873&amp;postID=2721554640838958204&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/2721554640838958204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2633060345878935873/posts/default/2721554640838958204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://portotibirica.blogspot.com/2007/12/trabalhando-com-memria.html' title='Chapéu de Couro'/><author><name>Dalmo Duque dos Santos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13767210022182957068</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/TRiIM7aNvBI/AAAAAAAADk0/uAGpAezsk0w/S220/Dalmo%2B1.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SJ-gqOvo3pI/AAAAAAAABO8/wX5N0zgZN1w/s72-c/Chap%C3%A9u.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2633060345878935873.post-8739387161649512766</id><published>2007-12-04T10:02:00.000-08:00</published><updated>2008-09-06T14:11:40.049-07:00</updated><title type='text'>Essa Gente Paulista</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SLyrdDMgr6I/AAAAAAAABS0/PEc0d-CIBKQ/s1600-h/SPersonalidades.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241252581914750882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SLyrdDMgr6I/AAAAAAAABS0/PEc0d-CIBKQ/s400/SPersonalidades.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;André Rebouças, engenheiro e amigo de Pedro II. Luiz Gama, ex-escravo e advogado da causa abolicionista. Cartão do MMDC. Migrante Nordestino na Estação da Luz. Agitção anarquista na década de 1920. Lavradorers japoneses na bregião de Presidente Prudente. Washinton Luiz e correligionários às vésperas da Revolução de 1930. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SJ-gIFEgCpI/AAAAAAAABO0/D-yMNQ0TyTo/s1600-h/S%C3%A3o+Vicente.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233077352688257682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SJ-gIFEgCpI/AAAAAAAABO0/D-yMNQ0TyTo/s400/S%C3%A3o+Vicente.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SJ-f-zBoWgI/AAAAAAAABOs/qySYSVfRxe0/s1600-h/Anchieta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233077193225558530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_kYGOwN7KoPI/SJ-f-zBoWgI/AAAAAAAABOs/qySYSVfRxe0/s400/Anchieta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fundação de São Vicente e Evangelho na Selva, por Benedito Calixto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A pobreza dos tempos coloniais jamais levaria a imaginar a pujança e o dinamismo econômico, social e cultural, que são característicos de São Paulo. Quem construiu toda essa riqueza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, o que se poderia chamar de "espírito bandeirante" de São Paulo. O que é notável desde os primeiros tempos coloniais é que, num território inóspito, uma população escassa de colonos portugueses intensamente misturada a populações indígenas nativas e, mais tarde, aos escravos africanos - para formar este mundo de mamelucos, cafuzos e mulatos da capitania e depois província colonial - fosse capaz, movida pelo gosto da aventura e pela ambição, de sustentar um empreendimento de vulto e tão arrojado como a organização das "bandeiras", que resultariam na redefinição do território nacional em suas fronteiras atuais. É essa população cabocla, essencialmente mestiça, que manteve por três séculos a cultura tradicional paulista, a cultura "caipira" encontrada ainda no interior do Estado. Mas engana-se quem vê nessa cultura uma forma de "atraso". Feita de lealdade mesclada a uma sossegada e manhosa astúcia, esta é uma cultura de homens e mulheres que sempre souberam tirar proveito das circunstâncias, como instrumento de sua própria sobrevivência, nas condições de penúria proverbial que sempre foram, até o século XIX, as da província paulista. É sobre essa cultura tradicional que vem se enxertar, na segunda metade do século XX, a imigração, que imprimiria à vida de São Paulo seu dinamismo insuperável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é a base da mistura cultural do paulista? A resposta correta é: o Mundo! Afinal, no início da imigração, homens e mulheres de mais de 60 países se estabeleceram em São Paulo, em busca de oportunidades. Eles aqui foram acolhidos porque a província paulista necessitava de mão-de-obra para a lavoura cafeeira e, hoje, estima-se que São Paulo seja a terceira maior cidade italiana do mundo, a maior cidade japonesa fora do Japão, a terceira maior cidade libanesa fora do Líbano, a maior cidade portuguesa fora de Portugal e a maior cidade espanhola fora da Espanha. A mistura de raças, etnias e culturas se acentuou com o correr do tempo e marcou profundamente a vida cultural, social e econômica da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final do século XIX e início do século XX marcaram um período de transformações mundiais. Guerras e revoluções resultavam em desemprego e fome na Europa. Populações inteiras rumavam para longe de suas terras, buscando refúgio às perseguições étnicas, políticas e religiosas. As informações da existência de uma terra nova e cheia de oportunidades chegavam em além-mar. Havia portanto mais que os portugueses, aqui presentes desde o Descobrimento, os negros africanos, obrigados a cruzar o Atlântico como escravos, e os índios, a atrair para a colonização do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa prudente política migratória, os monarcas brasileiros trataram de atrair novos imigrantes, oferecendo lotes de terra para que se estabelecessem como pequenos proprietários agrícolas. Depois, com a Abolição da Escravatura em 1888, a opção foi a imigração em massa para substituir o trabalho escravo. Os imigrantes eram embarcados na terceira classe dos navios e vinham instalados nos porões dos vapores, onde a superlotação e as precárias condições favoreciam a proliferação de doenças, de modo não muito distinto dos antigos navios negreiros. A diferença era que, agora, já não se tratava de transportar escravos para o Brasil. Muitos imigrantes morreram pelo trajeto. Da Europa até o porto de Santos, a viagem demorava até 30 dias. O governo, apoiando a importação da mão-de-obra, recebia-os em alojamentos provisórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir 1887, passaram pelo complexo da Hospedaria do Imigrante, em São Paulo, perto de 3 milhões de pessoas. A Hospedaria tinha alojamentos, refeitórios, berçário, enfermaria e hospital. O conjunto abrigava a Agência Oficial de Colonização e Trabalho, responsável pelo encaminhamento das famílias para as lavouras no interior. A partir de 1930 a Hospedaria passa a atender também ao movimento migratório interno. Trabalhadores vindos de outros Estados do Brasil são recebidos e atendidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o complexo abriga o Museu da Imigração que reconstitui a saga dos imigrantes e presta uma justa homenagem àqueles heróis anônimos que ajudaram a construir o Estado paulista. Na virada do século o imigrante constituía o grosso do operariado paulista. Em 1901 o Estado contava com cerca de 50 mil industriários. Menos de 10% eram brasileiros. A maioria absoluta era de italianos, seguidos de portugueses, espanhóis, alemães e poloneses, entre outros. Cada imigrante tinha um bom motivo para se aventurar nessa, então, terra desconhecida, mas cheia de esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Portugueses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Responsáveis pelo descobrimento da "nova terra", os portugueses vieram para o Brasil desde os primeiros tempos. Mesclando-se aqui às populações indígenas e, depois, aos escravos africanos, vieram a constituir o cerne desta cultura mestiça que entendemos como brasileira.&lt;br /&gt;Após a Independência e ao longo do século XIX, as dificuldades que viviam em Portugal, sobretudo graças à pobreza do país, que sucessivamente perdia seus territórios de ultramar e se envolvia em novas guerras coloniais, fez que os portugueses fossem novamente atraídos para o Brasil, sendo a afinidade da língua um atrativo a mais para a imigração, que continuou durante todo o século XX. Esses imigrantes atuaram em várias áreas, mas foi sobretudo no comércio que a colônia portuguesa se destacou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Espanhóis&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença espanhola no Brasil é muito antiga. Porém, a grande onda migratória de milhares de espanhóis acontece no final do século XVIII para o trabalho na lavoura de café. Nesta época chegam os andaluzes e, num segundo momento, os catalães, bascos e valencianos. Os espanhóis foram os que mais se concentraram no Estado paulista. O censo de 1920 revelou que 78% dos espanhóis residiam em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Italianos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imigração em massa italiana começou a ocorrer pouco depois da unificação da Itália, em 1871. A primeira grande leva de imigrantes foi destinada às fazendas de lavoura de café no interior do estado paulista. Junto com os espanhóis, os italianos substituíram os negros nas plantações. Com promessa de lote de terra e bons salários, logo os imigrantes começaram a se decepcionar com a realidade que encontravam. Muitos partiram das fazendas para o centro da cidade e começaram a trabalhar nas fábricas e no comércio. Os primeiros grandes industriais de São Paulo - os Matarazzo, os Crespi - constituíram o grupo dos "condes italianos", só perdendo o título décadas depois. A marca desse povo não ficou somente na economia. Os imigrantes italianos influenciaram fortemente os hábitos alimentares nas regiões em que se fixaram. O macarrão, a pizza e o vinho foram rapidamente assimilados e adotados pelo paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Japoneses&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Foi em 1908 que os primeiros japoneses chegaram ao Brasil. Isso foi possível graças a um esquema de imigração subsidiada. Na época, ainda carente de mão-de-obra, o Brasil estava encontrando dificuldade com o governo da Itália para a imigração de italianos. Os japoneses concentraram-se no Estado de São Paulo. Inicialmente foram destinados às fazendas de café, mas aos poucos tornaram-se pequenos e médios proprietários rurais. Diferente de outros imigrantes que, com o passar dos anos, iam trocando a zona rural pela cidade, grande parte dos imigrantes japoneses permaneceu nas atividades rurais e diversificaram a produção dos hortifrutigranjeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Alemães&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Logo após a Independência do Brasil, os primeiros imigrantes alemães começaram a chegar em solo brasileiro. Ao longo de mais de 100 anos entraram no Brasil mais de 250 mil imigrantes. Comparado ao número de italianos e japoneses, a vinda de alemães, principalmente para o Estado de São Paulo, é considerada pequena. Será nos anos 30, em decorrência das perseguições nazistas na Alemanha, que o fluxo de imigrantes vai aumentar de forma considerável. Em São Paulo, os alemães, judeus em sua maioria, vão se fixar em bairros étnicos, como o Bom Retiro e Santo Amaro. A colônia concentrou-se nas atividades comerciais e industriais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Negros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Além de trabalharem como escravos na época do Brasil colônia, a população negra produziu grande parte do café em São Paulo, produto que consolidou a industrialização do Estado. Os negros também implantaram a estrada de ferro no Interior paulista Falar sobre a contribuição dos negros para o crescimento de São Paulo exige um mergulho na história do Brasil. Vindos para cá como escravos, em 1.530, eles permaneceram nesta situação até 1.888, quando ocorreu a abolição da escravatura, ou seja, ficaram nesta condição durante 358 anos. Trabalharam intensamente na produção de cana-de-açúcar, que na passagem do século XVIII para o XIX foi substituída pelas plantações do café. A força escrava também foi usada para a extração de ouro e diamantes nas regiões de Goiás, Mato Grosso e em Minas Gerais, na época do Brasil Colonial, e em diversas outras áreas. Durante três séculos e meio, a população negra não só ajudou a construir o Brasil, como fincou os alicerces econômicos para a industrialização, sobretudo no Estado de São Paulo, cujo grande impulso industrial ocorreu com a produção e comercialização do café, que ajudaram o Estado a acumular um grande volume de capital, principalmente no Vale do Paraíba. Nos séculos XIX e XX São Paulo torna-se o maior produtor de café do mundo, o que ajuda a equilibrar a balança comercial brasileira durante muito tempo. "O capital usado para construir as indústrias veio do café, que foi plantado e colhido pelos braços dos escravos negros. Nos últimos anos da escravidão, a população negra trabalhava em semanas inteiras, sem sábados e sem domingos, chegando a 16 horas por dia no Vale do Paraíba. Os barões do café faziam isto porque sabiam que a escravidão estava com os anos contados, por isso maximizavam a produção, às custas do árduo trabalho escravo. Quando os imigrantes aqui chegaram, principalmente os italianos, já encontraram tudo consolidado", conta o professor universitário Hélio Santos, mestre em Finanças e doutor em Administração pela Faculdade e Economia da USP, também autor do livro "A Busca de Um Caminho para o Brasil". Todos os imigrantes que começaram a chegar no País em meados do século XIX contribuíram para o crescimento de São Paulo "mas os negros foram os que colaboraram durante mais tempo, sem nada receber. E os italianos, quando os substituem nas lavouras, passam a ser assalariados". Somando-se a isso, o processo de imigração tinha também um cunho de branqueamento da população brasileira. A ideologia dominante da época acreditava que o desenvolvimento e modernização da sociedade seria produto do crescimento da população branca em detrimento dos negros e índios. Em 1824, dois anos após a Proclamação da Independência, na cidade de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, os alemães tiveram direito às terras e exigiram que nas escolas se continuasse a ensinar o alemão. "Para o Brasil foi fundamental a vinda dos alemães. Olha a riqueza que há lá", atenta Santos, observando que o Estado tirou dinheiro do orçamento e investiu nessa colônia. "No passado, houve políticas que beneficiaram grupos étnicos que não eram negros. Eram italianos, japoneses, alemães, suíços. É por isso que, em grande parte, os descendentes destes grupos hoje estão bem. Pois a situação de quem veio como imigrante é totalmente diferente daquele que veio escravizada. Esta visível e gritante desigualdade contribui para que tenhamos dois brasis", afirma Hélio Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;O dia seguinte ao 13 de maio&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para onde foram os negros após a libertação da escravatura? Qual foi a política habitacional para que eles pudessem morar em casas decentes? Qual foi a política para absorvê-los no mercado de trabalho? Estas questões, muito freqüentes, são resultados da atual situação vivida hoje em grande parte pelos negros no Brasil. Havia um estigma na sociedade brasileira porque mesmo após a abolição, o negro estava associado ao trabalho escravo e não conseguia ocupar um melhor espaço no mercado de trabalho, por falta de oportunidade, decorrente de sua cor. "Os negros disputavam vagas com os espanhóis e italianos, também analfabetos, para trabalharem como forneiros em padarias e fazer serviço pesado como rachar lenha, mas não conseguiam a vaga porque o trabalho livre era reservado para os brancos, apesar da abolição da escravatura. Nem mesmo o trabalho pesado sobrou para os negros, que foram entregues à própria sorte", ressalta o economista e professor da USP, Hélio Santos. As mulheres negras continuaram fazendo trabalhos serviçais, como lavadeiras, copeiras, empregadas, que na época nunca faltou, com salários diminutos. Mas foi este trabalho que permitiu à mulher negra manter sua prole e contribuiu para que não houvesse a absoluta desintegração das famílias negras, porque o homem negro estava na periferia da cidade, justifica o professor da USP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Estrada de ferro&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A contribuição do negro para o crescimento da economia paulista também se faz presente na construção das estradas de ferro que transportavam o café entre outros produtos para o Porto de Santos. "Por onde a ferrovia passou, você tinha uma pequena classe média negra. Este trabalho, que era permanente, permitia ao negro ter um salário mediano fixo, relembra o professor da USP, Hélio Santos. Era um serviço para qual o negro estava apto, exigia pouca escolaridade e muita força para escavar a terra e implantar os trilhos. Este serviço fixo e rentável permitia ao negro ter sua casa própria e morar em bairros medianos', afirma. As famílias negras, cujos pais ou avôs trabalharam como foguista e maquinista, apresentaram mobilidade social: o filho foi ser professor, bancário, outros conseguiram ser advogados, médicos o que ajudou a família a não se desestruturar. Como ex-presidente do Conselho Estadual da Comunidade Negra do Estado de São Paulo, Hélio Santos percorreu várias cidades do Interior paulista, como Araraquara, Ribeirão Preto e Campinas, para constatar a marca do trabalho negro e conhecer de perto a história de tantas famílias negras anônimas, cujos rostos e mãos fincados pelo tempo ajudaram a construir o País. Para Hélio Santos, embora um terço da população do Estado seja constituída por 3,3 milhões de negros e pardos, a marca do povo negro ainda não está bem consolidada em espaços expressivos como clubes e bairros, como ocorrem com japoneses, libaneses, italianos, turcos, espanhóis. 'Mas ele está construindo São Paulo e no passado fez o alicerce. Você não tem nenhum prédio que não tenha sido construído por negro', aponta o economista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Migrantes&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Quando vim da minha terra,&lt;br /&gt;não vim, perdi-me no espaço,&lt;br /&gt;na ilusão de ter saído.&lt;br /&gt;Ai de mim, nunca saí”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para entender melhor os contrastes e o emaranhado de culturas que povoam o Estado de São Paulo não dá para deixar de falar da migração. Aqui o turista mais desavisado se surpreende com a estranha união do feijão-de-corda com o pão-de-queijo que, por sua vez, convivem em total harmonia com o forró e a música sertaneja. Tudo isso regado a um bom churrasco com chimarrão. É possível encontrar em São Paulo cada pedacinho do Brasil com seus sotaques e culinárias dos mais variados. Afinal, o Estado de São Paulo se transformou num dos mais importantes pólos de atração de fluxos migratórios. O rápido desenvolvimento da região, a oportunidade de emprego e o sonho de uma vida melhor fizeram dessa terra o que é hoje: uma Torre de Babel. Em estatística feita em 1959 constatou-se que o processo migratório para São Paulo começou em 1901. Naquele primeiro ano, o registro de entrada de nacionais no Estado de São Paulo apontou 1.434 pessoas. No mesmo período, o número de estrangeiros aportados em São Paulo foi de 70.348 pessoas. Foi em 1923 que teve início a intensificação do fluxo de nordestinos, mineiros e fluminenses para São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1935, o governo de Armando Salles de Oliveira decidiu estimular a migração para São Paulo, com o objetivo de suprir a lavoura de mão-de-obra. Por iniciativa daquele governo foi estipulada, pelo sistema de contratos com companhias particulares, a introdução de trabalhadores mediante a seguinte subvenção: pagamento de passagem, bagagem e um pequeno salário para a família. As firmas contratadas pelo governo para trazer trabalhadores de outros Estados passaram a operar com afinco no Nordeste do país e no Norte do Estado de Minas Gerais. Em 1939 o Departamento de Imigração e Colonização foi reorganizado e criou-se a Inspetoria de Trabalhadores Migrantes com a finalidade de substituir as firmas particulares no serviço de migração subsidiada. Quando as famílias chegavam a São Paulo eram recebidas na Hospedaria do Imigrante e daí distribuídas pelo Estado. Com o estímulo dado pelo governo, as entradas passaram a ser maciças, atingindo em 1939 a casa dos 100 mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o período de 1941 a 1949 só o Departamento de Imigração e Colonização de São Paulo encaminhou à lavoura do Estado 399.937 trabalhadores procedentes de outros Estados do Brasil. Nesta época, na Europa acontecia a II Guerra Mundial e a imigração de europeus reduziu drasticamente. Os 12 municípios que maior número de migrantes receberam (399.927) foram Presidente Prudente, Rancharia, Marília, Martinópolis, Andradina, Presidente Venceslau, Santo Anastácio, Pompéia, Valparaiso, Araçatuba e Presidente Bernardes. Mas foi nas décadas de 1950 e 1960 que se verifica a efetiva industrialização do Estado e a conseqüente abertura de um mercado de trabalho de dimensões amplas, uma vez que o processo de crescimento industrial, por seus efeitos multiplicadores levou também a uma substancial ampliação do setor terciário. A migração em 1950 apresentava o seguinte quadro: Minas Gerais contribuiu com quase 50% do fluxo. A Bahia é o Estado que mais contribuiu depois de Minas Gerais, com 17,56% do fluxo. Somente estes dois Estados representavam 65,04% do fluxo. Migrantes de Pernambuco, Alagoas, Ceará, Sergipe, Paraíba, Rio Grande do Norte e Piauí representavam menos de 15%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de Minas Gerais ser um Estado vizinho de São Paulo, é um motivo a mais a determinar o grande fluxo migratório. O aumento do peso da migração vinda do Nordeste é em grande parte devido às secas que atingiram a região na década de 1950. Outro fator determinante foi a conclusão da Estrada Rio-Bahia em 1949, o que veio facilitar bastante essa migração. Foi por esta rodovia que surgiu o "pau-de-arara", transporte de migrantes feito por caminhões de carga, precariamente adaptados para o transporte de seres humanos. Os migrantes se espalharam por todo o Estado, mas a Região Metropolitana de São Paulo apresentou-se como a mais importante área de atração populacional do Estado, tendo as migrações contribuído com 56,6% do crescimento da população da região no período 1960-1970.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aparecimento do complexo industrial da Região da Grande São Paulo deu-se sobretudo a partir da Segunda-Guerra Mundial, e de forma mais acentuada durante e após a década de 1950, quando o processo de substituição de importações surgiu como um dos fatores principais do desenvolvimento industrial da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar dos anos, a migração foi diminuindo. Nos anos 60, chegavam à cidade 128 mil migrantes por ano, a partir de 1980 a média anual caiu para 68 mil, segundo dados do Seade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa dessa miscigenação, hoje, passear por São Paulo é conhecer todas as tradições. O bairro do Brás, por exemplo, antigo reduto de italianos, é ocupado hoje em sua maioria por migrantes nordestinos. Já a cidade de Carapicuíba registra 70% de migrantes entre nortistas e nordestinos. No município de Embu, os gaúchos realizam festas com acordeão e rabeca e, claro, churrasco. Sem falar de toda a tradição do mobiliário rústico e artesanal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte gastronômica é outro capítulo. Por causa da migração, é possível comer em São Paulo qualquer doce feito com a fruta mais exótica da Amazônia, um bom acarajé preparado por uma baiana autêntica, aquele doce de leite com queijo mineiro ou mesmo encontrar uma boa erva-mate para o preparo do chimarrão. Ou ainda comer leitão à pururuca, vaca atolada, galinha ao molho pardo, moquecas com jeitão capixaba, buchada de carneiro, costelinha de porco com canjiquinha e angu, arroz de cuxá do Maranhão, sopa de goma de mandioca com camarão seco do Belém do Pará ou ainda a combinação de tucupi e jambu. O difícil é enumerar todas as opções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja fugindo da seca ou em busca do sonho de uma vida melhor e do melhor centro educacional do País, enfim, cada um que chegou em São Paulo tinha um motivo. Porém, todos adotaram essa terra como seu lar e essa terra, em contrapartida, recebeu não só complexos problemas urbanos mas, principalmente, ganhou a força do trabalho de uma gente com muita determinação e, acima de tudo, com a infinita riqueza de várias culturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estatísticas gerais: imigrantes e descendentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alemães - Cerca de 400.000 – na Grande São Paulo (alemães e descendentes)&lt;br /&gt;Fonte: Folheto São Paulo e a comunidade alemã. São Paulo, Consulado Geral da Alemanha, 1995, p.4&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Angolanos Brasil = 40.000&lt;br /&gt;Fonte: Roldão Arruda. Brasil entra na rota das grandes migrações. O Estado de São Paulo, 10/10/1997&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Árabes - Brasil = 10.000.000 (estimativa – árabes e libaneses) - 7.000.000 = libaneses e descendentes&lt;br /&gt;3.000.000 = sírios&lt;br /&gt;Fonte: Revista da Folha, ano 9, n. 488, 23 out. 2001, p.8&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo (Município) = 1.000.000, incluindo descendentes&lt;br /&gt;Fonte: O que seria do nosso cardápio sem eles? Veja São Paulo, 5 fev. 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argentinos - Brasil = 20.823 - São Paulo (Estado) = 9.735 - São Paulo (Município) = 5.183&lt;br /&gt;Fonte: Argentinos em Brasil, Clube Argentino Nuevos Aires, n. 30, fev. 2003. – p.2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Armênios - Brasil = 35.000 (95% de descendentes) - São Paulo (Estado) = 25.000&lt;br /&gt;Fonte: Armênios fazem diáspora. Folha de São Paulo, 13/09/1998, p.3–11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Austríacos - São Paulo (Município) = 5.000, incluindo descendentes&lt;br /&gt;Fonte: O que seria do nosso cardápio sem eles? Veja São Paulo, 5 fev. 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bolivianos - Brasil = 100.000 (estimativa)&lt;br /&gt;Fonte: Roldão Arruda. Brasil entra na rota das grandes migrações. O Estado de São Paulo, 10/10/1997. Cad. A, p.14&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chilenos - Brasil = 150.000 (estimativa)&lt;br /&gt;Fonte: Roldão Arruda. Brasil entra na rota das grandes migrações. O Estado de São Paulo, 10/10/1997&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chineses - Brasil = 190.000 - São Paulo = 120.000&lt;br /&gt;Fonte: Dados do Consulado da China, 1997&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coreanos - São Paulo (Município) = 50.000, incluindo descendentes&lt;br /&gt;Fonte: O que seria do nosso cardápio sem eles? Veja São Paulo, 5 fev. 2003&lt;br /&gt;Brasil = 80.000&lt;br /&gt;Fonte: Revista Veja, 23/09/1998, p.81–82&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cubanos - São Paulo (Município) = 700&lt;br /&gt;Fonte: O que seria do nosso cardápio sem eles? Veja São Paulo, 5 fev. 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escandinavos - São Paulo (Município) = 1.300&lt;br /&gt;Fonte: O que seria do nosso cardápio sem eles? Veja São Paulo, 5 fev. 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espanhóis - Brasil = 134.000 - Estado de São Paulo = 101.000&lt;br /&gt;Fonte: Souza, Marcos Moura de. Angústia da comunidade no Brasil. O Estado de S. Paulo, 12 mar. 2004, p.A20&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1980 = 119.000 no Brasil – 86.000 em São Paulo (Estado)&lt;br /&gt;Fonte: Censo brasileiro de 1980, citado no livro: Herbert S. Klein. Imigração espanhola no Brasil. São Paulo. Editora Sumaré, 1994, p.49&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1980 = 57.369 – São Paulo (Estado)&lt;br /&gt;Fonte: Atlas do SEADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Franceses - São Paulo (Município) = 10.000&lt;br /&gt;Fonte: O que seria do nosso cardápio sem eles? Veja São Paulo, 5 fev. 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gregos - São Paulo (Município) = 50.000, incluindo descendentes&lt;br /&gt;Fonte: O que seria do nosso cardápio sem eles? Veja São Paulo, 5 fev. 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Húngaros&lt;br /&gt;Brasil = 50.000&lt;br /&gt;Fonte: Vicentini, Tatiana. Penta tira o público do 1º Festival de Raízes. O Estado de São Paulo, 1/6/2002. Cad. C, p.3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indianos - São Paulo (Município) = 300&lt;br /&gt;Fonte: O que seria do nosso cardápio sem eles? Veja São Paulo, 5 fev. 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Italianos - Brasil (italianos e descendentes) = 22.753.000&lt;br /&gt;Fonte: Jornal Ítalo Brasileiro, ano 1, n. 1, 1996, p.8, citando quadro divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores Italiano&lt;br /&gt;Brasil (italianos e descendentes) = 25.000.000&lt;br /&gt;Fonte: Presenza italiana in Brasile. Embaixada da Itália, 2000&lt;br /&gt;São Paulo (Estado): italianos e descendentes = 6.000.000&lt;br /&gt;Fonte: Estimativa do Consulado Italiano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Japoneses - Brasil = 1.168.000&lt;br /&gt;Fonte: Dados do IBGE, 1987, 80% no Estado de São Paulo. - São Paulo (Município) = 326.000, japoneses e descendentes, com projeção de 4% ao ano, talvez hoje seja 465.000 - Estado de São Paulo = 1,4 milhão&lt;br /&gt;Fonte: Levantamento da população de japoneses e descendentes residentes no Brasil, entre 1887 e 1988, elaborado pelo Centro de Estudos Nipo–Brasileiros, citado no artigo Banzai Akihito, da Revista Já, do Diário Popular, 01/06/1997, p.17&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Judeus - São Paulo (Município) = 60.000&lt;br /&gt;Fonte: Vicentini, Tatiana. Penta tira o público do 1º Festival de Raízes. O Estado de São Paulo, 1/6/2002. Cad. C, p.3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marroquinos - São Paulo (Município) = 150&lt;br /&gt;Fonte: O que seria do nosso cardápio sem eles? Veja São Paulo, 5 fev. 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paraguaios - Brasil = 60.000 (estimativa)&lt;br /&gt;Fonte: Roldão Arruda. Brasil entra na rota das grandes migrações. O Estado de São Paulo, 10/10/1997&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palestinos - Brasil = 50.000 – palestinos e descendentes&lt;br /&gt;Mais da metade encontra–se no Rio Grande do Sul&lt;br /&gt;Fonte: Moura e Souza, Marcos de. Palestino naturalizado brasileiro enfrentou israelenses na Esplanada das Mesquitas. O Estado de São Paulo, 19/10/2000, p.22&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugueses - Brasil = 1.000.000/1.200.000 (estimativa)&lt;br /&gt;Fonte: Ferreira, Cristina. Portugal emigrante. Lusitano: Jornal dos Portugueses Residentes no Estrangeiro, 26/6/1998, p.2&lt;br /&gt;São Paulo (Município) = 200.000&lt;br /&gt;Fonte: O que seria do nosso cardápio sem eles? Veja São Paulo, 5 fev. 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suíços - São Paulo (Município) = 3.662&lt;br /&gt;Fonte: O que seria do nosso cardápio sem eles? Veja São Paulo, 5 fev. 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ucranianos - Brasil = 300.000 (ucranianos e descendentes) : 90% no Paraná&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasil - Do total da população: 1944–1953 Espanhóis = 14,4% - Italianos = 18,3% -Japoneses = 1,1% - Portugueses = 41,1%&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;A trajetória dos paulistas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;A Colônia&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A colonização de São Paulo começou em 1532 quando, em 21 de janeiro, Martim Afonso de Souza fundou a povoação que iria transformar-se na Vila de São Vicente, uma das mais antigas do Brasil e a mais remota da Colônia. Dando continuidade à exploração da terra e em busca de novos gentios a evangelizar, no cumprimento da missão que os trouxera ao Novo Mundo, um grupo de jesuítas, do qual faziam parte José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, escalou a serra do mar chegando ao planalto de Piratininga, onde encontraram, segundo cartas enviadas a Portugal, "uma terra mui sadia, fresca e de boas águas". Do ponto de vista da segurança, a localização topográfica de São Paulo era perfeita: situava-se numa colina alta e plana, que facilitava a defesa contra ataques de índios hostis. Nesse lugar, fundaram um colégio em 25 de janeiro de 1554, ao redor do qual se iniciou a construção das primeiras casas de taipa, que dariam origem ao povoado de São Paulo de Piratininga. Em 1560, o povoado ganhou foros de vila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início, São Paulo vivia da agricultura de subsistência, aprisionando índios para trabalharem como escravos na frustrada tentativa de implantação em escala da lavoura de cana-de-açúcar. Mas o sonho já era então a descoberta do ouro e dos metais preciosos. Assim, na segunda metade do século começariam as viagens de reconhecimento ao interior do país, as "bandeiras", expedições organizadas para aprisionar índios e procurar pedras e metais preciosos nos sertões distantes, dando início ao desbravamento das Minas Gerais. Em 1681, São Paulo foi considerada cabeça da Capitania, que incluía então um território muito mais vasto que o do atual Estado. Embora em 1711 a vila tenha sido elevada à categoria de cidade, o próprio êxito do empreendimento bandeirante fez que a Coroa desmembrasse a capitania, para ter controle exclusivo sobre a região das Minas. Por isso, ao longo de todo o século XVIII, São Paulo continuava sendo apenas o quartel-general de onde não cessavam de partir as "bandeiras", responsáveis pela ampliação do território brasileiro a sul e a sudoeste muito além da linha de Tordesilhas, na proporção direta do extermínio das nações indígenas que colocavam resistência a esse empreendimento. Disso tudo resultou a proverbial pobreza da província de São Paulo na época colonial, carente de uma atividade econômica lucrativa como a do cultivo da cana-de-açúcar no Nordeste, contando sobretudo com a mão-de-obra do indígena e desfalcada de seus homens válidos, que partiam para o sertão a redesenhar as fronteiras do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os três primeiros séculos de colonização, o número de índios e mamelucos superou em muito o de europeus. Até meados do século XVIII, predominava entre a população uma "língua geral" de base tupi-guarani, sendo essa língua franca a mais falada em toda a região. No período da união das coroas ibéricas, entre 1580 e 1640, estima-se que o espanhol fosse a segunda língua da vila de São Paulo. Após a Independência, em 1822, os africanos representavam algo em torno de 25% da população, e, os mulatos, mais de 40%. Era já então insignificante a presença de índios nas zonas ocupadas pela colonização, e em especial nas lavouras de açúcar, implantadas com êxito no litoral norte e na região entre Itu e Sorocaba. Assim, a grande virada da economia paulista só aconteceria na passagem do século XVIII para o XIX, quando as plantações de café começaram a substituir as de cana-de-açúcar e a se preparar para ocupar o primeiro plano na economia nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;O Império&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O fim da Colônia se antecipa, no próprio período colonial, com a chegada da família real portuguesa ao Brasil em 1808, fugindo ao avanço das tropas napoleônicas. D. João VI deu então início a uma série de reformas que, da arquitetura ao ensino superior, da civilidade urbana aos empreendimentos artísticos, deveriam adequar o país para sediar o Vice-Reinado que abrigava a Coroa portuguesa, e que de fato preparariam sua independência. São Paulo também se beneficiaria em muito dessas transformações. Foi em território paulista que, em 7 de setembro de 1822, o herdeiro do trono português, o príncipe Dom Pedro, declarou a Independência do Brasil, sendo aclamado Imperador com o título de Dom Pedro I. Com sua renúncia nos anos 30, em meio à agitação política contra o domínio português, seguiu-se o conturbado período da Regência que, na segunda metade do século, com a ascensão ao trono de D. Pedro II, cederia lugar a um período de inusitado desenvolvimento e prosperidade do país, sobretudo após a consolidação da agricultura cafeeira como o principal produto de exportação brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nessa época que São Paulo passou a assumir uma posição de destaque no cenário nacional, com o avanço dos cafezais, que encontraram na terra roxa do norte da província o solo ideal. A expansão da cultura do café exigiu a multiplicação das estradas de ferro, iniciando-se então (1860-1861) em Santos e São Paulo os trabalhos da construção da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, a São Paulo Railway, responsável pelo primeiro trem a ligar as duas cidades. Esse foi um período de grandes transformações, marcado pela crise do sistema escravocrata, que levaria à Abolição em 1888 e que daria lugar, entre outros fatos, à chegada em massa de imigrantes, principal alternativa de solução ao problema da mão-de-obra na lavoura cafeeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo prosperou muito nessa época e a capital da província passou por uma verdadeira revolução urbanística, resultado da necessidade de transformar uma cidade acanhada, pouco mais que um entreposto comercial, em capital da nova elite econômica que se impunha. Em meados de 1860, a cidade de São Paulo já era bem diferente da antiga cidade colonial. Os primeiros lampiões de rua queimavam óleo de mamona ou de baleia e a cidade já contava com um parque público, o Jardim da Luz, que passaria por extensas reformas no final do século. Nesse período, à medida que a cidade se expandia em todas as direções, consolidava-se também um núcleo urbano moderno em torno de alguns marcos simbólicos, como a Estação da São Paulo Railway e o Jardim da Luz. Ao seu redor instalaram-se bairros residenciais de elite - os Campos Elíseos -, com seus bulevares ao estilo parisiense, como a avenida Tiradentes. Mas as estradas de ferro também permitiram que surgissem novos bairros populares ao lado da Estação da São Paulo Railway, como o Bom Retiro e o Brás, cujo povoamento foi reforçado pela instalação, nas proximidades, da Hospedaria dos Imigrantes. Também os edifícios públicos multiplicaram-se: assembléia, câmara, fórum, escolas, quartéis, cadeias, abrigos para crianças desamparadas. Dezenas de igrejas, conventos e mosteiros ainda continuavam, como nos tempos coloniais, a espalhar-se por toda parte. Na área cultural artistas de circo, atores de teatro, poetas e cantores começaram a consolidar seu lugar na cidade, junto com o primeiro jornal periódico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as transformações no período também assumiram outras facetas. A chegada de milhares de imigrantes, além de resolver o problema da mão-de-obra da lavoura cafeeira, permitiu maior ocupação do interior do Estado. Criaram-se as condições necessárias para que pequenas fábricas, subsidiárias do café, dessem os primeiros passos em direção à industrialização. Com o interior já integrado ao cenário do rápido crescimento da província, começou haver a preocupação com a construção de novas estradas, prevendo-se a interiorização dos cafezais e a prosperidade que seria sacramentada com a República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;A República&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O fim do Império já estava selado quando foi declarada a Abolição da Escravidão em 1888. A perda de apoio das elites conservadoras, agravada pelas fricções do imperador com a Igreja, na chamada "Questão religiosa", e a crise no Exército após a guerra do Paraguai, origem da "Questão militar", determinariam a queda de Dom Pedro II. Assim, ele seria deposto por um movimento militar liderado pelo Marechal Deodoro da Fonseca em 1889. Teve início então o primeiro período republicano no Brasil. Até 1930, a República é controlada pelas oligarquias agrárias de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A importância econômica do café produzido em São Paulo e do gado de Minas Gerais sustenta a "política do café-com-leite", em que paulistas e mineiros se alternam na presidência da República. Na verdade, São Paulo apenas mantinha o poder que conquistara com a consolidação das novas bases econômicas do país nas últimas décadas do Império. A ferrovia puxava a expansão da cafeicultura, atraía imigrantes e permitia a colonização de novas áreas, enquanto nas cidades a industrialização avançava, criava novos contornos urbanos e abria espaço para novas classes sociais, o operariado e a classe média. Mais próspero do que nunca, e agora um Estado de verdade dentro da Federação, São Paulo via surgir a cada dia uma novidade diferente: a eletricidade substituía o lampião a gás; chegavam os primeiros carros (o primeiro de todos pertenceu ao pai de Santos Dumont, em 1891); cresciam as linhas de bondes elétricos; construíam-se na capital grandes obras urbanas, entre elas, o Viaduto do Chá e a Avenida Paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A singularidade desse período está na forma intensa com que tudo se multiplica, desde a imigração, que no campo sustenta a cafeicultura, até o desenvolvimento das cidades, que levam São Paulo a perder suas feições de província e tornar-se a economia mais dinâmica do país. Todo o Estado paulista se transforma. Santos, Jundiaí, Itu, Campinas e diversas outras vilas passam a conviver com o apito das fábricas e com uma nova classe operária. As greves e as "badernas de rua" tornam-se assunto cotidiano dos boletins policiais, ao mesmo tempo que começa a saltar aos olhos a precariedade da infra-estrutura urbana, exigida pela industrialização. Um dos graves problemas passou a ser a geração de energia, centro de atenção das autoridades estaduais. Já em 1900, fora inaugurada a Light, empresa canadense e principal responsável pelo setor em São Paulo até 1970. O Estado passou a ter uma significativa capacidade de geração de energia, o que foi decisivo para o grande desenvolvimento industrial verificado entre 1930 e 1940. Nessa nova conjuntura, mais de uma dezena de pequenas hidrelétricas começaram a ser construídas, principalmente com capital estrangeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse período da Primeira República, a aristocracia cafeeira paulista vive o seu apogeu. Mas a Revolução de 1930 coloca fim à liderança da oligarquia cafeeira, trazendo para o primeiro plano os Estados menores da Federação, sob a liderança do Rio Grande do Sul de Getúlio Vargas. As oligarquias paulistas ainda promovem, contra o movimento de 1930, a Revolução Constitucionalista em 1932, mas são derrotadas, apesar da pujança econômica demonstrada pelo Estado de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1930, os trilho
